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sábado, 7 de março de 2026

"Livro com cheiro a chocolate", um livro de Alice Vieira

 

"Livro com cheiro a chocolate"
Texto de Alice Vieira e ilustrações de Daniela Gonçalves
Editado por Texto Editores em 2005

Quinze pequenos contos
fazem deste livro uma agradável companhia para crianças e adultos.
Seja numa tarde de chuva passada em casa, seja na hora em que as crianças vão para a cama, este livro permitirá momentos inesquecíveis de leitura, aprendizagem e troca de experiências...
São histórias verdadeiramenre deliciosas quer pelo que contam, quer pelo irresistível aroma de chocolate que as perfuma.
O Cheiro a Chocolate despertará o interesse dos mais pequenos e servirá de moldura aromática à prosa incomparável de Alice Vieira, autora que dispensa apresentações e que, nestes contos didácticos, com a mestria que lhe é conhecida, vai conduzir as crianças no caminho da leitura, apresentando-lhes vocabulário, jogando com as palavras e brincando com a gramática e acentuação.

Fonte: Contracapa do livro
Para aceder ao catálogo em linha

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

sexta-feira, 6 de março de 2026

"A arca do tesouro", um livro de Alice Vieira

 

"A arca do tesouro"
Texto de Alice Vieira e ilustrações de João Fazenda
Editado por Caminho em 2022

"De cada vez que acaba a chuva, o vento, as tardes escuras e as manhãs geladas, há uma voz que rompe 
das raízes das árvores adormecidas e entra no coração das pessoas.
Então as pessoas abrem os olhos devagar, muito devagarinho porque a voz que agora as habita lhes murmura:
- Chegou o tempo de não ter pressa.
E os dias duram muito mais, porque o sol se deixa ficar pendurado no céu durante muito mais tempo, e estende os seus braços e entra na terra, na areia da praia, no cabelo das mães, nos gelados que se derretem nas mãos das crianças."

Fonte: interior do livro

Para aceder ao catálogo em linha

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

sábado, 21 de maio de 2022

Todos os dias um Autor Português: Alice Vieira

Um ladrão debaixo da cama
Texto de Alice Vieira e ilustrações de Vasco Colombo
Editado por Caminho em 1991

Começa assim:

"Era uma vez uma velha, muito velha, que vivia com o neto numa casa de uma aldeia perto da floresta. Diziam que a velha sabia a cura para todas as doenças e que bastava beber um dos seus chás para que um quase-morto ficasse mais corado que uma romã.
Todos os dias ia a velha à floresta procurar as ervas para os chás que tudo curavam, e sempre que saía recomendava ao neto: 
- Cuidado, muito cuidado! Até eu voltar, rei ou mendigo não deixarás entrar!
E o neto prometia.
E a velha lá ia."
Fonte interior do livro


Esta história tradicional portuguesa é uma das retomadas por Alice Vieira, que recuperam criteriosamente narrativas populares orais. A ilustração é de qualidade em todos os volumes, que têm o formato e as características do álbum. 
Se lidos em voz alta, estes recontos conquistam o ouvido e a atenção dos mais pequenos, em especial pela arte com que são recuperados aspectos fundamentais da narrativa oral tradicional, como a constância das fórmulas introdutórias, a reiteração dos verbos de acção, as frases de forte acento rítmico, as rimas internas e a prosa entremeada de pequenos textos em verso. 


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 2º ano de escolaridade


Alice Vieira
A Autora: Alice Vieira

Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente tendo editado na Caminho mais de cinco dezenas de títulos. Em 1979 recebeu o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa; em 1994, o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Foi indicada, por duas vezes, como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen (o mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens). 
Alice Vieira é uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projeção nacional e internacional. Foi igualmente apresentada por duas vezes, como candidata ao ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award).
Fonte Wook

Para aceder ao Catálogo em linha

Obra disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil
Boas Leituras!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Ouve com atenção esta é a nossa sugestão

Duas vezes por semana, a Sala Infantil apresenta sugestões de livros e leituras partilhando excertos de obras que povoam as estantes da nossa biblioteca. Estas partilhas tem como objetivo contribuir para a promoção da leitura e divulgação de obras literárias.

Para ouvir aqui e em qualquer lugar!
E para isso basta clicar! 



