sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

“Como te sentes?", um livro de Anthony Browne

“Como te sentes?"
Texto e ilustrações de Anthony Browne
Editado pela Kalandraka em 2012
“Como te sentes?

Bem, às vezes sinto-me aborrecido... 

e às vezes sinto-me sozinho.

Às vezes sinto-me muito contente... 

e às vezes sinto-me triste."



Fonte: interior do livro


Com este livro, os mais pequenos aprenderão a expressar como se sentem, através de imagens e palavras simples: aborrecidos, contentes, tristes…

O texto é breve e complementa-se na perfeição com as suas ilustrações, cujo destaque vai para a expressão e atitude da personagem, em cenários adornados com acessórios do quotidiano – brinquedos, pinturas, livros… – que, por sua vez, reforçam cada conceito com a sua correspondente descrição visual.

Anthony Browne transporta-nos até ao mundo das emoções infantis, joga com as cores, os tamanhos, as tipografias: figuras que tanto crescem como diminuem; traços ondulantes; palavras maiúsculas, minúsculas ou cursivas, diferentes em função da sua carga emotiva.

“Como te sentes?” é um livro para pré-leitores e primeiros leitores, um livro de autoconhecimento e de socialização.

 O autor:
 Anthony Browne (Sheffield, Inglaterra, 1946)

Licenciado pelo Leeds College of Art, especializou-se em design gráfico. O seu afinco perfecionista pela representação da figura humana provém da influência de um dos seus primeiros trabalhos como desenhista num hospital de Manchester. A sua dedicação à ilustração infantil corresponde a uma etapa posterior, como desenhador de postais de felicitações. O seu estilo revela um interesse pelos pintores surrealistas, pelas cenas oníricas e pela introdução de elementos estranhos nas ilustrações.
Entre os galardões que recebeu ao longo da sua trajetória, destacam-se a Medalha Kate Greenaway, o prémio Kurt Maschler e a Medalha Children’s Laureate 2009. Mas, acima de todos, figura o Prémio Hans Christian Andersen no ano 2000 pelo conjunto da sua obra.
Foi o primeiro britânico a obter esta distinção, desde 1956. É um dos autores ingleses mais prestigiados pela sua contribuição para o desenvolvimento de novas formas de leitura, olhar e relacionamento com a linguagem plástica.
Assim o provam títulos como “Pela floresta”, “O livro dos porquinhos” e “As preocupações do Billy”, editados pela KALANDRAKA. 
Os críticos afirmam que o seu trabalho cria um universo pleno de referências culturais e artísticas, pistas visuais e chaves que valorizam a inteligência do leitor, para completar e interpretar o texto, independentemente da sua idade.

Fonte: Kalandraka

Ilustrações de  Anthony Browne

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para Educação Pré-Escolar

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

"O escuro" de Lemony Snicket

"O escuro"
Texto de Lemony Snicket e ilustrações de Jon Klassen
Editado pela Orfeu Negro em 2014

O Lucas vive numa casa grande e fria, com paredes despidas, tectos que rangem e uma cave sombria. O escuro vive na mesma casa que o Lucas. Esconde-se em cantos escuros e estende-se à noite por todos os espaços da casa. Numa destas noites, o escuro visita o Lucas no seu quarto e convida-o a visitar a cave, onde uma bela surpresa estará à espera dele...


O Lucas tinha medo do escuro...

Uma história de suspense sobre a superação de um dos medos associados à infância, o escuro, acompanhada das belas ilustrações de Jon Klassen.
Fonte: Fnac
Ilustrações de Jon Klassen
Melhor Livro Ilustrado 2013 - The New York Times
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 1º ano de escolaridade

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Livro negro das cores, de Menena Cottin e Rosana Faría


"O livro negro das cores"
Texto de Menena Cottin e ilustrações Rosana Faría
Editado pela Bruaá Editora em 2009

"A subtileza deste livro demonstra a beleza da percepção do mundo através dos nossos sentidos e na sua complementaridade. Convidando-nos a reflectir sobre como será aquilo que nos rodeia para quem não vê, esta grande obra obriga-nos a reformular o mundo através dos seus cheiros, sabores, texturas, sons; a recriar, de forma imaginativa, as coisas que nos envolvem. Um livro que nos lembra que há sempre mais para além do que vemos, um livro para redescobrir a riqueza sensorial do nosso corpo e determo-nos na beleza oferecida por essa sensibilidade. Exceptuando o texto, todo o livro é negro. No entanto, as ilustrações em alto relevo e o texto em braille, permitem experimentar as texturas e jogar com as descrições poéticas das cores."

