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segunda-feira, 14 de março de 2016

A avó adormecida de Roberto Parmeggiani


A Avó adormecida
Um livro de Roberto Parmeggiani com ilustrações de João Vaz de Carvalho.
Editado pela Kalandraka em 2015

Começa assim:


“A minha avó dorme.
A minha avó dorme o dia todo.
A minha avó dorme o dia todo, desde há um mês…


A minha mãe diz que ela é como a Bela Adormecida,
à espera que um príncipe encantado
a desperte com um beijo.

A minha avó talvez sonhe.
A minha avó talvez sonhe com coisas de que gosta.
A minha avó talvez sonhe com o mar, com limonada,
pão e papagaios de papel.


Antes de adormecer, a minha avó andava a fazer coisas
um pouco estranhas. Uma vez, quando eu regressava
das compras com a minha mãe, encontrámo-la na sala,
toda aperaltada com o chapéu das flores, a dançar uma valsa.
(...)"
Fonte: interior do livro



"A Avó Adormecida" apresenta com sensibilidade, ternura e proximidade, a estreita relação entre um menino e a sua avó, que fica doente. O tom poético do texto é complementado pelas ilustrações simples à base de cores suaves feitas com lápis, aguarela e pastel. 
De destacar ainda é a subtileza com que Roberto Parmeggiane – evocando a sua própria memória sentimental – narra o processo da doença, desde o momento em que os protagonistas partilhavam tempo, leituras e afeto, quando a enfermidade ainda não se tinha manifestado, passando pelos primeiros sintomas e pela letargia do sono irreversível que o neto compensa com a sua companhia; até um desenlace em formato de conto... 
João Vaz de Carvalho recorre a belas metáforas visuais para representar o fluir do tempo, a perda, a ausência e a recordação. Esta narrativa atemporal decorre num ambiente familiar, longe do ambiente frio e impessoal de hospitais e lares. Transmite emoção, serenidade e amor. É uma sincera homenagem a uma figura fundamental na infância de qualquer ser humano: as avós e os avôs.”
Fonte: Fnac


Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Ernesto Bom-Dia, um livro de José Campanari


Ernesto Bom-Dia
Texto de José Campanari com ilustrações de João Vaz de Carvalho.
Editado pela OQO em 2010.

“Naquele domingo, Ernesto tinha sido convidado para lanchar em casa da sua namorada Henriqueta; ficou marcado para às seis em ponto, nem um minuto mais, nem um minuto menos. Ernesto saiu de casa numa tarde de sol, enquanto Henriqueta, a irmã, a mãe, o pai e a avó preparavam o lanche. Entretanto levantou-se uma brisa, caíram umas pingas, choveu e ventou… enquanto a família da namorada, desconcertada, olhava para o relógio porque Ernesto nunca mais chegava."



"Conteúdos e linguagem acessíveis para os primeiros leitores, a que se juntam ilustrações muito expressivas, em cumplicidade perfeita com a narração, porque estão concebidas para não perder de vista o que acontece nos dois ambientes em que se desenrola a acção: a rua e o interior da casa de Henriqueta. 


Uma divertida história em que o protagonista, seguindo a máxima do avô — ao mau tempo, boa cara —, não perde o ânimo nem nos momentos mais críticos; um comportamento que leva a pensar que devemos levantar a cabeça e fazer frente às dificuldades com tenacidade e confiança. 

O final, com desenlace feliz, reforça o optimismo que transparece neste álbum.”

Fonte: www.oqo.es/editora/pt-pt 


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura
para o 2º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma. 

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

28 histórias para rir de Ursula Wolfel

"28 Histórias para rir"
Escrito por Ursula Wolfel e ilustrado por João Vaz de Carvalho
Editado pela Kalandraka em 2007

"Era uma vez um homem que tinha tanta pressa que desejava não necessitar de nenhum tempo para nada…
Era uma vez um pássaro tão voraz que não suportava ver que os outros pássaros tivessem alguma coisa para comer…
Era uma vez um porco que ficava sempre chateado quando lhe chamavam “porco”. Preferia que lhe chamassem Rosado. Por isso procurava não se sujar… “



"Depois das “27 histórias para comer a sopa”, com ilustrações de Pablo Bernasconi, a KALANDRAKA editou a série completa dos contos breves de Ursula Wölfel, uma série que os leitores têm seguido com interesse e que conta, nesta obra, com a colaboração de João Vaz de Carvalho e do seu habitual registo visual muito atrativo, à base de ilustrações onde o desenho, a cor e o sentido de humor desempenham um papel muito importante e de complemento fulcral ao texto.
Histórias simples, que convidam à gargalhada, ancoradas no nonsense e de grande carga surrealista, mas sempre com uma réstia de lógica. Por mais inverosímil e disparatada que cada uma delas possa parecer, o leitor não consegue deixar de se sentir solidário e de aceitar os comportamentos bizarros das suas personagens, que agem como agem porque é mesmo assim e fazem-no muito tranquilamente com toda a razão do mundo.
Apraz a leitura destas “28 Histórias para rir” porque cada uma delas encerra brilhantes clarões de engenho, alimenta a imaginação do leitor e transporta-o para um mundo onde tudo é possível.

