sexta-feira, 13 de outubro de 2017

"Mais ou menos meio metro..." de Ana Saldanha

Mais ou menos meio metro... 
Texto de Ana Saldanha e ilustrações de Gémeo Luís
Editado pela Caminho em 2009


Em forma de adivinha, texto e ilustrações combinam-se para criar uma original
história de… natividade.


"Mais ou menos meio metro
É quanto mede por fim.
Por pouco tempo, é certo..
Diz-me lá então a mim
Qual é a coisa, qual é ela?".

Fonte: interior do livro


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 5º e 6º ano de escolaridade.

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

"A história da Gata das Botas", um livro de Beatrix Potter

"A história da Gata das Botas"
Texto de Beatrix Potter e ilustrações de Quentin Blake
Editado pela Asa em 2017

Era uma vez uma gata preta, séria e bem-comportada. Pelo menos era assim que a via a velhinha simpática que era sua dona; porque, na verdade, a Kitty (ou Miss Catherine St. Quintin, como gostava que lhe chamassem) apreciava fugir de casa na penumbra da noite para caçar, devidamente armada, vestida e calçada.

Mas não se pense que esta vida dupla que levava lhe trazia privilégios. Pelo contrário, os dissabores eram mais que muitos. E estão todos deliciosamente retratados, bem ao jeito de Beatrix Potter, neste maravilhoso conto, ao qual se juntam as ilustrações do não menos icónico Quentin Blake, dando origem a um verdadeiro novo clássico.

Uma narrativa que permaneceu esquecida durante 100 anos e que agora, 150 anos após o nascimento da sua Autora, é finalmente publicada pela primeira vez como história individual e ilustrada na íntegra.

Fonte: Wook

Começa assim:

"Era uma vez uma gata preta, séria e bem-comportada.



(...)

A Caixa de Queijo chamava-lhe "Q", e o Pequenitates chamava-lhe "Troca-olhos".
como eram gatos comuns, a velhinha ficaria surpreendida se soubesse da amizade entre eles e a sua gata.
E dolorosa seria a surpresa se ela alguma vez visse Miss kitty num casaco Norfolk masculino e pequenas horas de pelo.


Ora, todos sabemos quanto os gatos adoram o luar e sair à noite; mas, curiosamente, Miss Kitty ia para a cama de boa vontade.
(...)
Fonte: interior do livro

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

sábado, 30 de setembro de 2017

"A minha primeira viagem", um livro Paloma Sánchez Ibarzábal



A minha primeira viagem
Texto de Paloma Sánchez Ibarzábal com ilustrações de Massimiliano di Lauro
Editado pela OQO em 2013


“Viajo feliz dentro desta nave.
TUM-TUM… TUM-TUM.
É o som dos motores.
Não tenho bússola nem mapas para me guiar.
Um dia abri os olhos e estava aqui,
em viagem para algum lugar.
Como cheguei eu até à minha cápsula? Não me lembro…
Para onde vou? Não sei…”
Fonte: interior do livro


Uma obra de enorme qualidade narrativa e gráfica, uma peça imprescindível na biblioteca de pais de primeira viagem e obrigatória para pais de segunda viagem.
Livro de uma sensibilidade extrema!



O que subjaz ao ato de nascer? A minha primeira viagem é a história do começo da vida humana narrada na primeira pessoa pelo protagonista: um bebé no ventre materno. Um bebé que viaja dentro do que ele perceciona como sendo uma cápsula na qual percorre um universo desconhecido. Sabe que iniciou uma viagem mas não sabe para onde. Dentro dessa nave, o bater do coração da mãe, que ele interpreta como sendo o som de motores, dá-lhe segurança. 




Através de uma linguagem onírica e poética, o leitor vai acompanhando o bebé e fazendo sua essa viagem de transformação, de busca da sua própria identidade: “Não sou pássaro. Não sou peixe. Não sei muito bem o que sou, percecionando com ele a interpretação de um mundo que não vê, que só lhe chega através “de um rio que o banha nas suas histórias”. 


Paloma Sánchez cria metáforas que mergulham o leitor numa espécie de jogo e que nos permitem abandonar a lógica para nos deixar levar por sensações, através das quais se formulam grandes perguntas: para onde vamos?, De onde vimos?, O que somos?, O que é nascer?, Nascer é como morrer? Ao longo do livro vai-se intuindo um mundo onde há alegrias e tristezas. A partir da sua ótica particular, o protagonista compreende que “o choro é o idioma que se fala quando não se entende o mundo”. Percebe sensações como o medo, a dúvida, a curiosidade e também a esperança. 