                                         Sugestão de leitura apresentada por Lisa Simões

Para acederes ao empréstimo em linha desta obra
clica na seguinte hiperligação:

http://catalogorbca.cm-arganil.pt/Pacwebv3/SearchResultDetail.aspx?mfn=25969&DDB=

Boas Leituras!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Ouve com atenção esta é a nossa sugestão

Duas vezes por semana, a Sala Infantil apresenta sugestões de livros e leituras partilhando excertos de obras que povoam as estantes da nossa biblioteca. Estas partilhas tem como objetivo contribuir para a promoção da leitura e divulgação de obras literárias.

Para ouvir aqui e em qualquer lugar!
E para isso basta clicar! 


Sugestão de leitura apresentada por Rita Cunha

Para acederes ao empréstimo em linha desta obra
clica na seguinte hiperligação:

http://catalogorbca.cm-arganil.pt/Pacwebv3/SearchResultDetail.aspx?mfn=62&DDB=

Boas Leituras!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

"A que sabe esta história?" Um livro de Alice Vieira com receitas de Vítor Sobral

"A que sabe esta história?"
Um livro de Alice Vieira com receitas de Vítor Sobral
Ilustrações de Carla Nazareth.
Editado pela Oficina do Livro em 2007

"Sabias que o Lobo Mau queria comer a merenda do Capuchinho Vermelho?
E que a Branca de Neve convidou os seus amigos anões para abrirem um restaurante?

Pois é, em A Que Sabe Esta História, Alice Vieira reconta histórias de sempre com muito humor e ... sabor!        
Vitor Sobral dá uma receita por conto, para cozinhares com os teus pais.

Diverte-te a ler e a descobrir os segredos da culinária!
Um livro cheio de histórias para ler, cozinhar e saborear!"
Fonte: contracapa do livro


Aqui ficam algumas das receitas que podes encontrar neste livro:





Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para alunos do 5º e 6º anos

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Hoje é o Dia Mundial da Criança

Aqui ficam algumas sugestões de leitura para este dia tão especial:

A Amizade explicada às crianças
Um livro de Jean-Louis Ducamp
Editado pela Terramar em 1998.

“Uma mão que se estende para outra pessoa. Duas mãos que se apertam sobretudo se estas duas mãos são de cores diferentes - É este o sinal que põe de acordo todos os homens quando se fala de Amizade. É o que nos diz Jean-Louis Ducamp neste belo livro. 
Naturalmente, diz-nos muito mais: a Amizade é uma extraordinária mistura de sentimentos e acções. Não basta apertar a mão a alguém para se demonstrar que somos amigos dessa pessoa. Será, muito mais, pela maneira como nos comportamos com essa mesma pessoa que poderemos provar a verdade da nossa amizade.”
Fonte: contracapa do livro

As crianças das histórias
um livro de J. L. Garcia Sanchez e M. A. Pacheco
Editado pela Despertar em 1979.

“A colecção “Os direitos da criança” consta de dez livros cujo objetivo é ilustrar cada um dos dez princípios do dos Direitos da Criança, proclamados pela ONU, em 1959. 
A criança deve usufruir de todos os direitos enunciados nesta declaração. Estes direitos devem ser reconhecidos a todas as crianças sem excepção e sem distinção... por motivos de raça, cor, sexo... origem social, posição económica, nascimento...”
Fonte: contracapa do livro

"Contos de Andersen para crianças sem medo"
Um livro de Alice Vieira com ilustrações de Carla Nazareth
Editado pela Oficina do Livro em 2010.

“Em Contos de Andersen para Crianças sem Medo” poderás conhecer histórias de encantar que o tempo trouxe de longe e que Alice Vieira escolheu e… escreveu! O Pequeno Abeto, O Acendedor, Os Sapatos Vermelhos, A Polegarzinha, O Pião e a Bola. Diverte-te a ler e a descobrir a sabedoria que cada conto tem para te dar!”