A Autora:

Ursula Wölfel (Ruhrgebiet, Alemanha, 1922) Cursou Germanística em Heidelberg. Depois da II Guerra Mundial trabalhou como auxiliar escolar, estudou Pedagogia e ingressou como professora num colégio para crianças com necessidades educativas especiais. Em 1959 escreveu o seu primeiro livro para primeiros leitores, transformando-se numa das autoras de maior êxito junto do público infantil e juvenil. Pertence ao PEN Club desde 1972 e recebeu prestigiados galardões. Pelo conjunto da sua obra obteve em 1991 o Prémio de Literatura Infantil e Juvenil da Alemanha.

O Ilustrador:



João Vaz de Carvalho (Fundão, 1958) Estudou pintura na oficina de Vasco Berardo, em Coimbra nos anos 1980. Colabora desde 1988 em revistas como Marie Claire, Cosmopolitan, Exame, Gentleman, Pais & Filhos e Diário de Notícias/Notícias Magazine. Ilustrador de álbuns infantis e de capas de livros, participou em várias exposições e foi galardoado com vários prémios, entre os quais se destacam o da Ilustrarte em 2005, o World Press Cartoon em 2011 e o Award of Excellence da revista Communication Arts em 2012.


Fonte: www.kalandraka.com

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 4º ano de escolaridade,
destinado a leitura autónoma.

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Pequerruchos de Mar Pavón

“A Mamã Pimpona quer alimentar os seus famintos pimponzinhos, mas por nada deste mundo recorreria àqueles saborosos…”

“Pequerruchos”
Texto de Mar Pavón com ilustrações de João Vaz de Carvalho
Editado pela OQO em 2010.
Começa assim:

"Naquela manhã
a mamã Pimpona não encontrava nada
para dar de comer aos seus quatro pimponzinhos.

Escavou nas dunas
mas a areia queixou-se:

- Vai procurar noutro lado, Pimpona!
Aqui só há tesouros de piratas,
pegadas de pés vagabundos
e pequerruchos.

A mamã Pimpona obedeceu:
os tesouros de piratas seriam indigestos,
as pegadas não dariam para nada
e os pequerruchos... isso é que não!

Por nada deste mundo
daria pequerruchos
aos seus pimponzinhos!

A mamã Pimpona foi à praia e mergulhou no mar,
mas a água queixou-se:

- Vai procurar noutro lado, Pimpona!
Aqui só há garrafas com mensagens,
esteiras de sereias
e pequerruchos.


A mamã Pimpona obedeceu:
as garrafas com mensagens não se podiam engolir,,
as esteiras de sereias saberiam a pouco
e os pequerruchos... isso é que não!

Por nada deste mundo
daria pequerruchos
aos seus pimponzinhos!"

(...)

Ilustrações de João Vaz de Carvalho


“Nesta divertida e original história sobre o absurdo de certas proibições,  Mar Pavón dá vida a uma galeria de personagens surrealistas que nos cativam desde o primeiro momento, enquanto que o ilustrador português João Vaz de Carvalho sai airoso do repto de tornar visíveis uns curiosos protagonistas assumindo essa perspectiva fantasiosa que envolve uma proposta que, sobretudo, convida a sorrir.
O artista português desdobra uma generosa paleta cromática de cores quentes, na qual brancos e vermelhos marcam a pauta de umas ilustrações de clara orientação narrativa, que complementam a proposta literária mantendo um delicado equilíbrio estrutural na carga informativa fornecida em cada uma das páginas duplas em que se desenrola a história.
A tipografia é chave para pôr em destaque alguns momentos narrativos que sustentam a história, ao mesmo tempo que permite uma confortável leitura; o seu papel neste álbum é importante, sobretudo na parte final do livro, onde a peripécia se resolve com a contribuição do narrador, que propõe uma solução para o problema colocado e encerra uma obra cheia de humor do princípio ao fim.”

Fonte: OQO Editora

Ilustração da contracapa do livro

 Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 2º Ano de escolaridade
Leitura autónoma e/ou Leitura com apoio do professor ou dos pais.

Obra disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!