Mas um dia a nave estraga-se e ele é expulso. Sente medo: “que encontrarei lá fora? Se sair morrerei?”. De certo modo, o nascimento é vivido como uma experiência de morte naquele que foi o seu único paraíso conhecido: o ventre materno. Contudo, a viagem continua num novo universo em que ele já não está só, pois umas mãos esperam-no no final da queda. 




Massimiliano di Lauro concebe, através da imagem, o ventre materno como uma nave espacial e o protagonista como um astronauta que inicia uma viagem até si mesmo e, por sua vez, até ao mundo exterior. 
O ilustrador italiano criou imediatamente empatia com o texto: “chamou-me a atenção a sua doçura, o seu ritmo delicado e ligeiro, o original ponto de vista e a beleza das metáforas, que se traduziram para imagens na minha mente desde o primeiro momento”. 

Daí a ideia de representar plasticamente um mundo flutuante, surrealista, intemporal, que pouco a pouco se vai materializando e ganhando forma. Di Lauro imagina o exterior através dos olhos do protagonista, representando uma realidade deliberadamente confusa, inocente e, em certas ocasiões, com jogos humorísticos provocados pelo próprio desconcerto do bebé-astronauta, que tenta construir um mundo que ainda não conhece. Para isso, combina desenhos a lápis com colagens de fotografias, que constituem um mundo interior e exterior que vai do sonho à realidade.

Nesta viagem sensorial, a ilustração, poética e subtil, dá forma e rosto às vozes e sons imprecisos que o bebé percebe, assim como as cores que começa a intuir: os raios de sol que penetram na sua nave. 

A nível cromático, dominam os tons ocres, que se alternam com a poderosa presença do vermelho da vida: do bebé-peixe, do coração, da tesoura que o separa da mãe e o do seu próprio rosto ao nascer. O azul também tem protagonismo, ao representar tanto o céu como o meio aquoso por onde viaja e imagina o mundo. 

Massimiliano di Lauro oferece-nos, nas folhas de guarda, um divertimento em forma de viagem marítima e aérea de Espanha até Itália, da igreja da Peregrina de Pontevedra até à catedral de Trani, a sua terra natal. A minha primeira viagem é a sua obra-prima. 

Fonte: www.oqo.es/editora/pt-pt/

Livro disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

"O feiticeiro de Oz", texto de L. Frank Baum e ilustrações de Lisbeth Zwerger

"O feiticeiro de Oz"
Texto de L. Frank Baum e ilustrações de Lisbeth Zwerger
Editado pela Ambar em 2002

INTRODUÇÃO

O folclore, as lendas, os mitos e os contos de fadas acompanharam a infância através dos tempos, porque todas as crianças saudáveis adoram histórias fantásticas, maravilhosas e manifestamente irreais. As fadas aladas dos irmãos Grimm e de Andersen deram mais alegria aos corações das crianças do que todas as outras criações humanas.

Contudo, os contos de fadas, úteis durante tantas gerações, são já "clássicos" numa biblioteca infantil; chegou a hora de uma série de novos "contos maravilhosos" nos quais o génio estereotipado, o anão e as fadas são eliminados, juntamente com todos os horríveis e arrepiantes episódios, inventados pelos autores para salientar uma moralidade assustadora para cada conto.


A educação moderna inclui a moralidade; por isso, a criança moderna só procura entretenimento e dispensa alegremente todos os episódios desagradáveis.

Tendo isto em mente, a história " O Feiticeiro de Oz" foi escrita com o único propósito de dar prazer à criança de hoje. Tem aspirações a ser um conto de fadas moderno, em que o maravilhoso permanece e o sofrimento e os pesadelos são deixados de fora.

L. FRANK BAUM
Chicago, Abril, 1900

Fonte: interior do livro



Quando Frank L. Baum escreveu O Feiticeiro de OZ, o seu objectivo era criar uma fantasia moderna que oferecesse o mesmo deslumbramento e alegria que as histórias tradicionais e os contos de fadas ofereceram ao longo dos tempos. Através do livro e do filme, a viagem de Dorothy pela estrada dos ladrilhos amarelos até à Cidade das Esmeraldas entrou no nosso folclore e trouxe alegria a muitas gerações de crianças.
Esta edição, belamente ilustrada, permite um olhar completamente novo a esta história tão amada.



"As ilustrações de Lisbeth Zwerger darão à nova geração de leitores uma percepção completamente diferente do Feiticeiro Maravilhoso e mesmo nós, que crescemos com Judy Garland, aceitaremos esta versão como definitiva."

