quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Vem aí o Natal!

O natal está a chegar
já sei o que vou fazer:
um desenho bem bonito
e ao papá oferecer...
um colar todo em massinhas
ficará bem à mamã
um boneco em plasticina
eu darei à minha irmã.
Depois irei acabar
a prenda do meu irmão,
um barco feito de noz
com a vela em papelão!

O Natal está a chegar...
vou ter cá um trabalhão
ainda por cima não sei
o que vou dar ao meu cão!

Poema retirado do livro No jardim de infância de Lourdes Custódio com ilustrações de José Cardoso Marques. Publicado em 2000 pela Âmbar e faz parte da colecção Giroflé.
Um livro de poesia recomendado pelo Plano Nacional de Leitura aos alunos do pré-escolar.

Obra disponível na biblioteca escolar da EB1 de Arganil.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Concursos a decorrerem nas Bibliotecas Públicas


O concurso de MENSAGENS DE NATAL é uma iniciativa que se destina a todas as crianças e jovens que frequentem o 1º, 2º e 3º Ciclos de escolaridade do Concelho de Arganil. Os trabalhos são individuais e são permitidos trabalhos colectivos de dois concorrentes quando um se responsabiliza pela parte gráfica e outro pela escrita. O trabalho/postal deve apresentar uma mensagem de natal em prosa ou poesia e ser ilustrado.
O prémio irá para o cartão mais bem estruturado, criativo e original.
Os trabalhos devem ser entregues até às 18h30 do dia 9 de Dezembro de 2011 no balcão da Biblioteca Municipal Miguel Torga, ou enviados pelo correio para:
Biblioteca Municipal Miguel Torga
Av. das Forças Armadas
3300-011 Arganil

O Concurso de Presépios é uma iniciativa promovida pelo Município de Arganil, através da Biblioteca Alberto Martins de Carvalho e tem por objectivos:
- Proporcionar uma maior vivência da mensagem natalícia.
- Sensibilizar a comunidade para a tradição cultural da construção do presépio.
- Promover a manifestação artística e a criatividade interinstitucional e individual.
- Criar condições para a fruição literária, científica e artística e para o estímulo do espírito crítico-reflexivo no Município.
O concurso está aberto a todas as pessoas que concorram em grupo institucional e contempla as seguintes categorias:
Categoria A (INFANTIL) - Instituições Particulares de Solidariedade Social com valência Creche, Pré-Escolar e 1º Ciclo, Jardins-de-infância e Escolas do 1º CEB;
Categoria B (JUVENIL) - Escolas do 2º e 3º CEB, Escolas Secundárias e Associações Juvenis;
Categoria C (ADULTOS) - Instituições Particulares de Solidariedade Social com valência de idosos, Centros de Dia e Centros de Convívio.
Os presépios podem ser concebidos com qualquer material, sendo obrigatório que apresentem no mínimo as três figuras principais: Menino Jesus, S. José e Maria. É também obrigatória, uma frase alusiva à Quadra Natalícia, de um autor da Literatura Portuguesa, devidamente identificado e com referência à obra de onde foi retirada.
A data limite para a recepção, é o dia 16 de Dezembro de 2011, até às18H30. Os trabalhos têm de ser entregues no Balcão de Atendimento e Empréstimo da Biblioteca Alberto Martins de Carvalho - Rua Comendador Eduardo Francisco Filipe, 3305 - 124 Coja

Para consultares os regulamentos visita a página Web da Biblioteca Municipal Miguel Torga ou o Espaço Infantil em http://www.bib-arganil.org


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A noite dos animais inventados


David Machado



A noite dos animais inventados, um livro escrito por David Machado, ilustrado por Teresa Lima e editado pela Presença (2006). Um conto fantástico recheado de muita imaginação e criatividade, ganhou o prémio Branquinho da Fonseca 2005, da Fundação Calouste Gulbenkian em colaboração com o seminário Expresso. Está disponível uma edição em braille da responsabilidade da Biblioteca Nacional.        




