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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

"Um conto de Natal", da autoria da Prof. Graça Moniz

Hoje partilhamos um belíssimo conto da autoria da Professora Graça Moniz.
Para ler e reler!


Conto de Natal 

A noite estava fria. Um frio que enregelava os ossos. Lá fora não havia viva alma, nem os cães da aldeia se ouviam. O silêncio era total. 
Naquela pobre casa viviam oito, das dez pessoas daquela família. O pai, a mãe e os seis filhos mais novos, pois os mais velhos já haviam saído para servir em casa alheia.
O sustento da casa vinha do trabalho do pai, que era trabalhador rural na “ Casa do Senhor lá da terra ”. Não havia fome, mas a fartura também não habitava ali. Para o dia-a-dia lá se ia amparando a vida… 
A vida era dura, muito duro… o pai trabalhava de sol a sol. As suas mãos eram duras e calejadas do cabo da enxada. A sua cara era enrugada como se de um velho, muito, muito velho se tratasse (só tinha 50 anos). Mas o seu coração era de ouro. Ouro do mais fino quilate!
Naquela noite fria em que tudo à volta enregelava, o pobre homem não deixava que na lareira faltasse a lenha que dava à casa o conforto mínimo para que à volta da lareira pais e filhos se escutassem uns aos outros. 
O serão era sempre muito curto, mas o suficiente para os filhos aprenderem um pouco das belíssimas histórias que os pais lhe contavam. Histórias que já eles tinham aprendido com os seus pais e com os seus avós. 
Naquela noite, já era Dezembro, aproximava-se o Natal e o filho mais novo que estava sempre muito atento a tudo o que ouvia disse: 
- Pai, mãe, por que razão nós não temos prendinhas do Menino Jesus e não pomos os sapatos na chaminé? 
- Filho, como podemos ter cá em casa o Menino Jesus se a nossa casa é tão pobre? Ele nunca viria até esta velha casa aqui perdida na serra…- respondeu a mãe 
- E por que não pomos os sapatos na chaminé?- Interpelou de novo 
- Mano, ainda não percebeste que não pomos os sapatos, porque não os temos…! 
Fez-se silêncio! De repente o pai exclamou: 
- Tive esta noite um sonho maravilhoso! 
- O que foi? – perguntaram todos numa só voz. 
“ Eu dormia tranquilamente, quando uma mão muito fofinha e muito meiga me acariciou a barba. Ao acariciar-me disse-me que este Natal ia ser muito diferente na minha casa. Íamos receber uma Visita inesperada. Teríamos uma Ceia como a da casa do patrão. Haveria um saco de presentes junto à porta do quintal. Os vossos irmãos mais velhos estariam cá também. A vossa mãe abriria as gavetas e de todas elas sairiam coisas que até hoje nunca cá tivemos. A fartura seria uma realidade e todos vocês teriam um lindo par de sapatos para usarem pela 1ª vez nas vossas vidas.” 
- Mas, havia uma condição … a nossa família tinha de continuar a ser humilde, trabalhadora e educada, como sempre fora. 
Se isto fosse respeitado no Natal confirmaríamos o que aquele estranho ser (que não vi, só senti e ouvi) me tinha vindo anunciar.” 
Entusiasmados com o sonho agora desvendado, cada um se foi deitar. Era preciso esperar para ver! 
Os dias passaram. As lides do pai e da mãe continuaram. Os serões permaneceram iguais.
Estávamos a 24 de Dezembro. Uma manhã em que a neve cobria o monte e eis que de repente a mãe dá um grito de alegria e chama “- venham cá meus filhos, ide chamar o pai ao estábulo das vacas, os vossos irmãos estão a chegar. Louvado seja Deus Nosso Senhor”
Cada um fez o que a mãe pediu e quando o pai chegou já todos estavam sentados à volta da lareira a escutar as aventuras que os irmãos mais velhos tinham vivido para ali estarem naquele momento… 
Aproximava-se a hora do almoço e a mãe um pouco angustiada sem saber o que dar a comer à família, lembrou-se de abrir a gaveta da mesa grande, pois, podia ser que por lá ainda houvesse um pouco do toucinho fumado que lá costumava guardar e com ele faria qualquer coisita… 
Se bem pensou, melhor o fez e eis senão quando, ao abrir a gaveta tem a maior surpresa da sua vida… dentro estava uma caixa lindíssima e dentro da caixa um bilhete que dizia:
“ Vai à porta do quintal e traz para dentro o saco que lá encontrares. Só tens de por na mesa a toalha mais bonita que tiveres e não te preocupes que tudo o resto vai aparecer!”
A mãe lembrando-se do sonho do marido, não hesitou e fez tudo como havia lido no estranho recado.
Era já a hora do almoço. A toalha, bordada por si, quando era jovem, cobria a mesa. Então foi ao quintal e o saco lá estava. Era tão pesado que precisou de ajuda para lhe pegar. Quando o saco foi pousado no chão da humilde cozinha, e como por magia, a mesa ficou repleta de tudo o que era bom. Tanta comida que nem durante uma semana a conseguiriam comer…
O pai olhava deslumbrado para tudo aquilo. Tinha a sensação que a mão fofinha e delicada lhe acariciava de novo a barba. Olhando os filhos e a mulher com a maior das ternuras deixou cair duas lágrimas brilhantes pela face enrugada…é então que uma voz se faz ouvir vinda lá do fundo do corredor escuro da casa. 
- Venham cá depressa estão aqui umas caixas com sapatos para nós…- gritava o filho mais novo
Era mesmo verdade, o sonho estava a ser uma realidade e a que deveriam tal acontecimento?
A mãe, que normalmente não falava muito, perguntou aos filhos: - O que vos parece tudo isto que nos está a acontecer? 
E todos em coro responderam: - A nossa humildade e o nosso amor fizeram nascer o NATAL.

