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quinta-feira, 8 de maio de 2025

"A Maré", um livro de Clare Helen Welsharé

"A Maré"
Texto de Clare Helen Welsharé e ilustrações de Ashling Lindsay
Editado pela Nuvem de Letras em 2019


O avô já não se lembra de algumas coisas como antigamente.

Às vezes fico triste e não compreendo. 
Mas não faz mal. Eu gosto tanto dele quanto sempre gostei. 
E sei que ele também gosta de mim. A mamã diz que as memórias do avô são como as maré. 
Às vezes estão mesmo aqui ao pé e cheias de vida. 
Outras vezes, estão muito, muito longe e quase adormecidas.
Fonte: interior do livro

Ilustrações de Ashling Lindsay


Uma história comovente sobre família e aceitação, que ajuda os mais pequenos a perceberem as mudanças numa pessoa de quem gostamos e que vai perdendo as memórias. Este livro traz consigo uma mensagem de amor e de superação que se tornará um exemplo para qualquer um de nós.

Fonte: https://penguinlivros.pt/
Para aceder ao catálogo em linha

Obra disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil
Boas Leituras!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

"Casa de Família", um livro de Sophie Blackall

Casa de família
Autora e ilustradora Sophie Blackall
Editado pela Fábula em 2024


"Para lá de uma montanha,
no fundo de uma estrada,
à beira de um riacho cintilante
que serpenteia pelos campos,
há uma casa..."

Este livro convida-nos a espreitar pelas janelas de uma casa onde doze crianças nasceram e cresceram. A autora guia-nos através das suas divisões e do quotidiano da família que a habitou durante anos e anos.

Ficamos a conhecer um pouco da história de uma família real, de onde a autora resgatou factos e artefactos para a realização deste trabalho que nos maravilha a cada virar de página, com a riqueza dos seus detalhes e a luminosidade dos ambientes que recria.

Sophie Blackall, duas vezes vencedora da medalha Caldecott propõe-nos uma visita a um espaço de afetos e histórias que perdura para lá do tempo em que foi habitado.
Fonte: contracapa do livro

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura

Para aceder ao catálogo em linha

Obra disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil
Boas Leituras!

sexta-feira, 8 de maio de 2020

"Viagem ao Património Português", um livro de Rita Jerónimo

"Viagem ao Património Português"
Texto de Rita Jerónimo e ilustrações de Alberto Faria~
Editado por Fábula em 2018

Começa assim:

"Mal passam a porta de desembarque, 
Sara e o Tomás procuram logo pelos avós.
- Ali estão eles! - grita a Sara, entusiasmada.
As crianças correm na direção do casal, que de imediato os recebe e abraça fortemente.
- Meu Deus, vocês estão tão crescidos! - dizem em uníssono os avós, com a voz embargada pela emoção de rever os seus netos ao fim de quase um ano de separação.
- Eu cresci oito centímetros este ano! - afirma o Tomás, esticando-se em bicos de pés, orgulhoso. - Deve ser por causa da comida inglesa..."
Fonte: interior do livro

Ilustrações Alberto Faria

O património é aquilo que herdamos dos nossos antepassados, que é transmitido entre gerações e que as pessoas reconhecem como parte da sua história e da sua cultura.»
Os avós da Sara e do Tomás desafiaram os netos para uma viagem à descoberta do património cultural português reconhecido como Património da Humanidade pela UNESCO. Ao longo do passeio vão ficar a conhecer a Paisagem do Douro Vinhateiro, os Bonecos de Estremoz, o Convento de Cristo, o Fado, entre muitos outros tesouros do nosso país.

Ilustrações Alberto Faria

As ilustrações bem-humoradas de Alberto Faria, combinadas com o rigor e a criatividade do texto de Rita Jerónimo, tornam esta viagem inesquecível para leitores de todas as idades.
E no final, as observações divertidas e curiosas dos irmãos e as explicações simples, e cheias de sabedoria, do avô Zé e da avó Alice vão deixar saudades.
Afinal, a saudade é ou não é um património cultural imaterial português?
Fonte: Wook

Obra disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil
Boas Leituras!

quarta-feira, 29 de abril de 2020

"Curupira Pirapora" de Tatiana Salem Levy

"Curupira pirapora"
Texto de Tatiana Salem Levy e ilustrações de Vera Tavares
Editado por Tinta da China em 2012

Começa assim: 

“ Era uma vez um curupira que morava nas margens do rio Negro, na Amazónia. Seu nome era Pirapora, em homenagem ao pai, Pira, e à mãe, Pora. Desde pequeno, ele morava sozinho, porque é assim que moram os curupiras. 