Um conto bastante divertido que nos transporta "até um quarto escuro onde dormem Jonas e os seus irmãos - Jeremias, o mais velho, e os gémeos Jacinto e Jaime. Dotados de uma imaginação poderosa começam a inventar animais, desde galinhas, leopardos, pirilampos, tartarugas, lobos, morcegos, gatos, ursos, elefantes, acabando por criar um enorme dinossauro que já não cabia no quarto e assustava todos os outros animais. Finalmente os irmãos uniram-se e, juntos, tiveram de imaginar um comboio que transportasse todos estes seres para uma floresta inventada. Voltaram e enfiar-se debaixo de uma manta de retalhos e assim conceberam um final feliz."
Fonte: wook

Os medos que muitas vezes assaltam as crianças durante a noite - o medo do escuro, do silêncio, das sombras do quarto... - tomaram desta vez conta de Jonas, o mais novo de quatro irmãos. Já Jeremias, o mais velho, e os gémeos Jacinto e Jaime dormiam nas suas camas quando Jonas sentiu uns calafrios e um novelo no estômago. Nada que um miúdo cheio de imaginação não consiga resolver: ao pensar em coisas boas, lembrou-se da quinta dos avós e decidiu inventar uma galinha para lhe fazer companhia. Mas do que ele não estava à espera era da "ajuda" dos irmãos: de repente, o quarto encheu-se de imensos animais inventados. Tantos que já não havia espaço para mais nada... 
    in Público, 05-08-2006                            


Obra disponível na Biblioteca Municipal Miguel Torga
           e nas Bibliotecas escolares da EB 2,3 de Arganil e Coja.

O Ladrão de Palavras



 O livro o Ladrão de Palavras, escrito por Francisco Duarte Mangas, leva-nos a uma temática muito interessante, que são questões ligadas à importância da palavra, à liberdade de expressão, factores importantes para a evolução do mundo.
Nesta história os habitantes de uma aldeia vivem tristes, sem coragem e determinação, com medo, devido a um ladrão que através de uma palhinha roubava as palavras aos habitantes dessa aldeia.
Um dia, uma mulher “ergueu a voz e os braços” e afrontou (verbo afrontar) o silêncio com a sua coragem.
O Ladrão desapareceu e os habitantes da aldeia passaram a viver felizes.

Este livro faz-nos lembrar os tempos antigos, os dos nossos avós, em que as pessoas viviam em opressão, sem poderem falar, exprimir ideias e sentimentos.
No âmbito da literatura infanto-juvenil este livro leva a que as crianças sejam interventivas, criticas, com opinião nos assuntos que lhe são solicitados.
Alain Corbel, o ilustrador do livro, faz transparecer notoriamente a tristeza, o medo, o silêncio, descritos no texto, através das suas ilustrações.

Obra disponível na Biblioteca Municipal Miguel Torga, Biblioteca Escolar da EB1 de Coja, S. Martinho da Cortiça e na EB 2,3 de Coja.

Maria Teresa Maia Gonzalez: O castelo dos livros

Maria Teresa Maia Gonzalez nasceu em Coimbra em 1958. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Franceses. Desde 1982 até 1997 deu aulas de Língua Portuguesa assim como o inglês e o francês tanto em escolas oficiais como em particulares.
A partir de 1989 começou a escrever com Maria do Rosário Pedreira a colecção O Clube das Chaves iniciando assim a sua carreira como escritora de literatura juvenil. O primeiro título a ser publicado intitulava-se O Clube das Chaves Entra em Acção com o qual ganharam um concurso literário organizado pela editora Verbo. Éconsiderada uma importante escritora de Literatura juvenil tendo publicado mais de 50 obras.          

Porque começou a escrever?

