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segunda-feira, 1 de março de 2021

"O voo do Golfinho", um livro de Ondjaki

 

"O voo do Golfinho"
Texto de Ondjaki e ilustrações de
Danuta Wojciechowska
Editado por Caminho em 2012

Começa assim:

"Chamo-me Golfinho mas agora também me chamo Pássaro.
Tenho uma pequena estória para contar.
Sentem-se que eu vou começar.
Cresci no mar, a brincar, com outros golfinhos.
Gostava de nadar, de sorrir e até já gostava de voar.
Os meus amigos diziam que eu tinha um bico diferente.
O que seria um bico diferente?"

Fonte: interior do livro

Ilustrações de Danuta Wojciechowska



E se todos tivéssemos o dom de mudar de corpo ao longo da vida?
E se voar fosse mesmo possível para todos os que sempre desejaram ter asas?
Esta é a estória de um golfinho que queria ser passarinho...

Fonte: Contracapa do livro

Ilustrações de Danuta Wojciechowska


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura

Para acederes ao empréstimo em linha
clica na seguinte hiperligação:

http://catalogorbca.cm-arganil.pt/Pacwebv3/SearchResultDetail.aspx?mfn=172063&DDB=

Obra disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil
Boas Leituras!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

"O convidador de pirilampos", um livro de Ondjaki

"O convidador de pirilampos"
Texto de Ondjaki e ilustrações de António Jorge Gonçalves
Editado pela Caminho em 2017

"- Não achas que podem ficar tristes, esses pirilampos dentro de uma gaiola que fica dentro do teu quintal?
- Se estivessem tristes, acho que não brilhavam assim.
- E se estiverem a brilhar de tristeza? - perguntou o Avô.
- Não tinha pensado nisso."

Fonte: contracapa do livro



"O convidador de pirilampos" é o resultado de uma nova colaboração entre aqueles dois autores, cinco anos depois de "Uma escuridão bonita". Os dois títulos fazem parte de uma série batizada por Ondjaki de "Estórias sem luz elétrica", da qual faz parte também o romance juvenil "A bicicleta que tinha bigodes" (2011).

Neste novo livro existe um menino que vive com o avô, perto da Floresta Grande, onde há pirilampos cintilantes. Nela, o rapaz experimenta os engenhos que inventou para apanhar pirilampos e assim iluminar as noites escuras.
Entre as invenções que `cientistou` estão um "aumentador de caminhos", um "unóculo para ler o brilho dos pirilampos" e um "convidador", ou seja, uma gaiola para apanhar aqueles insetos e com os quais tentará comunicar, em código morse.




Com ilustrações feitas num jogo de sombras em fundo negro, a representar a noite e a floresta escura, "O convidador de pirilampos" tem subjacente a relação entre humanos e a natureza, os laços familiares, a criatividade e alguns dos medos associados à infância.

Ondjaki, pseudónimo literário do escritor angolano Ndalu de Almeida, é autor de mais de uma dezena de obras literárias, entre poesia, romance, teatro, contos e vários títulos para a infância e juventude, alguns recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.

Fonte: www.rtp.pt

Ilustrações de António Jorge Gonçalves

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ynari: a menina das cinco tranças de Ondjaki

Ynari: a menina das cinco tranças
Um livro de Ondjaki com ilustrações de Danuta Wojciechowska
Editado pela caminho em 2004 

“Ynari é uma menina com cinco tranças e muita vontade de conhecer outras aldeias.
Perto do rio, Ynari encontra um homem pequenino e descobre que a guerra também faz parte do mundo. Com a ajuda das suas cinco tranças, a menina vai mostrar que as crianças, com magia e ternura, podem mudar todas as aldeias e acabar com todas as guerras.
Numa viagem de sensibilidade e sabedoria, com estrelas e cores, é possível inventar ou destruir palavras. Brincando com os sentidos da vida e da paz, Ynari redescobre uma palavra antiga cheia de uma magia nova: «amizade». 
Fonte: www.caminho.leya.com


Começa assim:

“Era uma vez uma menina que tinha cinco tranças lindas e se chamava Ynari. Ela gostava muito de passear perto da sua aldeia, ver o campo, ouvir os passarinhos, e sentar-se junto à margem do rio.
Certa tarde, já o Sol se punha, Ynari ouviu um barulho. Não eram os peixes a saltar na água, não era o cágado que às vezes lhe fazia companhia, nem era um passarinho verde. Do capim alto saiu um homem muito pequenino com um sorriso muito grande. E embora ele não fosse do tamanho dos homens da aldeia de Ynari, ela não se assustou.
O homem muito pequenino andava devagarinho e devagarinho se aproximou.

– Olá! – cumprimentou.
– Olá – respondeu Ynari, receando que estivesse a falar alto de mais para o tamanho do ouvido
do homem muito pequenino.
 – Desculpa, mas não sei o teu nome...
– Eu também não sei o meu nome... – desculpou-se o homem muito pequenino.
– Mas chamam-me homem pequenino.
– Ah, está bem... – sorriu Ynari, enquanto se deitava na relva para ficar mais perto dele.
– Eu tenho um nome só, quer dizer, uma só palavra: chamo-me Ynari.
– Ynari é um nome muito bonito – o homem pequenino sentou-se, ficando, assim, ainda mais pequeno.
– Posso fazer uma pergunta, homem muito pequenino?
– Podes fazer muitas perguntas.
– De onde vens?
– Venho da minha aldeia, que fica mais para cima, junto à nascente do rio.
– E lá, na tua aldeia, são todos pequeninos?
– Sim, somos todos mais pequenos que vocês, quer dizer, depende daquilo que entendemos por «pequeno». Não achas?
– Nunca tinha pensado nisso. Sempre pensei que uma coisa menor fosse uma coisa pequena...
– Pode não ser assim... Conheces a palavra «coração»?
– Conheço! – sorriu Ynari. – E não é só uma palavra, é isto que bate dentro de nós – e mostrou no seu peito onde o coração batia.
– Claro, e... O coração é pequeno para ti?
– É... e não é! Cabe tanta coisa lá dentro, o amor, os nossos amigos, a nossa família...
– Vês? – disse o homem mais pequeno que ela. – Às vezes uma coisa pequenina pode ser tão grande...”

Fonte: interior do livro


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 4º ano de escolaridade


Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!