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terça-feira, 2 de abril de 2024

Hoje assinala-se o Dia Internacional do Livro Infantil

Hans Christian Andersen

No dia 2 de abril, comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. ​
A partir de 1967, este dia passou a ser nomeado pelo Dia Internacional do Livro Infantil, pois pretendia-se chamar a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.
Este ano a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é da responsabilidade do Japão e foi escrita por  Eiko Kadono .

Cartaz da autoria da ilustradora Inês Viegas Oliveira


As histórias viajam sobre asas, 
desejosas de ouvir o bater feliz do teu coração

Por Eiko Kadono


Sou uma história viajante. Voo para todo o lado.
 Em asas de vento, asas de ondas,
 por vezes em minúsculas asas de areia. Claro,
 também viajo nas asas de aves migratórias. 
E nos aviões. 
Envie-me ao seu lado. Além das páginas, 
e conto-te uma história, aquela que você quer ouvir. 
Quer uma história estapafúrdia ou fantástica? 
Que tal uma história triste, uma assustadora, ou uma divertida?
 Se não te apetecer ouvir agora não faz mal. 
Sei que um destes dias vai querer. Quando quiser, 
chama-me, “História viajante, vem cá. Senta-te aqui!” 
E eu voo logo para lá. 
Tenho montes de histórias para compartilhar. 
Que tal esta, de uma pequena ilha que se fartou de ficar sozinha, 
aprendeu a nadar, e foi ter com um amigo? 
Ou o conto de uma noite misteriosa em que apareceram duas luas. 
Ou aquela sobre quando o Pai Natal se perdeu.
 Ah, estou a escutar o teu coração. Está a bater mais depressa.
 Bum-bum, bum-bum, catrapim-catrapum, bum-bum, 
A história do viajante saltou-te em cima e pôs o teu coração aos pulos. 
Em breve vais ser tu a história, abre as asas e voas.
 E assim nasce no mundo mais uma história viajante. 
(Tradução de Ana Castro)

Boas leituras!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Ouve com atenção esta é a nossa sugestão!

Duas vezes por semana, a Sala Infantil apresenta sugestões de livros e leituras partilhando excertos de obras que povoam as estantes da nossa biblioteca. Estas partilhas têm como objetivo contribuir para a promoção da leitura e divulgação de obras literárias.

Para ouvir aqui e em qualquer lugar!
E para isso basta clicar!


"A Vendedora de  Fósforos" de Hans Christian Andersen com ilustrações de Anastassija Archipowa é a sugestão de hoje, pela voz de Lisa Simões da Biblioteca Municipal de Arganil.

As Bibliotecas próximas de si!
Boas Leituras!

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Hans Christian Andersen - O Contador de Histórias


Hans Christian Andersen

Biografia

Nasceu em Odense (Dinamarca) a 2 de Abril de 1805. Hans Christian nasceu no seio de uma família pobre, filho de um sapateiro e de mãe lavadeira. Apesar das suas origens humildes, foram os pais, os primeiros, a incentivá-lo a escrever. Aprendeu desde muito cedo a ler e adorava ouvir as histórias que o seu pai lhe contava. Com regularidade ia ao teatro e com o pai construía pequenos teatros de marionetas. 

Seu pai faleceu em 1816, tendo Hans Christian apenas 11 anos e foi obrigado a abandonar a escola. Mas já com esta idade, Hans Christian demonstrava aptidão para o teatro e a literatura, possuindo uma formação autodidacta, fruto de abundantes leituras e conhecimentos. Nesta altura, criou uma espécie de “teatro de brinquedos” onde apresentava peças clássicas chegando a memorizar várias peças de Shakespeare e encenava-as com os seus brinquedos.

Devido à sua infância pobre, Hans Christian teve a possibilidade de conhecer os diferentes contrastes que o seu país atravessava, influenciando bastante as histórias infantis e adultas que escreveu durante toda a sua vida. Andersen salientou que a forma de vida em Odense tinha conservado antigos costumes populares e superstições desconhecidas em Odense e, portanto, disponíveis para ele como um estímulo à sua imaginação colorida.