Quando um dia comecei a escrever não o fiz por pensar no dinheiro que ganharia com isso, na fama que iria ter ou em festas como a de hoje. Comecei a escrever como forma de desabafo perante as barreiras do Mundo. São inúmeros os problemas que dia após dia encontro. Crianças são maltratadas, fome, guerra, droga, álcool, tabaco, stress… Dizemos viver num Mundo evoluído. Concordo, a nível de tecnologias pouco ou nada nos falta. Mas, e o resto? Onde ficou a evolução do Homem na forma de amar? Onde evoluiu o Homem na maneira de resolver problemas? Onde evoluiu o Homem quando toma a decisão de ter filhos? Não evoluiu. Não é só preciso que a taxa de natalidade suba, é preciso termos crianças felizes. O dinheiro, bens materiais não chegam para essa felicidade. É preciso amor, tempo e dedicação. Crianças devem poder sorrir sempre ao longo do seu crescimento. Chega de pais part-time, de mães ausentes, de discussões diárias, de falta de tempo. As crianças precisam de amor. A droga e todos os vícios vivem diariamente com eles e se ninguém os ensinar e apoiar não saberão como fugir a esse mundo. Não podemos pensar que isto acontece apenas aos outros, acontece todos os dias, a pessoas, tal como nós. E foi por tudo isto, para tentar salvar algumas dessas crianças e jovens que comecei a escrever. Se eles virem o quanto estes mundos provocam a dor saberão que não devem segui-los e conseguirão ser felizes.”

In "Escritores de letra grande" - O encontro com Maria Teresa Maia Gonzalez [Em linha]. Covilhã: [S.n.], 2007
[Consult. 2008-07-16]. Disponível na www: <URL: http://qna.blogs.sapo.pt/5573.html


Leituras

O Castelo dos Livros é o titulo de um livro escrito por Maria Teresa Maia Gonzalez, ilustrado por Cristina Malaquias e editado pela Verbo (2008) que nos conta a história de Inês.
Como se lê na contracapa “Inês é uma menina que tinha o sonho de vir a ser sábia e, um dia, descobriu o fantástico tesouro escondido no Castelo da Montanha Azul, com as suas quatro torres.
Teresa é outra menina que tinha o sonho de ser livre e, a certa altura, descobriu um tesouro especial guardado na sua alma cheia de histórias (uma delas sobre um terrível dragão)
Inês e Teresa gostam muito de livros. Pouco a pouco, vão-se conhecendo e ficando grandes amigas. Assim, juntas, vencem o medo e tornam-se guardiãs das quatro torres mágicas: a Torre dos Arrepios, a Torre das Asas, a Torre do Céu e a Torre Dourada...

Uma aventura fantástica, onde poderás vir a descobrir um tesouro que te fará sonhar!

Obra disponível na Biblioteca Municipal Miguel Torga
                        e na Biblioteca Escolar EB 2,3 de Arganil. 
                   

Alice Vieira

Alice Vieira nasceu em Lisboa, no ano de 1943. Concluiu a licenciatura em Filologia Germânica em 1967. Apenas trabalhou como professora num curto período de tempo e a partir de 1969, Alice Vieira dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde cedo cativada para a literatura juvenil, foi a grande revelação portuguesa nesta área nos anos 80, tendo sido logo premiada com a sua primeira publicação, Rosa, Minha Irmã Rosa, em 1979, com o Prémio de Literatura Infantil «Ano Internacional da Criança».
É também conhecida pelos artigos e crónicas que continua a publicar em jornais e revistas. Considerada uma das mais importantes autoras portuguesas de literatura infanto-juvenil, os seus livros foram premiados diversas vezes. As suas obras foram traduzidas para várias línguas, destacam-se o alemão, o búlgaro, o basco, o castelhano, o galego, o francês, o húngaro, o neerlandês, o russo e o servo-croata.

"Porque escrevo para crianças?