Fonte: contracapa do livro

Livros disponíveis na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras e um Dia muito feliz!

terça-feira, 17 de maio de 2016

O livro com cheiro a chocolate de Alice Vieira

Livro com cheiro a chocolate
Textos de Alice Vieira e ilustrações de Daniela Gonçalves
Editado pela Texto Editores em 2007

“Quinze pequenos contos fazem deste livro uma agradável companhia para crianças e adultos.
Seja numa tarde de chuva passada em casa, seja na hora em que as crianças vão para a cama, este livro permitirá momentos inesquecíveis de leitura, aprendizagem e troca de experiências…
São histórias verdadeiramente deliciosas quer pelo que contam, quer pelo irresistível aroma de chocolate que as perfuma."



História "O melhor presente"
Página 24 e 25

O Cheiro a Chocolate despertará o interesse dos mais pequenos e serve de moldura aromática à prosa incomparável de Alice Vieira, autora que dispensa apresentações e que, nestes contos didácticos, com a mestria que lhe é conhecida, vai conduzir as crianças no caminho da leitura, apresentando-lhes vocabulário, jogando com as palavras e brincando com a gramática e acentuação.”
Fonte: Contracapa do livro

Outros títulos da mesma colecção:






Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura
para o 2º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.


Obras disponíveis na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

terça-feira, 4 de março de 2014

Alice Vieira: como nasce uma escritora

     Está patente na Sala infantil e juvenil uma exposição intitulada "Alice Vieira: como nasce uma escritora". Composta por quatro cartazes os visitantes podem descobrir mais informações acerca da sua vida e obra e encontrar sugestões de leitura que vão desde o romance, ao teatro, à poesia e às histórias tradicionais. Alice Vieira é considerada a escritora portuguesa de livros para jovens mais traduzida e divulgada no estrangeiro.
    A sua escrita é associada a uma crescente capacidade na construção narrativa e ao dom de criar heróis problemáticos, verosímeis e psicologicamente consistentes, o que leva o leitor a não dispensar a sua leitura e a prender-se ao livro de uma forma atractiva...
       



"Porque escrevo para crianças?

“Todos nós gostamos de encontrar um culpado para as aventuras em que nos metemos... É cómodo, é fácil, a gente aponta e diz: «foi por causa dele».
Pois eu também tenho um culpado: posso espetar bem o meu dedo indicador e dizer: 
- O culpado foi ele. Ele é que me levou para esta vida...
Neste caso foi ela. Acho que se não tivesse sido a queixa da minha filha, já lá vão uns sete anos, eu não me teria metido nisto... Portanto, a culpa foi toda, toda dela!
Um dia a Catarina  [actualmente, a escritora Catarina da Fonseca, filha de Alice Vieira e do escritor e critico de televisão Mário Castrim] chegou a casa e disse:
- Já li todos os livros que há para ler.
Fez uma pausa e disse:
- E agora, o que é que leio?
A Catarina tinha então nove anos, lia muito: não, evidentemente todos os livros que existiam, mas todos os que habitualmente se davam a quem tinha a sua idade.
- E agora? – repetia ela, com aquele ar solene que arranja nas ocasiões difíceis... Eu ia tentando dar uma ajuda (lê este, e mais este, e mais aquele) mas eram ajudas inúteis (já li, já li, já li...). Foi então que dei comigo a dizer-lhe:
- Então, se já leste tudo o que há, vamos nós as duas escrever um livro!
Meti papel à máquina e do bater dos dedos nas teclas saiu esta frase: «Quando a minha irmã nasceu o meu desapontamento foi tão evidente que a minha mãe, abafada entre lençóis e cobertores da cama do hospital, me disse: Ela vai crescer num instante!»
Olhei para esta frase, uma, duas, muitas vezes, e a partir dela outras vieram, e mais outras, até que o primeiro capítulo do livro estava feito. E cada capítulo que nascia era lido e discutido com a Catarina, feliz de participar naquela aventura...
E nunca mais parei. Tudo por causa da Catarina. Que hoje continua a ler tudo, e que escreve melhor do que eu.” 

In De que são feitos os sonhos : a antologia diferente.
Coord. de Luísa Ducla Soares. Areal Editores, D.L.1985. 


Rosa, minha irmã Rosa com ilustrações de Henrique Cayatte
Editado pela Caminho.