Um dia, o mundo todo parecia contente, menos Pirapora, que estava pra lá de jururu, sentado no tronco de uma árvore, desanimado de dar dó.”
Fonte: interior do livro


O Curupira Pirapora vive sozinho na floresta. Cabelos vermelhos, pelos verdes, olhos amarelos, pés virados para trás, ele rebola-se a rir quando assusta os visitantes. 
A mameluca Janaína é uma menina da cidade, cheia de pulseiras e brincos. Filha de mãe branca e pai índio, passa as férias na Amazónia com os avós, mas treme de medo por causa dos bichos, das plantas, dos ruídos… 
Certo dia, estes dois tropeçam um no outro. Imaginam o susto? 
Recuperados do choque, a mameluca e o curupira – que, para quem não sabe, é uma personagem mítica do Brasil – vivem mirabolantes aventuras pela selva fora.

Ilustrações de Vera Tavares
Fonte: interior do livro


Obra disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil
Boas Leituras!

quarta-feira, 25 de julho de 2018

"É tudo primos e primas", um livro de Júlio Isidro

"É tudo primos e primas"
Texto de Júlio Isidro e ilustrações de Inês do Carmo
Editado pela Asa em 2004

Olá, Sobrinhos!

Eu sou o Tio Julião e já conto histórias aos meus sobrinhos há muito tempo. 
Desde há dois anos que todas as semanas invento uma história que sai no jornal 24 Horas. 
Muitas vezes começo a escrever sem saber o que vou inventar e onde é que a história vai parar. Mas, depois, a história acontece, porque a fantasia que está dentro de mim dá uma grande ajuda. 
De todas essas histórias escritas até agora escolhi nove de que gosto muito. 
Mas a escolha foi difícil porque ficaram de fora muitas, muitas que eu gostaria de vos contar. 
Quando as lerem, com a ajuda ou não dos pais, dos avós e de um tio “fixe”, como o Tio Julião, vão poder mergulhar no Oceanário, passar Um Dia na Selva, viver uma aventura na Casa do B.B ou encontrar o Monstro das Neves

Os heróis destas aventuras são meus sobrinhos Mariana, Francisca, Lourenço, Max e Xavier, mas também todos aqueles que eu não conheço e que vão ler estas histórias e navegar nas ondas da imaginação. 

Se gostarem destas, tenho mais para contar. 

Abraços e beijinhos do 
Tio Julião
Fonte: Contracapa do livro


Livro disponível na  Rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

"O Primeiro Dia de Escola", um livro de António Mota

O primeiro dia de escola
Texto de António Mota e ilustrações de Paulo Galindro.
Editado pela Asa em 2014

"Aproxima-se o primeiro dia de escola para a Inês. Ela anda irrequieta e ansiosa, e não pára de fazer perguntas. António, o irmão mais velho, diverte-se imenso com a situação e inventa respostas mirabolantes que a deixam ainda mais desconcertada. Fala-lhe da comida da cantina, que inclui "formigas fritas com pimenta", e dos "olhos mágicos dos pratos" que adivinham tudo o que nós pensamos. Inês fica espantada. Até um pouco assustada! 
Mas logo o avô Júlio recorda a primeira vez que foi à escola, numa história que mete sonhos, os conselhos da sua avó Rosa e a descoberta de um novo mundo, naqueles que foram "os dias mais doces" da sua vida. Inês parece outra, e até já pensa em levar o Fiel, o cãozito do avô, consigo para Cruzando gerações e vivências, António Mota escreve sobre o crescimento e o encontro com novas realidades, sobre a família e a partilha de sentimentos, sobre a amizade que se conquista e se perpetua, recorrendo sempre que possível à fantasia e ao insólito. 
Amanhã, Inês irá feliz para a escola, com a sua mochila cheia de livros e cadernos e material novinho a estrear, sabendo que o medo é apenas "uma mancha branca, parecida com uma nuvem" que os avós podem fazer desaparecer…"
Fonte: WooK



Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura 
para o 2º ano de escolaridade