Aos 14 anos de idade, Hans Christian viajou para Copenhaga, capital da Dinamarca e conheceu o director do Teatro Real, Jonas Collin (pessoa que financiou os seus estudos desde então). Aqui trabalhou como actor e bailarino e escrevia peças de teatro. Em 1828 entrou na Universidade de Copenhaga e já publicava diversos livros: obras dramáticas, diários, apontamentos de viagens e alguns romances. 

A sua obra célebre Contos foi traduzida por um número infinito de idiomas. Publica os primeiros em 1835-1837 e continua a escrever até 1875 somando um total de 156 contos de fadas.

De acordo com opiniões de vários estudiosos, Hans Christian foi a “primeira voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças”. Demonstrou também a ideia de que todos os Homens deveriam ter direitos iguais. Vivia numa época onde as desigualdades permaneciam e os contrastes entre os poderosos e desprotegidos, fortes e fracos, exploradores e explorados eram notórios. Hans Christian procurava transmitir padrões de comportamento com o objectivo de serem adoptados e reflectidos pela nova sociedade que se instalava e organizava.

No final de 1872, Hans Christian adoece e permaneceu com a sua saúde fragilizada até ao dia 4 de Agosto de 1875, quando faleceu em Copenhaga.


Fonte: In Hans Christian Andersen: O contador de histórias
Biblioteca Municipal de Arganil, 2009

terça-feira, 2 de abril de 2019

Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil

Hans Christian Andersen 
(2 Abril 1805 / 4 Agosto 1875) 

O Dia Internacional do Livro Infantil assinala-se desde o dia 2 de Abril de 1967, data em que nasceu o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. A comemoração deste dia pretende chamar atenção para a importância do livro e da leitura desde a infância
Este ano a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é da autoria do escritor e ilustrador lituano Kęstutis Kasparavičius:

Cartaz da autoria da ilustradora Abigail Ascenso,
vencedora de uma Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração de 2018.

Os Livros convidam a uma pausa 

“Tenho pressa! … Não tenho tempo!... Adeus!...” Eis aqui expressões que ouvimos quase todos os dias, provavelmente não apenas na Lituânia, no coração da Europa, mas um pouco por todo o mundo. E também com frequência se ouve dizer que vivemos numa época de excesso de informação, de pressa, de aceleração. 

Mas quando pegamos num livro, sentimo-nos logo diferentes. É como se os livros tivessem uma característica maravilhosa: ajudam-nos a relaxar. Abrimos um livro, mergulhamos nas suas profundezas tranquilas, e esquecemos o medo de que tudo passe ao nosso lado a uma velocidade vertiginosa, não nos permitindo ver o que quer que seja. O livro faz-nos acreditar que podemos abandonar as tarefas aparentemente urgentes. Nele, tudo se passa calma e silenciosamente, segundo uma ordem prédefinida. Será porque as suas páginas são numeradas, e porque o virar das folhas, uma após outra, produz um murmúrio tão calmo, tão leve? Num livro, aquilo que é já passado encontra-se docemente com o que está ainda por chegar. 

O mundo do livro é um mundo aberto; nele, a realidade convive com a fantasia e com a imaginação. E às vezes não sabemos bem onde observámos - se no livro, se na vida - a beleza dos pingos de neve que escorrem do telhado da casa, ou do musgo que cobre a cerca do vizinho. Terá sido no livro ou na vida que provámos as bagas silvestres e percebemos que, apesar de bonitas, são igualmente amargas? E foi no livro ou na vida que um dia te deitaste na relva, ou te sentaste depois, de pernas cruzadas, contemplando o movimento das nuvens que atravessam o céu? 

Os livros ensinam-nos a abrandar, ensinam-nos a observar; os livros convidam-nos, obrigam-nos quase a estar sentados. Sentamo-nos para ler um livro, poisamo-lo numa mesa ou nos joelhos – é ou não assim?! 