A trilogia Rosa, Minha Irmã RosaLote 12 - 2º Frente  e Chocolate à Chuva

No primeiro volume o nascimento da irmãzinha Rosa provoca conflitos internos a Mariana, conflitos esses que ao longo das páginas se vão resolvendo da melhor maneira; no segundo, a mudança da casa alugada para uma habitação própria, num
pequeno andar novinho em folha num bairro económico também novinho em folha e, mais precisamente, na rua que tem o nome seco de “Rua Projectada à Praça B”, cria-lhe problemas de outro tipo, mas não menos angustiosos. Não tenho dúvidas de que, numa considerável parte destes dois livros, as crianças se encontram, se identificam.”

 (Ilse Losa - “A propósito de dois livros de Alice Vieira – Contos de fadas, sim ou não?”.
O Jornal, 3/4/1981).  


Lote 12- 2º Frente com ilustrações de Henrique Cayatte.
Editado pela Caminho.

Chocolate à Chuva

Em Chocolate à Chuva «Mariana é confrontada, entre outros problemas, como um bem difícil: o divórcio. Os pais da Rita, sua amiga de sempre, tomam essa decisão. É a ruptura. É o fim da “casa da Rita”, é o “tremer” das coisas sólidas. Mariana vai entrar no emaranhado dos “quês” e “porquês” e vai-se sentir impotente para ajudar a Rita.» Mas Chocolate à Chuva é também «uma maneira fascinante de acompanhar o crescimento de uma adolescente atenta não só ao que se passa em redor dela mas também à sua própria evolução»”.

(Clotilde Costa in Diário de Noticias, 16/11/1982)


"Chocolate à chuva"com ilustrações de Henrique Cayatte.
Editado pela Caminho

Visita a exposição e requisita livros da Alice Vieira!     

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O pássaro verde de Alice Vieira


"A nossa história começa assim: era uma vez um rei que tinha três filhas.
Um dia, saía o rei do palácio para ir à caça, chamou as filhas e disse-lhes:
- Quando voltar quero que cada um me conte o que sonhou  esta noite.
Soaram as trombetas, largaram-se os cães, partiu o rei.
Quando voltou, chamou as filhas e lembrou-lhe o combinado.
Disse então a filha mais velha:
- Sonhei que tínheis encontrado um gigante que vos ameaçava de morte.
- Encontrei, mas salvei-me - disse o rei.
Disse a filha do meio:
- Sonhei que tínheis recebido uma ferida mortal no combate com um dragão de sete cabeças.
- Recebi, mas curei-me - disse o rei.
Disse a filha mais nova:
- Sonhei que me beijáveis a mão em sinal de obediência.
O rei nem queria acreditar no que ouvia:
- Como te atreves a sonhar que és mais importante do que eu?Como te atreves a sonhar que eu,teu pai e senhor, alguma vez iria humilhar-me aponto de te beijar a mão?
Tão furioso ficou o rei que atirou a princesa pela janela mais alta do palácio, fechando-a com tanta força que mais ninguém a  conseguiu abrir.
(...)"
Fonte: interior do livro

Ilustrações de Alain Corbel


“Esta história tradicional portuguesa é uma das retomadas por Alice Vieira, que recuperam criteriosamente narrativas populares orais. A ilustração é de qualidade em todos os volumes, que têm o formato e as características do álbum. Se lidos em voz alta, estes recontos conquistam o ouvido e a atenção dos mais pequenos, em especial pela arte com que são recuperados aspectos fundamentais da narrativa oral tradicional, como a constância das fórmulas introdutórias, a reiteração dos verbos de acção, as frases de forte acento rítmico, as rimas internas e a prosa entremeada de pequenos textos em verso. (A partir dos 4/5 anos, com apoio de um adulto.)
Fonte: Wook


"O pássaro levou-a nas suas asas verdes. voou sobre mares, lagos e montanhas,
e deixou-a num palácio enorme e vazio.
"

Para saberes o que aconteceu à filha mais nova do rei e quem é este pássaro verde, requisita o livro, que se encontra disponível na rede de
bibliotecas do concelho de Arganil.

O Pássaro verde, com textos de Alice vieira
e ilustrações de Alain Corbel.
Editado pela caminho em 1994
Boas leituras!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Expressões com história de Alice Vieira


Um livro de Alice Vieira com ilustrações de Ricardo Cabral, editado pela Texto Editores em 2012.