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

"A última Paragem", um livro de Matt De La Peña


"A última Paragem"
Texto de Matt De La Peña e ilustrações de Christian Robinson
Editado pela Minotauro em 2017

"Todos os domingos, depois de irem à igreja, o Alex e a sua avó apanham o autocarro e atravessam a cidade. No entanto, hoje, ele pergunta porque não têm um carro como o seu amigo Bernardo
Porque não tem um iPod como os outros meninos no autocarro? 
Porque têm sempre de descer na parte mais suja da cidade? 
Cada uma destas perguntas é clarificada pelas respostas animadoras da avó, que o ajuda a ver a beleza e a diversão daquela rotina e do mundo à sua volta.

Esta viagem, cheia da energia de uma cidade movimentada, dá relevo a um olhar maravilhoso, que só pode ser partilhado entre avós e netos, ganhando vida através da escrita vibrante de Matt de la Peña e das ilustrações radiantes de Christian Robinson."

Fonte: Wook



Bestseller do New York Times
Medalha Newberry 2016
Livro de Honra Caldecott 2016
Livro de Honra Coretta Scott King Illustrator 2016
New York Times Book Review Notable Children's Book de 2015
Melhor livro infantil de 2015 pelo Wall Street Journal



«Nas páginas comoventes de A Última Paragem torna-se translúcido que a pobreza material não significa pobreza espiritual nem falta de imaginação.»

The Wall Street Journal


«É também o carinho do seu relacionamento intergeracional que torna este livro tão agradável, quer para os leitores mais novos quer para os adultos que partilhem com eles esta leitura.»

The New York Times Book Review


«[A Última Paragem] encontra beleza em sítios inesperados, explora a diferença entre o efémero e o que persiste, explora a desigualdade e é testemunha do amor partilhado por um menino afroamericano e a sua avó.»
Publisher's Weekly


Fonte: interior do livro

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Hoje e sempre: Dia Mundial dos Avós


Amores de Família
Texto de Carla Maia Teixeira e ilustrações de Marta Monteiro
Editado pela caminho em 2015

"As famílias deste livro são todas funcionais mas retratam os variados perfis de famílias da atualidade. 
Além do tradicional pai, mãe e respetivos filhos, temos as monoparentais, com avós que complementam a ausência dos pais, com tios desempregados, com filhos de casamentos anteriores, de acolhimento, homossexuais… A personagens são inspiradas na antiga mitologia greco-latina porque nada mais heterogéneo do que as relações familiares do Olimpo. Para realçar ainda mais o ecletismo destas famílias, os deuses são tratados pela ilustração como oriundos de diferentes raças e credos."
Fonte: www.caminho.leya.com/pt 

"AVÓ CERES

A época do ano preferida da Avó Ceres são as férias de Natal, quando o apartamento fica pequeno para acolher toda a familia. Alguns filhos e filhas vêm do aeroporto e de sítios ainda mais distantes, onde trabalham o ano inteiro. Enquanto isso, a Avó Ceres toma conta dos netos, a quem ensina a fazer compotas e conservas de frutas, que vai comprar à praça. Maio traz-lhe a saudade. Cheia de paciência, ela espera que as sementes germinem, que os netos cresçam e que o Natal lhe devolva os filhos outra vez.

AVÔ JÚPITER

Ao contrário  da Avó Ceres, o Avô Júpiter nem sempre tem os pés bem assentes na terra. Os filhos dizem que tem a mania das grandezas. Quem quiser encontrá-lo deve procurar primeiro no terraço, onde se dedica a construir casinhas de madeira para os pássaros. Também cultiva legumes e ervas aromáticas para os cozinhados da Avó Ceres. Vê bem  como uma águia e jura que consegue avistar, em bicos de pés, a serra onde ambos nasceram há muito tempo. Quando os netos o incomodam, pode ralhar como um trovão, mas ninguém duvida de que o seu coração é enorme."
Fonte: interior do livro

Ilustrações de Marta Monteiro


ABC DOS DEUSES

As famílias deste livro podem ser encontradas em qualquer parte do mundo, neste momento. São inspiradas nos principais deuses e deusas da mitologia greco-latina: nas suas personalidades, emoções, amores, dons, talentos, e manias. Viviam no Monte Olimpo e também formaram as suas famílias; sendo muito parecidos, afinal, com os humanos ( tirando os poderes sobrenaturais). Neste glossário encontram-se os nomes dados pelos Romanos, em letras maiúsculas, seguidos dos nomes originais dos Gregos, entre parêntesis. Talvez conhecendo os nossos antepassados possamos compreender melhor as nossas famílias.

