segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Colecção Mansão Assombrada



Ilustração do livro "Bernardo, o Lobisomem"
“A Colecção Mansão Assombrada é uma deliciosa colecção de livros de terror em versão cómica, assinada pelos franceses Paul Martin (texto) e Manu Boisteau (ilustrações). Destinada a leitores a partir dos 8 anos, esta série foi já vendida para 14 países tendo obtido grande sucesso na maior parte deles.    


Ilustrações de Manu Boisteau

"A acção centra-se numa velha e tenebrosa mansão situada nos arredores da Horribilândia, entre um pântano radioactivo e um cemitério. Nela moram uma série de criaturas horrendas (desde almas penadas a vampiros, passando por lobisomens, mortos-vivos e outros que tais...) e dela se contam as mais horripilantes histórias. Contudo, não são gritos de terror o que se ouve lá dentro, mas monstruosas gargalhadas de caixão à cova!“
Fonte: ASA




“Bernardo, o Lobisomem”, livro nº 4 da colecção Mansão Assombrada    


“Bernardo está em maus lençóis: foi expulso da Mansão por mau comportamento e é acusado de ter dizimado um rebanho de ovelhas na Horribilândia… O seu objectivo passa a ser apenas um: livrar-se da maldição que o persegue! Depois de vários estratagemas que não resultam, Bernardo engendra um plano secreto que envolve Rosa Patinho, uma jovem aldeã. Será que ela vai aceitar ajudá-lo?"
Fonte: Contracapa do livro



Livro disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A vassoura mágica de Luísa Ducla Soares


A vassoura mágica um livro de Luísa Ducla Soares, editado pela ASA em 1986.

”Era uma vez uma vassoura que não era como as outras vassouras.
Não era uma vassoura de jardim, com cabeleira de ramos.
Não era uma vassoura de cozinha, com cabeleira de palha.
Não era uma vassoura de casa de banho, com uma cabeleira de piaçaba.
Não era uma vassoura de sala, com cabeleira de penas.
Nem destas modernas vassouras, todas feitas de plástico.
Era uma vassoura mágica.
Quando a bruxa Rabucha, ia, nas noites de 6ª feira, aos bailes das bruxas, montava na vassoura, pronunciando as palavras mágicas:

Varre, varre, abracadabra,
A poeira que há no ar.
Rasga no céu uma estrada
Sempre, sempre a vassourar.

E a vassoura voava, como um cavalo de asas.
Naquele ano o Inverno ia longo e frio. A bruxa Rabucha tiritava no seu fato de farrapos, na gruta coberta de teias de aranha e ninhos de morcegos.
Com a vassoura arrumada atrás da porta, o gato preto aos pés, a fazer de botija, dormitava quando bateram à porta.
- Quem é? ”
Fonte: interior do livro



 

A bruxa Rabucha e a Bruxa CapuchaIlustrações de Paula Oliveira

Livro disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

E se eu fosse… uma bruxa!

Textos e ilustrações de Mercè Arànega,
editado pela Porto Editora em 2000.

"Há muitos, muitos anos atrás, havia uma menina que gostava muito de bruxas e queria ser como elas, mas tinha medo de voar montada numa vassoura. Estava assustada e cheia de dúvidas. Ela não sabia o que fazer: se devia tentar ser uma bruxa ou arranjar outro emprego. Então, decidiu informar-se com algumas bruxas, uma vez que elas tinham imensa experiência profissional, pois já tinha cerca de 1543 anos de vida. Agarrou num bloco e num lápis e fez uma lista de tudo o que precisava de saber para ser uma boa bruxa, e…
…Aqui está o resultado da investigação.”
Fonte: interior do livro


Ilustrações do interior do livro



Um livro fantástico que ajuda a compreender a forma como as bruxas vivem, qual o seu trabalho, como se vestem, qual o desporto que praticam, qual a sua comida favorita e como se divertem! 

