segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Como o pai e a mãe se apaixonaram: sugestão de leitura

Como a Mãe e o Pai se Apaixonaram

A Mãe gostava de tudo o que era colorido, e o Pai gostava de tudo o que não tinha cor. Os dois não poderiam ser mais diferentes um do outro. Até que, no dia em que se conheceram por acaso, o Pai ficou muito corado e a Mãe ficou muito pálida. Quando o médico lhes garantiu que não estavam doentes a verdade tornou-se evidente: estavam apaixonados, claros!
            

A Mãe pendurou os seus vestidos…
O Pai arrumou os sacos coloridos em forma de coração…

“Há muito tempo, quando os meus pais eram pequeninos, eles não se conheciam. A mãe gostava de tudo o que era colorido, e o Pai gostava de tudo o que não tinha cor. (…) A Mãe cresceu, o Pai cresceu, e tornaram-se adultos. Foram viver para a cidade para trabalhar. (…) No Inverno, a Mãe sentava-se à janela e esperava pelo regresso das cores. Ah, que bom seria ter um marido que dançasse comigo e desarrumasse tu do, pensava ela. Para o pai o Verão era demasiado colorido. Ele andava sempre à procura de uma sombra. Ah, que bom seria ter uma mulher que gostasse de ficar em casa comigo e que soubesse jogar xadrez, pensava ele.
A Mãe e o Pai sentiam-se sozinhos.
À noite, olhavam para o mesmo céu.
Será que não existe ninguém no mundo parecido comigo?, perguntavam eles.
Certo dia, o Pai ia pela rua fora, com cuidado para não pisar os riscos do passeio.
A Mãe estava atrasada, como de costume, e ia a correr, atém que avistou um pássaro invulgar no céu e parou de repente. E depois… à esquina… catrapum! Levantaram a cabeça e viram-se.”

In Como a mãe e o pai se apaixonaram
Texto e ilustrações de Katharina Grossmann-Hensel, um livro editado pela Presença em 2006.

Estamos apaixonados!
Num maravilhoso livro infantil vamos ao encontro de uma menina curiosa por saber como os seus pais se sentiram tocados pelo poder do amor. Através de uma linguagem simples e acessível às crianças e num registo divertido e bem humorado, conta-nos o percurso da mãe e do pai desde a altura em que eram solteiros até ao momento em que as suas vidas se cruzaram ocasionalmente mudando para sempre os hábitos de cada um. A mãe que gostava de cores, passou a apreciar o preto e branco, e o pai mais cinzentão, arrumado e pouco dado a novas experiências, passou a comportar-se como um adolescente. Estas repentinas alterações de personalidade levam ambos a consultar o médico que os aconselha a apanhar ar fresco. Cada vez mais juntos, percebem que afinal a causa dos sintomas é puramente sentimental: estão apaixonados.
Fonte: WooK


A escritora e ilustradora



Katharina Grossmann-Hensel nasceu em 1973 em Mülheim an der Ruhr. Estudou ilustração em Hamburgo e  passou três anos em Paris e lá publicou o seu primeiro livro. Actualmente é escritora e ilustradora freelancer em Berlim e trabalhou para vários editores.



Livro recomendado para o 3º ano de escolaridade destinado a leitura autónoma e a leitura com apoio do professor ou dos pais.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Nascer a ler

Ontem na Biblioteca Alberto Martins de Carvalho em Côja, os pais e filhos reuniram-se para momentos de partilha de livros, histórias e muita ternura. E assim acontece mais uma sessão do projecto "Nascer a ler"!







Bom fim de semana

A história dos brincos de penas de Maria Teresa Maia Gonçalves

Capa do Livro "A história dos brincos de penas"
A história dos brincos de penas é um livro escrito pela Maria Teresa Maia Gonzalez com ilustrações de Inês do Carmo editado pela Editorial Presença em 2006.