Fonte. interior do livro 




"Há pais que discutem por causa dos lugares de estacionamento e há outros para quem o mais importante é um lugar ao sol."
Fonte: contracapa do livro



Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

"Avô, conta outra vez", de José Jorge Letria

"Avô, conta outra vez"
Texto de José Jorge Letria e ilustrações de André Letria
Editado pelo Clube de Autor em 2014
“Que avô ou avó não deseja contar aos netos as histórias que permaneceram na memória da sua infância? Que neto não gosta de ouvir aquilo que os avós, com mais tempo e tranquilidade que os pais, têm para lhes contar? 

Este livro de José Jorge Letria e André Letria, pai e filho com vasta obra já criada em parceria, celebra esses momentos mágicos que são os de partilha de memórias e de afetos entre os mais velhos e os mais novos.
Premiado no Brasil, em 2010, com o melhor livro em língua portuguesa para os mais novos, Avô, conta outra vez festeja o que é especial e único: as coisas simples que merecem ser transmitidas pelo som da voz, pelo olhar e pelos gestos.

Um livro para avós, pais e netos se lembrarem sempre do valor da palavra e da ternura que é capaz de unir gerações numa viagem eterna.”
Fonte: contracapa do livro


(...)


(...)


(...)

Ilustrações de André Letria

Mora neste livro um poema que a ternura de um avô dedicou ao seu neto pequenino. O menino cresce com «estrelas no olhar e andorinhas no sorriso», a ouvir muitas palavras novas e a saltitar em passos pequenos. Feliz, o avô dá-lhe a mão enquanto planeia os longos passeios que farão e os livros que lhe lerá, esperando ouvi-lo sempre a pedir: «Ó avô, conta outra vez!» Esta prenda é embelezada por outra mão familiar em desenhos de objetos e paisagens com o cheiro do outono e a calma do mar.

Fonte: www.catalivros.org




Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 3º ano de escolaridade.

O Autor: 

Fonte: interior do livro
Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

terça-feira, 18 de abril de 2017

"Histórias para os Avós lerem aos Netos 2" de Isabel Stilwell

"Histórias para os Avós lerem aos Netos 2"
Texto de Isabel Stilwell com ilustrações de Pedro Salvador Mendes.
editado pela Verso de Kapa em 2016

“Depois do enorme sucesso de Histórias Para os Avós Lerem aos Netos 1, chegam mais histórias testadas em netos de carne e osso. 
As histórias deste livro e a realidade de muitos avós e netos não são pura coincidência.
São histórias com birras e dentes a abanar, meninas que não querem tomar banho, ou que têm medo do desconhecido e do escuro, meninos que fogem da escola e, claro, manas do meio esmigalhadas entre os irmãos. Histórias cheias de magia, de magia verdadeira, porque os avós sabem que os netos vão precisar delas para serem felizes. 
São histórias "verdes", com monstros vegetarianos e gente que, nas mãos, em vez de dedos tem árvores.
São histórias cheias de coisas por descobrir: onde vivem as formigas, quantas patas têm os insectos, por que é que algumas ovelhas têm asas? 
Mas, acima de tudo, são histórias para a voz dos avós. Pontos de partida para tantas outras, pretexto para momentos especiais em que, por um bocadinho, os pais não podem entram.”

Fonte: contracapa do livro

Fonte: Badana do livro


Ilustração da história "É um inseto, se tiver..."

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quinta-feira, 2 de março de 2017

"Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noites de Luar" de José Jorge Letria

"Versos para os pais lerem aos Filhos em noites de Luar"
Texto de José Jorge Letria e ilustrações de André Letria
Editado pela Ambar em 2005 (3ª ed.)
Um livro de versos carregados de ternura e imaginação que pretende fazer a ponte entre pais e filhos, entre avós e netos, num tempo cada vez mais vazio de sonho e de afecto. Um livro que os mais crescidos vão gostar de ler aos mais pequenos para que eles nunca esqueçam a paixão da leitura e o amor de quem lha transmitiu.
Um livro de todas as idades e para todas as idades que guarda em si, intacto, o tesouro da infância. Versos onde se cruza a lembrança de passado com o sabor do futuro.
Um livro em que a poesia é vivida como um acto de amor entre quem lê e quem ouve. Para ler e recordar sempre.