E será que nunca sentiram outro milagre? É que quando leem um livro, ele também vos lê. Sim, os livros também sabem ler. Leem a vossa testa, as sobrancelhas, os cantos dos lábios, que sobem, que descem, mas sobretudo, claro, leem os vossos olhos. E através dos olhos, eles veem… bem, todos sabemos o que eles veem! 

Tenho a certeza de que os livros poisados nos vossos joelhos não se aborrecem nem um minuto. É que quem lê – seja criança ou adulto -, é só por isso muito mais interessante do que aquele que resiste a pegar num livro, que está sempre com pressa e nunca se senta, e jamais tem tempo de observar seja o que for à sua volta. 

No Dia Internacional do Livro Infantil, o meu maior desejo é que existam livros interessantes para os leitores - e leitores interessantes para os livros. 

(Tradução Maria Carlos Loureiro)

BOAS LEITURAS!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil

No dia 2 de Abril comemorou-se o Dia Internacional do Livro Infantil, data em que se assinala o nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Todos os anos é divulgada uma mensagem de incentivo à leitura para todas as crianças do mundo. Este ano é da autoria de INESE ZANDERE, nascida na Letónia em 1958. Considerada uma das maiores escritoras de livros para a infância do seu país. 


O pequeno torna-se grande num livro 

As pessoas inclinam-se para o ritmo e para o equilíbrio, tal como a energia magnética organiza as aparas de metal numa experiência da física, tal como um floco de neve forma cristais a partir da água.  
Num conto de fadas ou num poema, as crianças gostam de repetição, de refrãos e de temas universais, porque eles podem ser reconhecidos uma e outra vez – trazem ao texto regularidade. O mundo ganha uma ordem bonita. Ainda me lembro como, em criança, lutava comigo mesma para defender a justiça e a simetria, pela igualdade de direitos da esquerda e da direita: se tamborilava com os dedos em cima da mesa, contava quantas vezes tinha de bater com cada dedo, para que os outros não se sentissem ofendidos. E quando aplaudia, batia com a mão direita na esquerda, mas depois pensava que não era justo e aprendi a fazê-lo de maneira contrária – batendo com a esquerda na direita. Este desejo instintivo de equilíbrio parece engraçado, é certo, mas mostra a necessidade de evitar que o mundo se torne assimétrico. E eu tinha a sensação de ser a única responsável por todo o seu equilíbrio. 
A inclinação das crianças por poemas e por histórias surge igualmente da sua necessidade de levar harmonia ao caos do mundo. Da indeterminação, tudo tende para a ordem. As canções infantis, as canções populares, os jogos, os contos de fadas, a poesia – são formas de existência ritmicamente organizadas que ajudam os mais pequenos a estruturar a sua presença no grande caos. Criam a consciência instintiva de que a ordem do mundo é possível, e que as pessoas têm nele um lugar único. Tudo conduz para este objetivo: a organização rítmica do texto, as linhas com letras e o design da página, a impressão do livro como um todo bem estruturado. O grande revela-se no pequeno, e damos-lhe forma nos livros infantis, mesmo quando não estamos a pensar em Deus ou na dimensão fractal. Um livro infantil é uma força milagrosa que favorece o enorme desejo das crianças e a sua capacidade de ser. Promove a sua coragem de viver. 
Num livro, o pequeno é sempre grande, de forma instantânea e não apenas quando se chega à idade adulta. Um livro é um mistério onde se pode encontrar algo que não se procurava ou que não estava ao nosso alcance. Aquilo que os leitores de uma certa idade não conseguem compreender, permanece na sua consciência como uma impressão, e continua a atuar mesmo quando não o compreendem totalmente. Um livro ilustrado pode funcionar como uma arca do tesouro de sabedoria e cultura mesmo para os adultos, da mesma forma que as crianças podem ler um livro para adultos e encontrar nele a sua própria história, um indício para as suas jovens vidas. O contexto cultural molda as pessoas, estabelecendo as bases para as impressões que se farão sentir no futuro, assim como para experiências mais difíceis, às quais terão de sobreviver sem por isso terem de deixar de ser íntegras. 
Um livro infantil representa o respeito pela grandeza do pequeno. Representa um mundo que se cria de novo uma e outra vez, uma seriedade lúdica e preciosa, sem a qual tudo, incluindo a literatura para crianças, seria apenas um trabalho pesado e vazio. 