Ao passear tranquilamente por terras da Águia Tonta, um pequeno índio depara-se com seis coloridas penas de ave que, inesperadamente, caem a seus pés. Ignorando a sua proveniência, Pé-de-Atleta decide recorrer ao grande chefe da tribo em busca de uma explicação. De imediato, os elementos da tribo Sempre-em-Pé saem das suas tipi e reúnem-se à volta de uma crepitante fogueira. Pé-de-Atleta apresenta o seu enigma e todos tentam desvendar aquele grande mistério: de onde teriam surgido as penas? Alternadamente, apresentam os seus argumentos. No entanto, a justificação para tal acontecimento seria muito mais profunda!

A tia Pé-de-meia estava sentada confortamente dentro do seu tipi (nome dado a uma tenda índia).
Via-se que estava concentrada a coser uma manta muito velha que já tinha dez remendos (...)


Apreciação pessoal: Trata-se de um livro muito divertido, especialmente devido aos nomes e à caracterização de todas as personagens intervenientes. Perto do final, a história narrada transporta-nos para o universo dos afetos, onde a saudade assume revelada importância.

Texto elaborado pela professora Sandra Santos
(Centro Escolar de S. Martinho da Cortiça)

Livro disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pais e filhos: Livros e Ternura

A Sala Verde do Jardim de Infância de Arganil visitou esta terça feira a Sala Infantil!
 A Hora da história "O meu livro" de Pedro Reisinho com ilustrações de Raquel Pinheiro.
 
"O meu livro é o meu melhor amigo!"
Momento em que as crianças viajam ao sabor das palavras e ilustrações deste livro encantador!   
  
Os Sacos de leitura decorados individualmente pelas crianças. 

O Saco de leitura com os livros para os pais e o escolhido pela criança.
Boas leituras e até para a semana!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Bom fim de semana

Um Bocadinho de Inverno é o título de um livro do autor Paul Stewart,
ilustrado por Chris Riddell, editado pela Caminho em 1998.


"É quase Inverno, e está a chegar a altura do sono anual do Ouriço. O Ouriço pede ao Coelho que lhe guarde um bocadinho de Inverno, para quando acordar saber como é. Mas o Coelho é muito esquecido. Será capaz de se lembrar da promessa?"


Paul Stewart

Chris Riddell

O escritor Paul Stewart e o ilustrador Chris Riddell criaram duas personagens animais cuja amizade é enternecedora e ao mesmo tempo cheia de humor. 
Fonte: Wook
 
Uma história ternurenta repleta de amizade e muitas surpresas...
Este livro encontra-se disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal Miguel Torga de Arganil,
EB1 de Folques, Pomares e S. Martinho da Cortiça.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A árvore que dava olhos um livro de João Paulo Cotrim

A árvore que dava olhos um livro escrito por João Paulo Cotrim editado pelo Calendário de Letras em 2010.

João Paulo Costrim
         Esta história tem como narrador uma árvore que partilha, na primeira pessoa, os seus sonhos e ambições. Uma árvore que, embora limitada pela sua condição física, restringida ao espaço de um quintal, exprime, num discurso sensivelmente poético, a sua profunda riqueza interior. Ao longo das páginas do livro, a árvore segreda os seus anseios e aspirações, e, através da imaginação e do sonho, ultrapassa as barreiras físicas que a mantêm cativa ao espaço de que depende. Ao invés de estar calada e quieta, a árvore transpõe a sua condição e mostra-nos como o olhar pode ir mais longe do que o alcance da nossa passada. Repleta de metáforas, esta história de João Paulo Cotrim transforma, verdadeiramente, a prosa em poesia.


Apreciação pessoal: Este é um livro para ler com pés presos à terra e os olhos bem abertos, na expectativa de podermos avistar o que está para além do nosso alcance visual.


Texto elaborado pela professora Sandra Santos
(Centro Escolar de S. Martinho da Cortiça)
Livro disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Pais e filhos: livros e ternura

Ontem recebemos a visita dos meninos do Jardim de Infância de Arganil (Sala Azul)!
Partilhamos alguns dos momentos registados durante a actividade:

A chegada dos meninos à Sala Infantil
Os sacos das crianças e os livros para os pais...
(seleccionados de acordo com os interesses das famílias que integram este projecto).
  
A Hora da História
"As preocupações do Billy" de Anthony Browne

Até para a semana!