“Na casa do Pedro há tantas histórias para contar como perguntas ele tem para fazer. No meio de conversas quotidianas, surgem expressões idiomáticas que o Pedro não consegue perceber e que dão azo a risota e a histórias que até metem Romanos e dinossáurios! Porque há sempre uma explicação para as frases que usamos mesmo sem saber porquê.
E, como de pequenino é que se torce o pepino, o Pedro vai ficar a saber porque é que se exclama «Eureka!», se corre a «tirar o pai da forca», se dizem coisas «com sete pedras na mão» ou se «fazem ouvidos de mercador». 
Com a mestria das palavras de Alice Vieira e a magia das ilustrações de Ricardo Cabral, este livro explica-nos em pequenas histórias o significado e a origem destas e de tantas outras expressões, que tu, tal como o Pedro, certamente já ouviste.”

"Tirar o cavalinho da chuva"
Começa assim:

"Tudo começou quando uma noite, ao jantar, o meu pai, pelo meio da conversa, 
disse uma frase que eu não entendi, e eu lembrei-me de exclamar:
- O quê?!
Eu já devia saber que nunca se pergunta «o quê?» a um adulto, porque
de repente todos descobrem a sua vocação para professores e ficam
horas a explicar.
Nós já percebemos tudo - e eles ainda explicam.
Nós já saímos da sala - e ainda os ouvimos a explicar.
Nada a fazer, adulto é assim mesmo.
E a partir dessa noite, mesmo que eu não perguntasse «o quê?», assim 
que alguém lá de casa dizia uma frase mais estranha, aproveitava logo
para me dar uma lição.
Aqui para nós, que eles não me ouvem, confesso: às vezes até tinha graça...
E sempre servia para eu me armar em bom com a setôra de Português, 
que está sempre a dizer que eu tenho falta de leituras..."


Não perceber patavina, Andar à nora, Ouvidos de mercador, Cor de burro quando foge, Pôr as mãos no fogo, Dar a mão à palmatória, À grande e à francesa e A pensar morreu um burro são algumas das histórias que podemos ler...
Histórias com expressão e Expressões com história... para ler e partilhar!

Disponível na Rede de Bibliotecas do concelho de Arganil

quinta-feira, 21 de março de 2013

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Poesia


Poesia
É uma ilha
Rodeada de palavras
Por todos os lados
 Cassiano Ricardo

“(…) Porque a poesia, apesar de se fazer com palavras, está muito para além delas. É aquilo que essas palavras conseguem levar e depositar no nosso coração. E para que isso aconteça, não é preciso que sejam palavras complicadas, frases elaboradas, rimas perfeitas.
(…) E não há uma maneira única de escrever poesia. Há quem, através da poesia, conte uma história; há quem recorde um pequeno pormenor que lhe chamou atenção; há quem evoque cenas familiares; há quem escreva sobre um cheiro ou um olhar; há quem, muito simplesmente, brinque com as palavras e os seus sons.
Há poemas sobre animais, sobre pessoas, sobre sentimentos, sobre a natureza. Há poemas sobre fadas, sobre pastores, sobre crianças e velhos. Há poemas sobre uma rua, sobre uma casa, sobre uma pedra que de repente se encontra a meio do caminho. Há poemas sobre a tristeza e sobre a alegria. E podemos rir e chorar com eles. Pode-se escrever um poema a propósito de tudo. Não há temas melhores ou temas piores: há a arte de saber escrever a seu respeito de uma maneira criativa, ou seja, de uma maneira que seja só nossa. (…)
Lembra-te que um bom poema nunca é aborrecido, nunca é banal, nunca te deixa indiferente. Como escreveu um dia um poeta (e grande professor) português chamado Sebastião da Gama:

Poesia
Para quê buscar-te para além dos astros
Se nadas tão perto da gente?”

Alice Vieira, In O meu primeiro Álbum de Poesia.

Capa do livro "O meu primeiro álbum de poesia"
com seleção e prefácio de Alice Vieira e ilustrações de Danuta Wojciechowska
editado pela Dom Quixote em 2008
Para ler e reler!