Começa assim:

"Segundo o Tomás, o amarelo sabe a mostarda, mas é macio como as penas dos pintaínhos.

O vermelho é ácido como o morango e doce como uma melancia, mas dói quando aparece no joelho arranhado.

O castanho estala debaixo dos seus pés quando as folhas estão secas. Às vezes cheira a chocolate, outras vezes cheira muito mal.


(...) No entanto, se as nuvens o cobrem e começa a chover, fica branco."

Fonte: interior do livro

CRÍTICAS DE IMPRENSA

O júri do prémio Bologna Ragazzi atribuiu unanimemente o prémio Novos Horizontes ao Livro Negro das Cores de Menena Cottin e Rosana Faría. As razões foram inúmeras e variadas. Em primeiro lugar, o livro é uma belíssima ferramenta de ensino de grande valor ético, um puro prazer para todos os leitores. As duas autoras conseguiram transformar a vibração da cor em límpidas sensações tácteis (...). Ao mesmo tempo, é um livro inteiramente conseguido e de um enorme valor estético para quem vê. A contida elegância da ilustração é o resultado de uma profunda pesquisa e um vasto conhecimento cultural. Com este prémio, o júri reconhece o poder deste livro em congregar a diversidade de leituras possíveis e assim derrubar velhas barreiras. 

Júri do prémio Bologna Ragazzi 

Todas as páginas são negras, como as vê o Tomás, o texto está na página esquerda encimado por braille. Na página direita, as ilustrações, em negro e com simples imagens em relevo para os olhos dos que vêem ou para quem o lê de olhos fechados.
Uma obra repleta de beleza, delicadeza e ternura, premiada na Feira de Bolonha em 2007

Nicolás Santoveña, Revista Peonza

O texto sensorial e descritivo, acompanhado por braille e combinado com um design inovador, faz deste livro um perfeito ponto de partida para discussões sobre a diferença, perspectiva e o experienciar e descrever o mundo de forma diferente, tópicos relevantes para leitores de todas as idades.

Kristen McKulski, Booklist

Uma experiência de leitura única e inovadora. Altamente recomendável.

CM Magazine

Fascinante, desafiador e encantador.

Kirkus Reviews 

Da Venezuela, chega-nos um livro graficamente sofisticado da autoria de Menena Cottin e Rosana Faría, com o curioso título: “O livro negro das cores”. Um livro assombroso na sua simplicidade, forte no seu impacto. 

Kristi Jemtegaard, Washington Post Book World 

Numa tentativa de passar a experiência da cegueira, este livro, da autoria de duas artistas venezuelanas, é uma experiência triunfante de leitura. Texto branco em páginas negras, encimado por braille; na página oposta, também negra, as imagens sugeridas pelo texto estão impressas em veniz espessurado, convidando o leitor a tocá-las. (Descodificar as imagens desta forma, propositadamente, é difícil)
"O Tomás - começa o narrador - diz que o amarelo sabe a mostarda, mas é suave como as penas dos pintaínhos". Do lado oposto, delicadas penas flutuam pela página. Embora o conceito seja, por si só, cativante, as citações sobre cor revelam Tomás como um personagem de carácter forte. O vermelho "dói", o castanho "estala" e o verde "sabe a gelado de limão". São afirmações vindas de alguém que já meditou bastante sobre o assunto. No entanto, "...o preto é o rei das cores. É suave como a seda quando a mãe o abraça e o envolve com o seu cabelo." Seria um erro entender este livro como uma mensagem sobre a compensação dos outros sentidos na cegueira; essa interpretação não faz justiça a tudo aquilo que o Tomás nos oferece quando saboreia, sente, ouve e cheira as cores.

Publishers Weekly
Fonte: Wook
Ilustrações de Rosana Faría

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 3º ano de escolaridade

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

E muitos deixaram o seu testemunho...





















Marcas que ficam para sempre...

Visita das crianças do Pré-escolar e Casa da Criança à Biblioteca Municipal

Para recordar:
Visita à sala Infantil






As crianças visitaram a exposição "O Gigante Egoísta",
folhearam e escolheram livros para levar para casa.





Visitaram o Hospital dos Livros









Visitaram a Sala de Adultos










Visitaram a exposição "20 Anos da Biblioteca Municipal"



E a montra de livros que se encontravam para venda...



Uma manhã repleta de encontros!