Tradução: Maria Carlos Loureiro, feita a partir da versão francesa e espanhola.


Cartaz alusivo ao Dia Internacional do Livro Infantil
da IBBY (International Board on Books for Young People )

Boas Leituras!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O Rouxinol do Imperador, um conto de Hans Christian Andersen


Os mais belos contos de Andersen
Ilustração de Michael Fiodorov
Tradução de Carlos José Marques Duarte de Jesus
Editado pela Civilização em 1992

O Rouxinol do Imperador

(…) “O Palácio do Imperador era o mais bonito do mundo, feito de porcelana tão delicada e frágil que só com muito cuidado se podia tocar-lhe. (…) Naquelas árvores vivia um rouxinol, que cantava tão suavemente. (…) De todas as partes do mundo vinham forasteiros visitar a cidade do Imperador, e todos eles ficavam encantados ao verem o palácio e o jardim, mas, quando ouviam o rouxinol, diziam:
- Ah, esta é a maior maravilha!
Uma vez regressados aos seus países, os viajantes falavam do que tinham visto e os mais sábios escreviam mesmo livros sobre a cidade, o palácio e o seu jardim. (…) 
- Como? – deteve-se o Imperador. – Eu nunca vi rouxinóis. Viverá uma tal ave no meu império, ou melhor, no meu jardim? E venho a saber disso pelos livros?
(…) – Nunca ouvi falar nele – respondeu o Grão-Mestre. (…) Mas onde iria ele encontrar o rouxinol? (…) Por fim, encontraram nas cozinhas uma rapariguinha que disse:
- O rouxinol? Conheço-o perfeitamente! Sim, e canta muito bem.
(…) – Meu belo rouxinol (…) tenho a honra de te convidar para o serão de hoje na corte, onde poderás encantar Sua Majestade o Imperador com a doçura do teu canto.
- As minhas canções soam melhor na verdura do bosque. (…) mas acedeu de boa vontade quando soube que era esse o desejo do Imperador.
(…) Vi lágrimas nos olhos do Imperador – disse – e isso para mim vale mais do que qualquer tesouro. (…) Estou mais do que recompensado.

(…) Um dia o Imperador recebeu um grande embrulho em que estava escrito: Rouxinol. (…) um rouxinol mecânico (…) tinha uma cobertura de brilhantes, de safiras e rubis. Mal se lhe dava corda, cantava uma das canções do rouxinol verdadeiro.
(…) O verdadeiro rouxinol foi expulso da cidade e de todo o Império. Assim passou um ano. (…) Uma noite, contudo, enquanto o pássaro mecânico cantava e o Imperador, deitado na cama, o ouvia atentamente, houve uma coisa dento do rouxinol que fez “crac…”
In Os mais belos contos de Andersen
Página 75-95

A prenda oferecida pelo Imperador do Japão.
O relojoeiro após alguns exames, consertou o rouxinol.
Ilustrações de Michael Fiodorov.

"Os mais belos e famosos contos de Andersen estão contidos nesta preciosa edição ricamente ilustrada por Michael Fiodorov, o qual soube transportar para imagens o mundo encantador e ingénuo, cândido e fantasioso, amargo e confiante, ao mesmo tempo que o grande contista dinamarquês criou nas suas páginas imortais, de mistura com a tradição popular, a lenda e o gosto puro pela narrativa."
Fonte: contracapa do livro

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

terça-feira, 5 de abril de 2016

Hans Christian Andersen: o contador de histórias

Está patente durante o mês de Abril na sala infantil e juvenil, a exposição sobre a vida e obra de Hans Christian Andersen. Constituída por seis cartazes, esta exposição descreve a vida e obra do autor e memórias do percurso da visita que fez a Portugal em 1866. Apresenta excertos das suas obras acompanhadas por magníficas ilustrações de ilustradores como Manuela Bacelar, Michael Fiodorov, Lisbeth Zwerger, entre outros.