Suplemento Educativo do Times
Fonte: contracapa do livro


Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

"A casa", um livro de J. Patrick Lewis e Roberto Innocenti

"A Casa"
Texto de J. Patrick Lewis e ilustrações de Roberto Innocenti
Editado pela Kalandraka em 2010

“Na padieira sobre a minha porta pode ler-se 1656, um ano de peste, o ano da minha construção. Fizeram-me em pedra e madeira mas, com o correr dos anos, as minhas janelas começaram a ver, e as minhas cornijas a ouvir. Vi famílias a crescer e árvores a cair. Ouvi risos e pistolas, conheci tempestades, martelos e serras e, por fim, o abandono. Depois, um dia, umas crianças aventuraram-se sob a minha sombra, à procura de cogumelos e castanhas, e eu ganhei uma nova vida no dealbar da idade moderna. Esta é a minha história do século vinte, contada do cimo do velho monte.

A casa, 2010”



Fonte: interior do livro


A casa ergue-se numa colina, nas proximidades de uma aldeia. Sobreviveu a pragas, foi habitada por várias gerações de uma família e, pedra sobre pedra, assistiu ao passar dos anos, das décadas e dos séculos. Tornou-se numa lenda, mas foi votada ao abandono, até que, no século XX, voltou a renascer. A casa das vinte mil histórias foi testemunha de mil e uma vicissitudes: felicidade e desgraça, celebrações e colheitas, guerra e paz... 

Esta é a sua história, de 1900 em diante, narrada por Patrick Lewis em pinceladas poéticas de grande valor literário. As ilustrações hiper-realistas do premiado artista Roberto Innocenti fazem-nos viajar pelo tempo: desde as mudanças sazonais até à transformação da paisagem, passando pelos velhos costumes que vão mudando com o avanço da tecnologia.

Fonte: Wook


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para apoio a projetos relacionados com as artes nos 3º, 4º, 5º e 6º anos de escolaridade.


Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

"Os Pais não sabem mas eu explico" de Maria João Lopes

"Os pais não sabem mas eu explico"
Texto de Maria joão Lopes e ilustrações de Teresa Cortez.
Editado pela Máquina de Voar em 2016

"Porque é que as estrelas não caem do céu? 
Porque é que não podemos estar todos os dias contentes? 
Porque é que o meu coração dispara quando vejo a Maria? 
Tinha muitas interrogações na minha cabeça e, por isso, pedi ajuda ao pai e à mãe, mas não fiquei satisfeito com as explicações que me deram. Decidi, então, que teria de investigar sozinho se quisesse perceber o mundo. Mas o meu método é muito difícil. Eu não sou como a professora que só faz questões no teste para as quais já sabe a solução. 
Eu só faço perguntas quando não sei as respostas."
Fonte: contracapa do livro




"Neste livro, o protagonista é um desses miúdos, sempre com um ponto de interrogação à espreita. Não entende o céu (afinal, como é que as estrelas se seguram lá em cima?) nem o coração (com os seus disparos frente à Maria). A ajuda que pede aos pais para esclarecer estas e outras dúvidas não o satisfazem. Decide então investigar por si só. "Não foi fácil, mas, ao fim de algum tempo, consegui perceber muitas coisas que não percebia."

Uma das investigações decorreu da comparação entre o pequeno e o avô: "A cara com rugas, as costas curvadas, as mãos com pintas, a careca aonde me apetece fazer desenhos com marcadores e lápis de cera. A minha cara não tem rugas, não tenho as costas curvadas e até gostava de ter pintas nas mãos e desenhos na careca, mas não tenho." Depois de perguntar aos pais a razão destas diferenças, estes "apenas" explicaram que o avô era mais velho do que ele. Mas o rapaz chegaria a uma conclusão muito mais satisfatória, que lhe ocorreu enquanto o desenhava: 
"– O avô tem um relógio no pulso, e eu não. O tempo passa por ele, e por mim não."


Um livro poético na escrita e na ilustração em que as duas linguagens denunciam, a seu tempo, quer a confusão das dúvidas quer a clareza possível das conclusões. Com talento. A ilustradora usa várias técnicas e escalas para representar o rapaz e os contextos, impelindo-nos a virar a página com vontade de descobrir a solução gráfica que escolheu para as questões que vão sendo formuladas pelo protagonista."

Por Rita Pimenta em http://lazer.publico.pt

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

"Travalengas a dobrar", com texto de José Dias Pires

"Travalengas a dobrar"
Texto de José Dias Pires e ilustrações de Yara Kono
Editado pela Booksmile em 2016


Não é preciso saber
Ler a correr
E escrever sem errar.
Mas é preciso contar
Que, para poderes viajar
Com as letras engasgadas
E as palavras engraçadas,

É bom gostar de cantar,
E é melhor saber sonhar.
Só assim podes sentir
Como é tão bom sorrir,

No comboio das brincadeiras,
Com as palavras viageiras.
Queres vir experimentar?
Então está bem,
podes entrar!



Fonte: interior do livro

Letras loucas e engraçadas, palavras tontas e engasgadas. Numa viagem sempre a rimar, sobe a bordo... vai começar!

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!