Todos nós gostamos de encontrar um culpado para as aventuras em que nos metemos... É cómodo, é fácil, a gente aponta e diz: «foi por causa dele».
Pois eu também tenho um culpado: posso espetar bem o meu dedo indicador e dizer: - O culpado foi ele. Ele é que me levou para esta vida...
Neste caso foi ela. Acho que se não tivesse sido a queixa da minha filha, já lá vão uns sete anos, eu não me teria metido nisto... Portanto, a culpa foi toda, toda dela!
Um dia a Catarina chegou a casa e disse:
Alice Vieira
- Já li todos os livros que há para ler.
Fez uma pausa e disse:
- E agora, o que é que leio?
A Catarina tinha então nove anos, lia muito: não, evidentemente todos os livros que existiam, mas todos os que habitualmente se davam a quem tinha a sua idade.
- E agora? – repetia ela, com aquele ar solene que arranja nas ocasiões difíceis... Eu ia tentando dar uma ajuda (lê este, e mais este, e mais aquele) mas eram ajudas inúteis (já li, já li, já li...). Foi então que dei comigo a dizer-lhe:
- Então, se já leste tudo o que há, vamos nós as duas escrever um livro!
Meti papel à máquina e do bater dos dedos nas teclas saiu esta frase: «Quando a minha irmã nasceu o meu desapontamento foi tão evidente que a minha mãe, abafada entre lençóis e cobertores da cama do hospital, me disse: Ela vai crescer num instante!»
Olhei para esta frase, uma, duas, muitas vezes, e a partir dela outras vieram, e mais outras, até que o primeiro capítulo do livro estava feito. E cada capítulo que nascia era lido e discutido com a Catarina, feliz de participar naquela aventura...
E nunca mais parei. Tudo por causa da Catarina. Que hoje continua a ler tudo, e que escreve melhor do que eu.”

Antologia Diferente: De que são feitos os sonhos?
Porto: Areal Editores, 1986, pág. 183




Leituras

Rosa, Minha Irmã Rosa
“ (…) o nascimento da irmãzinha Rosa provoca conflitos internos a Mariana, conflitos esses que ao longo das páginas se vão resolvendo da melhor maneira (…)" 
 (Ilse Losa - “A propósito de dois livros de Alice Vieira –
Contos de fadas, sim ou não?”.O Jornal, 3/4/1981).



Começa assim (Capítulo I):

"Quando a minha irmã nasceu, o meu desapontamento foi tão evidente que a minha mãe, abafada entre lençóis e cobertores da cama do hospital, me disse:
      - Ela vai crescer num instante!
      Assim como se me pedisse desculpa nem ela saberia ao certo de quê.
      Num instante.
      Num instante?
      Num instante descia eu a rua para ir a casa da Rita trocar cromos ("não te compro mais enquanto não colares na caderneta todos os que tens!", dizia a mãe tantas vezes), ou para lhe emprestar um livro, ou ela a mim.
      Num instante bebia eu o leite nos dias em que me atrasava, para apanhar a carrinha da escola (...)
      Num instante ficava em água o gelo, em tempo de calor - e o que eu e a Rita tínhamos rido no dia em que a Chica estava cheia de medo que os cubos de gelo entupissem a pia...
      Não, a minha irmã não ia crescer num instante."

Um livro delicioso... repleto de emoções, dúvidas e muitas aventuras!



Obra disponível na Biblioteca Municipal Miguel Torga, Biblioteca escolar da EB1 de Arganil, Folques, Sarzedo, Coja, S. Martinho da Cortiça e Pombeiro da Beira e nas Bibliotecas Escolares da EB 2,3 de Arganil e Coja.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Olá a todos!!!

Terminámos mais umas férias de verão recheadas de actividades e
momentos de grande diversão!
Foi na actividade Na Net com a Ivete e a Suzete... que construimos
este Blogue de grandes partilhas!

Obrigada a todos pela dedicação e empenho demonstrado em todas as acções desenvolvidas e em especial à relacionada com as novas tecnologias de informação.
Aqui ficam algumas imagens desta actividade:

video