Hans Christian Andersen


Andersen nasceu em Odense (Dinamarca) a 2 de Abril de 1805. Apesar das suas origens humildes, foram os pais, os primeiros, a incentivá-lo a escrever. Aprendeu desde muito cedo a ler e adorava ouvir as histórias que o seu pai lhe contava. 
Aos 14 anos de idade, viajou para Copenhaga. Ai trabalhou como actor e bailarino e escrevia peças de teatro. Em 1828 entrou na Universidade de Copenhaga e já publicava diversos livros. 
Durante o ano de 1866 visita Portugal e a Lisboa associa o interesse pela literatura e estuda a biografia de Luís de Camões. Descreve entusiasmadamente os encantos da natureza da cidade de Setúbal, de Brancanes, de Palmela e da Arrábida. Ainda visitou Aveiro, Coimbra e Sintra. Escreve: 

“Voará muitas vezes meu pensamento
Para o belo país que é Portugal”

Autor de vários contos infantis, poeta e escritor notabilizou-se pelos contos de fadas, pelos quais é internacionalmente conhecido. Autor de O Patinho FeioA Princesa e a ervilhaA roupa Nova do Rei entre tantos outros contos que deliciam os mais novos e encantam os mais velhos.

Alguns das suas obras disponíveis na rede de bibliotecas do concelho de Arganil:
















Boas leituras!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Hoje comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil

Hans Christian Andersen

Data em que se assinala o nascimento do escritor Hans Christian Andersen, a IBBY (International Board on Books for Young People) convida todos os anos um autor, a escrever uma mensagem que pretende incentivar à leitura e sua importância, e para o papel fundamental dos livros para a infância, sendo dirigida às crianças de todo o mundo.

Este ano a mensagem é da autoria de Marwa Al Agroubi (Emirados Árabes Unidos).

Muitas Culturas Uma Só História

“Falamos várias línguas e trazemos diferentes experiências,
E no entanto partilhamos as mesmas histórias”
Histórias internacionais… histórias tradicionais
É sempre a mesma história que nos contam
Em diferentes vozes
Em diferentes cores
E contudo ela não muda…
Princípio…
Meio…
E Fim…
É sempre a história que todos conhecemos e amamos
Todos a escutámos
Em diferentes versões por diferentes vozes
E no entanto é sempre a mesma
Há um herói… uma princesa… e um vilão
Não importa a língua que falam Os seus nomes
Ou os seus rostos
É sempre o mesmo Princípio
Meio
E Fim
Sempre aquele herói… a princesa e o vilão
Imutáveis ao longo dos séculos
Eles fazem-nos companhia
Sussurram-nos durante os sonhos
Embalam-nos ao adormecer
As suas vozes desaparecem
Mas vivem para sempre nos nossos corações
Pois juntam-nos a todos numa terra de mistério e imaginação
De tal modo que as diferentes culturas se fundem numa Só História"


Tradução: Direcção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB)


Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2015, a DGLAB convidou o ilustrador António Jorge Gonçalves, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado,
para ser o autor da imagem do cartaz.
Boas leituras!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Hans Christian Andersen: exposição

Até ao final do mês de abril está patente na Sala Infantil e Juvenil uma exposição que reúne livros e filmes com as histórias de Hans Christian Andersen. No dia 2 abril comemorou-se o Dia Internacional do Livro Infantil que assinala o nascimento deste grande escritor.

Requisita livros e delicia-te com as suas histórias de encantar...

Biografia de Hans Christian Andersen

“Nasceu em Odense (Dinamarca) a 2 de Abril de 1805. Hans Christian nasceu no seio de uma família pobre, filho de um sapateiro e de mãe lavadeira. Apesar das suas origens humildes, foram os pais, os primeiros, a incentivá-lo a escrever. Aprendeu desde muito cedo a ler e adorava ouvir as histórias que o seu pai lhe contava. Com regularidade ia ao teatro e com o pai construía pequenos teatros de marionetas.
Seu pai faleceu em 1816, tendo Hans Christian apenas 11 anos e foi obrigado a abandonar a escola. Mas já com esta idade, Hans Christian demonstrava aptidão para o teatro e a literatura, possuindo uma formação autodidacta, fruto de abundantes leituras e conhecimentos. Nesta altura, criou uma espécie de “teatro de brinquedos” onde apresentava peças clássicas chegando a memorizar várias peças de Shakespeare e encenava-as com os seus brinquedos.