Fonte: contracapa do livro


Começa assim:

Com versos da cor da lua
és tão grande e pequenino
como esta página branca
em que leio o teu destino.
Dorme agora sossegado
como as nuvens à noitinha
que eu fico aqui a teu lado
com a tua mão na minha.


Com versos da cor da luz
é que eu embalo o teu sono
nessa cadência suave
das cantigas no Outono.
E vêm bruxas e fadas,
duendes e feiticeiras
com mantos feitos de bruma
para saltar as fogueiras.

(…)


Com versos feitos de sonho
é que eu te faço sonhar
que és golfinho e rouxinol
ou peixe de prata a brilhar.
E cada linha que tu lês
é perfeita como o traço
de um pintor que te envolve
com as cores de um abraço.

Cada palavra que leres
há-de alargar o teu mundo
acrescentando sentido
ao que sabes lá no fundo,
e aquilo que tu nomeias
passa a ter nome e lugar,
tesouro de sons soletrado
quando te pões a falar.

(…)

Cada palavra que aprendes
tem o gosto da aventura
e a magia secreta
que há no acto da leitura.
Cada palavra que escreves
é um fruto já maduro
que cai da árvore dos sons
e tem sabor de futuro.
(…)

Cada palavra aprendida
sabe a estrelas e a ilhas
e vai pela mão de Alice
ao País das Maravilhas.
Cada palavra já lida
ao mapa há-de acrescentar
mais uma rota esquecida
que os livros hão-de lembrar.

(…)

Cada palavra que nasce
mesmo no centro da fala
é como um tesouro oculto
no recanto de uma sala,
e pode ser um unicórnio,
dragão ou mesmo arlequim,
transformando-se em pomba
quando a história chegar ao fim.

(...)"
Fonte: interior do livro 

Ilustrações de André Letria
Nesta colectânea, a poesia e a ilustração servem como pretexto para celebrar uma intimidade ou uma familiaridade protegida pela noite, a caminho do sono e do sonho, um espaço partilhado por pais e filhos – como o título, aliás, anuncia. Mas estes versos, evidenciando marcas típicas das canções de berço ou de embalar, como a brevidade, as repetições, o ritmo cadenciado ou o tom apelativo, entre outras, não representam simplesmente uma forma de adormecer os mais novos. Na verdade, servem ainda, em perfeita harmonia com expressivos e extensos elementos pictóricos, como um passaporte para a interminável viagem do despertar para os encantos das palavras e da leitura e da escrita.


Fonte: Por Sara Reis da Silva in www.casadaleitura.org


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 1º ano de escolaridade. 

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Livro da Avó de Luís Silva

O Livro da Avó
Texto e ilustração de Luís Silva
Ediatdo pela Afrontamento em 2010

O Livro da Avó resgata memórias de ternura: das festas com coca-cola, das brincadeiras com os primos, dos passeios e da varanda com o mar como horizonte. Grande, velhinha e enrugada como a maioria das avós. E quando já somos grandes e nos lembramos percebemos a falta que nos fazem.”

Fonte: Wook

Começa assim:

"A minha avó disse-me um dia:
"Fazes-me falta"
  



Ele matou-o depois de uma luta
que lhe causou muitas feridas, quase a vida...


Noutras ocasiões beijávamo-nos e isso era bom.
Ela depois ficava com menos rugas.


E de cada vez que voltava...


 ...era uma festa!"
(...)
 Fonte: interior do livro

“A invulgaridade do extenso formato deste belo álbum narrativo, ideal para pré-leitores ou para aqueles que dão os primeiros passos no universo da leitura, prende, de imediato, a atenção. Trata-se de uma narrativa muito breve e simples, motivada pela memória e pela saudade de uma avó especial. O narrador, coincidente com uma voz infantil, evoca a figura anunciada pelo título, dedicando-lhe toda a atenção e afecto. Destacando-se em dimensão e em sugestões interpretativas relativamente ao condensado texto verbal, a componente ilustrativa, dominada pelos tons escuros e sombrios, parece sugerir a força do passado e o desgaste que o tempo impõe à memória.”