Graça Moniz
(Conto de Natal criado pela autora) 

Boas Leituras e Feliz Natal!

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Hora do conto com a Professora Graça Moniz

No dia 30 de Agosto, a Professora Graça Moniz, Amiga das Bibliotecas e Voluntária da Leitura brindou os presentes com histórias de encantar.


Na Hora do conto viajámos ao som das palavras, das aventuras e peripécias de personagens como A menina dos cabelos de ouro, Histórias do Tempo vai, tempo vem e ainda duas histórias criadas e inventadas pelo neto Martim, “O Miguel não queria ir à escola” e “O João só queria ir jantar fora”.
Uma manhã de partilha, magia e alegria!


Partilhamos as histórias inventadas pelo Martim
(22 de Agosto de 2018)

“O Miguel não quer ir à escola”

Era uma vez um menino chamado Miguel e não gostava de ir para a escola.
Ele não gostava de fazer trabalhos só gostava de brincar. Também não gostava de comer.
Afinal ele não gostava de nada. Ele dizia que as coisas saudáveis eram doces e as que não são saudáveis eram boas.
O Miguel não gostava de dormir, ele só queria mesmo era brincar.
No primeiro dia de escola o Miguel disse que não queria ir.
Depois pensou…que as coisas saudáveis eram mesmo saudáveis e as não saudáveis não prestavam.
Quando foi para a escolinha pensou que não podia ser só brincar, pois tinha de aprender coisas novas e diferentes e por isso o Miguel começou a portar-se muito bem. E foi sempre bem educado para as pessoas e também foi um bom aluno. 


O João só queria ir jantar fora

Era uma vez um menino chamado João que gostava muito de ir jantar fora.
O que ele gostava mesmo era ir sempre comer fora.
Ele gostava de comida saudável e no restaurante comia sempre a frutinha.
Os doces eram para os meninos que não queriam comida saudável.
Um dia pensou que não era muito giro ir sempre comer fora.
Quando o João foi para a escola os amigos fizeram-lhe uma surpresa que foi uma festa de anos, no dia em que fez 7 anos.
Também resolveram ir todos almoçar à mata e levaram piquenique.
Quando o João chegou a casa contou à mãe e disse:
“ Mamã, eu hoje fiz um piquenique com os amigos da escola.”
A mãe ficou muito contente e disse:
- Boa! Que sorte! É mais saudável o piquenique que o restaurante.
A partir desse dia ele já não gostava tanto do restaurante, mas como fazia anos os pais fizeram-lhe uma surpresa, levaram o João para um restaurante especial de comida saudável e os amigos estavam lá à espera.Todos juntos divertiram-se e foi um ótimo dia de anos.

Texto e pintura de Martim Ferreira


Agradecemos,

à Professora Graça, pela disponibilidade e simpatia e 
aos companheiros de leitura, ao Miguel e ao Martim, pela visita e partilha das histórias,
aos meninos e meninas do ATL da Santa Casa da Misericórdia,
à Paula, Rita, Ana Patrícia, Ana e a D. Isabel, uma saudação especial,
a todos os companheiros de férias, aventuras, leituras, actividades, sonhos e fantasia.


Continuação de Boas Férias!
Boas Leituras!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Leituras musicadas

Nas sessões dinamizadas pela Prof. Graça Moniz o público foi convidado a ouvir a história “Missão Impossível” da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada acompanhada de música clássica e muita emoção...