Casa onde Hans Christian Andersen nasceu.

Devido à sua infância pobre, Hans Christian teve a possibilidade de conhecer os diferentes contrastes que o seu país atravessava, influenciando bastante as histórias infantis e adultas que escreveu durante toda a sua vida. Andersen salientou que a forma de vida em Odense tinha conservado antigos costumes populares e superstições desconhecidas em Odense e, portanto, disponíveis para ele como um estímulo à sua imaginação colorida.

Casa de Andersen, em Odense, agora Casa-Museu.

Aos 14 anos de idade, Hans Christian viajou para Copenhaga, capital da Dinamarca e conheceu o director do Teatro Real, Jonas Collin (pessoa que financiou os seus estudos desde então). Aqui trabalhou como actor e bailarino e escrevia peças de teatro. Em 1828 entrou na Universidade de Copenhaga e já publicava diversos livros: obras dramáticas, diários, apontamentos de viagens e alguns romances.
A sua obra célebre Contos foi traduzida por um número infinito de idiomas. Publica os primeiros em 1835-1837 e continua a escrever até 1875 somando um total de 156 contos de fadas.
No final de 1872, Hans Christian adoece e permaneceu com a sua saúde fragilizada até ao dia 4 de Agosto de 1875, quando faleceu em Copenhaga.

Estátua de Hans Christian Andersen em Central Park – Nova York. No Verão são contadas histórias junto a esta estátua.
Autor de vários contos infantis, poeta e escritor dinamarquês notabilizou-se pelos contos de fadas, pelos quais é internacionalmente conhecido. Autor de contos como O Patinho Feio, A Princesa e a ervilha, A roupa Nova do Rei entre tantos outros deliciam os mais novos e encantam os mais velhos.”

Fonte: excertos da Exposição "Hans Christian Andersen: o contador de histórias"
da autoria da Biblioteca Municipal de Arganil, 2008.

Escultura de bronze da “Pequena Sereia” em Copenhaga.

Sugestões de Leitura:

Uma verdadeira Princesa

“Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa que teria de ser uma princesa verdadeira. Por isso, deu a volta ao mundo para encontrar uma (…) Regressou a casa muito triste e desanimado, pois o seu desejo de ter uma verdadeira Princesa não tinha sido satisfeito. (…) Bem no meio daquela tempestade ouviu-se bater à porta do castelo e o velho Rei foi abrir.
À porta encontrava-se uma Princesa. O cabelo e as roupas estavam ensopados de água. (…) No entanto, ela dizia ser uma verdadeira Princesa. (…)”Descobrimos já!” – pensou a velha Rainha.”


Ilustrações de Michael Fiodorov
In Os mais belos contos de Andersen – Uma verdadeira Princesa
Porto : Civilização, D.L. 1992.

A Menina dos fósforos

“Estava imenso frio, nevava e começava a escurecer. Era a última noite do ano, véspera de Ano Novo. Uma pobre menina de cabeça descoberta e pés descalços caminhava pelas ruas ao frio e às escuras (…) a menina caminhava agora sem nada nos pés que já estavam roxos de frio. Tinha alguns fósforos no bolso do avental e um molhinho na mão, mas ninguém lhe tinha comprado nenhuns durante o dia todo (…) Cheia de fome e gelada até aos ossos, a pobre menina continuou o seu caminho (…) Não se atrevia a voltar para casa porque não tinha vendido fósforos nenhuns, não tinha ganho nem um tostão e tinha medo que o pai lhe batesse (…)”

In Contos de Andersen – A Menina dos fósforos/Hans Christian Andersen.Lisboa : Edinter, D.L. 1994.

Ilustração de Lisbeth Zwerger

Estas e muitas outras histórias estão disponíveis na rede de bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!