Por Sara Reis da Silva


Para ler em:

Vencedor do Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para Educação Pré-Escolar.
Obra disponível na Rede de Bibliotecas do concelho de Arganil

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Plantinha dos meus Pais de Manuela Ribeiro

A Plantinha dos meus Pais
Texto de Manuela Ribeiro e ilustrações de Nídia Nair
Editado pela Textiverso em 2015

“Com um texto pedagógico de Manuela Ribeiro, ilustrado de forma magistral por Nídia Nair, este é um livro dirigido a crianças e educadores. Um livro para falar das famílias e de alguns problemas que elas enfrentam na actualidade, muito especialmente a infertilidade e o desejo de adopção. 
A ”plantinha” é aqui a metáfora da criança desejada. E quando, finalmente, a possibilidade de adoptar surge, a família exulta e exclama com um sorriso de felicidade: 
«– É esta! É esta a nossa plantinha!» 
Consta que, levando-a para casa, a nova família passou a cuidar dela com tanto amor como se tivesse nascido de uma das sementes que deitou à terra.”
Fonte: www.textiverso.com

Começa assim:

"A mãe e o pai
queriam muito ter
uma plantinha em casa.
Muito, muito, muito!
Queriam deitar a semente à terra,
vê-la germinar e crescer e cuidar dela para sempre.

Então arranjaram um vaso, encheram-no de terra
e colocaram nela uma semente.

A semente não germinou
                  e a mãe e o pai ficaram muito tristes.

Voltaram a deitar outra semente à terra.
(...)"
Fonte: interior do livro
Um livro delicioso para ler em família...

Obra disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Pequerruchos de Mar Pavón

“A Mamã Pimpona quer alimentar os seus famintos pimponzinhos, mas por nada deste mundo recorreria àqueles saborosos…”

“Pequerruchos”
Texto de Mar Pavón com ilustrações de João Vaz de Carvalho
Editado pela OQO em 2010.
Começa assim:

"Naquela manhã
a mamã Pimpona não encontrava nada
para dar de comer aos seus quatro pimponzinhos.

Escavou nas dunas
mas a areia queixou-se:

- Vai procurar noutro lado, Pimpona!
Aqui só há tesouros de piratas,
pegadas de pés vagabundos
e pequerruchos.

A mamã Pimpona obedeceu:
os tesouros de piratas seriam indigestos,
as pegadas não dariam para nada
e os pequerruchos... isso é que não!

Por nada deste mundo
daria pequerruchos
aos seus pimponzinhos!

A mamã Pimpona foi à praia e mergulhou no mar,
mas a água queixou-se:

- Vai procurar noutro lado, Pimpona!
Aqui só há garrafas com mensagens,
esteiras de sereias
e pequerruchos.


A mamã Pimpona obedeceu:
as garrafas com mensagens não se podiam engolir,,
as esteiras de sereias saberiam a pouco
e os pequerruchos... isso é que não!

Por nada deste mundo
daria pequerruchos
aos seus pimponzinhos!"

(...)

Ilustrações de João Vaz de Carvalho


“Nesta divertida e original história sobre o absurdo de certas proibições,  Mar Pavón dá vida a uma galeria de personagens surrealistas que nos cativam desde o primeiro momento, enquanto que o ilustrador português João Vaz de Carvalho sai airoso do repto de tornar visíveis uns curiosos protagonistas assumindo essa perspectiva fantasiosa que envolve uma proposta que, sobretudo, convida a sorrir.
O artista português desdobra uma generosa paleta cromática de cores quentes, na qual brancos e vermelhos marcam a pauta de umas ilustrações de clara orientação narrativa, que complementam a proposta literária mantendo um delicado equilíbrio estrutural na carga informativa fornecida em cada uma das páginas duplas em que se desenrola a história.
A tipografia é chave para pôr em destaque alguns momentos narrativos que sustentam a história, ao mesmo tempo que permite uma confortável leitura; o seu papel neste álbum é importante, sobretudo na parte final do livro, onde a peripécia se resolve com a contribuição do narrador, que propõe uma solução para o problema colocado e encerra uma obra cheia de humor do princípio ao fim.”

Fonte: OQO Editora

Ilustração da contracapa do livro

 Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 2º Ano de escolaridade
Leitura autónoma e/ou Leitura com apoio do professor ou dos pais.

Obra disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!