Obras disponíveis na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Alice Vieira

Alice Vieira nasceu em Lisboa, no ano de 1943. Concluiu a licenciatura em Filologia Germânica em 1967. Apenas trabalhou como professora num curto período de tempo e a partir de 1969, Alice Vieira dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde cedo cativada para a literatura juvenil, foi a grande revelação portuguesa nesta área nos anos 80, tendo sido logo premiada com a sua primeira publicação, Rosa, Minha Irmã Rosa, em 1979, com o Prémio de Literatura Infantil «Ano Internacional da Criança».
É também conhecida pelos artigos e crónicas que continua a publicar em jornais e revistas. Considerada uma das mais importantes autoras portuguesas de literatura infanto-juvenil, os seus livros foram premiados diversas vezes. As suas obras foram traduzidas para várias línguas, destacam-se o alemão, o búlgaro, o basco, o castelhano, o galego, o francês, o húngaro, o neerlandês, o russo e o servo-croata.

"Porque escrevo para crianças?

Todos nós gostamos de encontrar um culpado para as aventuras em que nos metemos... É cómodo, é fácil, a gente aponta e diz: «foi por causa dele».
Pois eu também tenho um culpado: posso espetar bem o meu dedo indicador e dizer: - O culpado foi ele. Ele é que me levou para esta vida...
Neste caso foi ela. Acho que se não tivesse sido a queixa da minha filha, já lá vão uns sete anos, eu não me teria metido nisto... Portanto, a culpa foi toda, toda dela!
Um dia a Catarina chegou a casa e disse:
Alice Vieira
- Já li todos os livros que há para ler.
Fez uma pausa e disse:
- E agora, o que é que leio?
A Catarina tinha então nove anos, lia muito: não, evidentemente todos os livros que existiam, mas todos os que habitualmente se davam a quem tinha a sua idade.
- E agora? – repetia ela, com aquele ar solene que arranja nas ocasiões difíceis... Eu ia tentando dar uma ajuda (lê este, e mais este, e mais aquele) mas eram ajudas inúteis (já li, já li, já li...). Foi então que dei comigo a dizer-lhe:
- Então, se já leste tudo o que há, vamos nós as duas escrever um livro!
Meti papel à máquina e do bater dos dedos nas teclas saiu esta frase: «Quando a minha irmã nasceu o meu desapontamento foi tão evidente que a minha mãe, abafada entre lençóis e cobertores da cama do hospital, me disse: Ela vai crescer num instante!»
Olhei para esta frase, uma, duas, muitas vezes, e a partir dela outras vieram, e mais outras, até que o primeiro capítulo do livro estava feito. E cada capítulo que nascia era lido e discutido com a Catarina, feliz de participar naquela aventura...
E nunca mais parei. Tudo por causa da Catarina. Que hoje continua a ler tudo, e que escreve melhor do que eu.”

Antologia Diferente: De que são feitos os sonhos?
Porto: Areal Editores, 1986, pág. 183




Leituras

Rosa, Minha Irmã Rosa
“ (…) o nascimento da irmãzinha Rosa provoca conflitos internos a Mariana, conflitos esses que ao longo das páginas se vão resolvendo da melhor maneira (…)" 
 (Ilse Losa - “A propósito de dois livros de Alice Vieira –
Contos de fadas, sim ou não?”.O Jornal, 3/4/1981).



Começa assim (Capítulo I):

"Quando a minha irmã nasceu, o meu desapontamento foi tão evidente que a minha mãe, abafada entre lençóis e cobertores da cama do hospital, me disse:
      - Ela vai crescer num instante!
      Assim como se me pedisse desculpa nem ela saberia ao certo de quê.
      Num instante.
      Num instante?
      Num instante descia eu a rua para ir a casa da Rita trocar cromos ("não te compro mais enquanto não colares na caderneta todos os que tens!", dizia a mãe tantas vezes), ou para lhe emprestar um livro, ou ela a mim.
      Num instante bebia eu o leite nos dias em que me atrasava, para apanhar a carrinha da escola (...)
      Num instante ficava em água o gelo, em tempo de calor - e o que eu e a Rita tínhamos rido no dia em que a Chica estava cheia de medo que os cubos de gelo entupissem a pia...
      Não, a minha irmã não ia crescer num instante."

Um livro delicioso... repleto de emoções, dúvidas e muitas aventuras!



Obra disponível na Biblioteca Municipal Miguel Torga, Biblioteca escolar da EB1 de Arganil, Folques, Sarzedo, Coja, S. Martinho da Cortiça e Pombeiro da Beira e nas Bibliotecas Escolares da EB 2,3 de Arganil e Coja.