“Partindo de uma garrafa de porcelana azul e branca da China encomendada por Jorge Álvares em 1552, (…) as autoras desenvolvem no livro Missão Impossível, (…) uma aventura em que ressalta a vida de Jorge Álvares no Oriente naquela época, os seus amigos bem como as lendas e os animais míticos chineses.” 
Fonte:/www.jorgealvares.com

Momentos de suspense e de muito interesse que cativou crianças, jovens e adultos com a excelente leitura que a Professora Graça nos já habituou.
Para recordar:









Boas leituras!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

"Mãe" um poema da Professora Graça Moniz

Mãe
És um ser maravilhoso
Que queríamos nunca perder!
Mãe
És um dos seres mais belos
Que no mundo pode haver.
Pois, como tu, Mãe
Só mesmo teu filho pode ser!
Mãe
És o conforto na dor
O amparo na solidão
És o mais puro amor
Que trespassa o coração.
Mãe
Aqui ou lá no Além
És sempre só tu
Mãe

Graça Moniz

Dia da Mãe/ Maio 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

Pai, um poema da Prof. Graça Moniz

Tu és aquele que tanto quero
Que por mim esperaste ansioso
Quando tua esposa
Passava por um parto doloroso.
Tu, Pai, és aquele
que toda a vida trabalhou
Toda a vida lutou
Numa labuta sem rival
Vencendo os dias de fadiga
Para dares aos teus filhos
Melhor qualidade de vida.
Pai, quantas vezes não dormiste?
Quantas vezes não descansaste?
Quantas vezes não passeastes?
E quantas vezes até choraste...
Choraste no intimo do teu coração
Sem que transparecesse qualquer sinal
Choraste quando estávamos doentes
E tudo te corria mal.
Mas hoje, não chores pai
Ri antes com muita alegria
Pois tens filhos, que são a tua paixão
Que acolhes com emoção
Que acham que és um Rei
O rei do reino da magia
Onde podem felizes gritar
Pai hoje é o teu dia 

Autoria: Graça Moniz

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Família, um poema da Professora Graça Moniz


A Professora Graça Moniz escreveu ontem um poema alusivo ao Dia Internacional da Família. Agradecemos a partilha, as palavras e o significado profundo que nos transmitem. Para ler e reler!


Família

Grande pilar da vida
Pilar de sustentabilidade
Pilar do amor e da saudade
Pilar que tudo suporta
Mesmo inveja, maldade ou ingratidão
Pilar que nos fortalece o coração.
Família, sou eu, és tu, somos nós
Os pais, os irmãos, os tios,
os filhos, os primos e os avós.
Família é um elo, uma forte ligação
Tem raízes ramificadas
por todo o nosso coração.
Que bom é TER e SER família!
Ser família de verdade
Onde a mentira desapareça
e impere a verdade.
Ter família é o mais rico dos tesouros
Que alguém pode ter!
Amo a minha família e com ela quero viver!

Arganil, 15 de Maio de 2013
Graça Moniz

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Concurso de Leitura - Segunda eliminatória

Decorreu na sexta feira, dia 15 de fevereiro a segunda eliminatória do Concurso de Leitura “Lê melhor quem Lê mais” na turma do 4º A da EB1 de Arganil.
Os três alunos apurados na primeira eliminatória foram:

Oliver Alexander

 Carolina Almeida

Catarina André

A segunda eliminatória contou com a participação da professora Graça Moniz como elemento do júri e duas técnicas da Biblioteca Municipal. A aluna que vai representar a turma do 4º A na final do concurso é a Catarina André.
Parabéns a todos pela participação e leituras apresentadas!


No final da eliminatória a Professora Graça Moniz brindou todos os presentes com um poema que escreveu no momento:

Quando leio com prazer
nada me impede o pensamento
Se gosto muito de ler
leio e medito o momento

Cada momento é emoção
É tristeza ou divertimento
Transporta para o coração
Todo aquele sentimento.

Sou um pequeno leitor
que quero enfim melhorar
Quero continuar a ler
Para no futuro ganhar.


Porque Ler é um prazer!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

"Se um livro é um amigo..."

     Durante a atividade desenvolvida na biblioteca escolar de Arganil com os alunos do 1º ano Turma A, a professora Graça Moniz presenteou-nos com uma canção cuja quadra foi inventada no momento. Ora leiam,

Se um livro é um amigo
que me ajuda a aprender
Como vai ser divertido
Quando eu o souber ler!



Muito obrigada pelo momento recheado de poesia e muita alegria!