Descobre mais pormenores acerca das bruxas e não te esqueças que se gostares de ter um disfarce de bruxa para hoje à noite podes começar por usar: Um vestido cheio de remendos, um chapéu em forma de cone,
uma pintura acinzentada na cara, uma vassoura velha…


Livro disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

Visita a exposição sobre o Halloween e requisita livros para leres em casa

Sugestão de leitura: O livro que se lê de olhos fechados de Álvaro Magalhães

“Faz hoje anos que morri e sinto-me lindamente. Para alguém que está morto há algum tempo, evidentemente. Foi assim que tudo aconteceu: certa noite, o carro em que viajávamos despenhou-se num barranco. Nós não demos por nada. Foi como se alguém tivesse apagado a luz, e nós adormecido. Morremos: o Pai, a Mãe, o Avô, a Dentinho e eu. Todos muito quietos, estendidos ao comprido. Como estávamos mortos, não sabíamos de nada, nem sequer que tínhamos morrido.



Na noite seguinte, acordámos no cemitério para uma nova vida.
Não sabíamos se estávamos mortos ou vivos, ou nem por isso (também podia ser). E era. Não estávamos mortos, ou não teríamos despertado do sono da morte, nem estávamos vivos como quando éramos vivos. Estávamos, portanto, nem por isso.”

Fonte: Badana do livro


“Em Lisboa, Valentim conhece parte do mundo S.P.V. (Só para vampiros) e, depois, parte com o Sombra, de avião, para Roma, onde vai descer às catacumbas, conhecer os 12 Cavaleiros da Ordem da Rosa Negra e ler o "Livro que se lê de olhos fechados". Entretanto, no Porto, as coisas complicam-se: a Diana, que continua a procurar o Puff pela cidade, é apanhada pela tia e pelo Granjola. Por sua vez, a casa dos Perestrelo é atacada pela Brigada 10 dos Puro-Sangue, a dos três Zês: Zulmiro, Zeferino e Zacarias. E Mil-Homens? Também está em perigo. Ele é um homem forte e um valente caçador, mas sabia lá que lhe ia aparecer o pior dos inimigos: o Amor."
Livro nº 11
Fonte: Wook


Ilustração de Carlos J. Campos
 Colecção crónicas do Vampiro Valentim, editado pela Asa.
Livros disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

"Hallowen"

E porque Novembro está associado ao Dia de todos os santos - Halloween está patente na sala infantil e juvenil uma exposição que reúne sugestões de leitura com contos e histórias de arrepiar. Bruxas e feitiços, palavras e poções mágicas, crónicas de vampiros, mansões assombradas, aventuras, peripécias e muitos feitiços… Para que possas aprender mais sobre esta tradição, apresentamos de seguida algumas curiosidades sobre o primeiro dia de Novembro:
  
Dia de Todos os Santos

- Se reparares no calendário da Igreja, cada dia tem o seu santo. No entanto, há mais santos do que os 365 dias do ano... Por isso a Igreja Católica escolheu o dia 1 de Novembro para os honrar a todos. Daí ser "Dia de Todos os Santos".

- No início do século VII, o Papa Bonifácio IV designou o dia 1 de Novembro como "O Dia de Todos os Santos". No século X, a Igreja dedicou o dia 2 de Novembro às almas, em memória de todos os falecidos.


Halloween - A Noite das Bruxas

- Sabes de onde vem a palavra Halloween? É que Dia de Todos os Santos diz-se em inglês All Hallows Day. Halloween é uma abreviatura de All Hallows Even - "Noite de Todos os Santos"!

- Halloween, Dia de Todos os Santos e Dia de Finados (dos Mortos) passaram a fundir-se numa mesma tradição.

- Acreditava-se que na Noite das Bruxas os fantasmas voltavam à Terra em busca de alimento e companhia para levarem para o outro mundo.
- Assim, as pessoas pensavam que encontravam almas penadas se saíssem de casa nessa noite.

- Por isso, para não serem reconhecidas pelos fantasmas, usavam máscaras quando saíam de casa, para serem confundidas com espíritos que andavam à solta a tentarem apanhar almas vivas.

- E para manter os espíritos longe de casa, as pessoas colocavam tigelas de comida à porta para os satisfazer e os impedir de entrar.

- Também para se proteger, carregam lanternas, porque a luz e os fantasmas não se dão muito bem... Uns são da noite e das trevas (escuridão e morte) e a luz significa a vida.

Fonte: site JUNIOR.TE.PT, gerido pelo Grupo Texto Editores. Disponível em: www.junior.te.pt


E para que esta seja uma noite especial entra na aventura, convida os teus amigos
 e partilha histórias de arrepiar!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Querida avó

 Um fantástico livro de Birte Muller editado pela Ambar em 2003.
Uma viagem fantástica recheada de amor e ternura!



Querida Avó

“Numa aldeia no alto dos Andes morava a Felipa. A avó dela faleceu. Já estava muito velhinha. Ninguém sabia a idade que tinha, nem ela própria se lembrava.
Felipa estava muito triste, embora saiba que a alma das pessoas não morre, continua a viver.
“Mas onde estará a alma da Avó? Como estará ela?”

 
 


“Na primeira viagem à América do Sul assisti, no início de Novembro, à festa de Todos os Santos: dois dias ao longo dos quais todos os membros da comunidade festejam alegremente o regresso das almas que os vêm visitar. Mesas decoradas em todas as casas, bolos e flores, túmulos decorados… uma forma extraordinária de integrar a morte na vida, tão diferente dos nossos costumes europeus, e que me impressionou imenso.
Por isso, um ano mais tarde, decidi passar uma semana na Bolívia, a fim de assistir a este mesmo ritual numa aldeia dos Andes. Daí nasceu este livro, através do qual gostaria de partilhar com todas as crianças a alegria e a paz profunda que senti, nesse dia, no país da Saudade…”
Birte Muller

Fonte: Interior do livro

Livro disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

"Morreu Manuel António Pina"


“Há pessoas que não acreditam em ilhas.
Acham que as ilhas são coisas inventadas,
em que só se acredita quando se é criança. Por isso,
chega um dia em que julgam que já não são crianças
e deixam de acreditar em ilhas.
Outras pessoas pensam que uma ilha é uma terra
rodeada de mar e de névoa por todos os lados.
Todavia, no meio da névoa, dentro da ilha, está-se
em muitas mais coisas do que numa terra,
pode até estar-se num sítio desconhecido  dentro de nós.
Chamo-me Manuel e vivo numa ilha, ou uma ilha vive
em mim, não tenho a certeza, uma ilha rodeada de mar
e de névoa por todos os lados,
principalmente pelo lado de dentro.”

Fonte: Os piratas de Manuel António Pina
Areal Editores, 1986


Manuel António Pina, escritor, poeta, jornalista morreu no passado dia 19 de Outubro. 
Nasceu no Sabugal (Beira Alta) a 18 de Novembro de 1943. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra mas é jornalista desde 1971. Autor de peças de teatro, obras de ficção e crónica para além da literatura infanto-juvenil. Em 2011 recebeu o Prémio Camões. Destacamos algumas das suas obras infanto-juvenis, para ler e reler:

Ilustração da capa do livro Gigões & Anantes e outras histórias Editado pela A Regra do Jogo em 1974


"A cabeça no ar

As coisas melhores são feitas no ar,
andar nas nuvens, devanear,
voar, sonhar, falar no ar,
fazer castelos no ar
e ir lá para dentro morar,
ou então estar em qualquer sítio só a estar,
a respiração a respirar,
o coração a pulsar,
o sangue a sangrar,
a imaginação a imaginar,
os olhos a olhar
                (embora sem ver),
e ficar muito quietinho a ser,
os tecidos a tecer,
os cabelos a crescer.
E isto tudo a saber
que isto tudo está a acontecer!
As coisas melhores são de ar
só é preciso abrir os olhos e olhar,
basta respirar."

in O pássaro da cabeça

Capa do livro O Pássaro da Cabeça
Editado pela A Regra do Jogo em 1983.



         Capa do livro Os piratas
Editado pela Areal Editores em 1986.

"Penso coisas tão profundas e sinto-me tão mal que penso se não serei um Intelectual.
E penso coisas tão mal e sinto-me tão profundo que devo ser o Maior Intelectual do Mundo!"
In "O Inventão"


Prémio Gulbenkian: Melhor Livro Publicado em Portugal em 1986/1987
O Inventão, editado pela Afrontamento em 1987.


Capa do livro O Tesouro editado pela Associação 25 de Abril em 1983


Livro disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil