quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Férias de verão

Durante o mês de Junho, Julho e Agosto várias foram as actividades desenvolvidas na Sala Infantil e Juvenil. Desde as actividades programadas, às visitas de grupos de ATL´s, CAF, de pais e filhos para requisitarem livros e participarem nas oficinas.
Aqui ficam alguns dos momentos para recordar:











Literacia digital 

Várias foram as turmas e muitas as sessões de formação relacionadas com as novas tecnologias da informação. Neste workshop os participantes aprenderam a conhecer melhor vários programas informáticos. No final, receberam um Diploma de Competências Básicas em Tecnologias da Informação. Estas acções tiveram protocolo com a Fundação para a Ciência e Tecnologia.













Cria e desafia… Oficina de artes plásticas

Tendo como base a (re)utilização de diversos materiais: papel, cartão, plástico e tintas os participantes construíram ao longo das diversas sessões, objectos e figuras, desenhos e cubos que representam diversos temas e acções. Um espaço criativo onde cada um deu asas à sua imaginação. 









Encontro com o livro

Numa parceria entre a Sala Infantil da Biblioteca Alberto Martins de Carvalho e a CAF de Coja, cerca de 30 crianças entre os 3 e os 5 anos participaram na construção de um livro de imagens a partir da história "Quem quer ir à praia" de Brigitte Luciani.
As imagens foram criadas em papel de cenário que as crianças pintaram. O resultado é um livro  muito bonito com uma lindíssima "encadernação". 






Aprender a brincar. Oficina de palavras em língua inglesa.

A oficina de palavra em língua inglesa dinamizada pela Professora Paula Custódio ofereceu aos participantes a oportunidade de conhecerem novas histórias e canções em inglês. Horas do conto que se prolongaram em oficinas recheadas de novas palavras e diversos exercícios.










Faz de conta… Oficina de expressão dramática 

A oficina de expressão dramática dinamizada pela Professora Teresa Nunes contou com diversos exercícios e acções de improvisação/dramatização sob a forma de jogos expressivos e criativos. Momentos divertidos!






Leituras Musicadas

Esta actividade é um momento cultural dinamizado pela Professora Graça Moniz. A leitura em voz alta, os livros e a música transportam-nos para um mundo de aventuras e peripécias impulsionadas pelos protagonistas destas histórias. Os participantes também inventaram uma história. E todos juntos, trabalhámos a nossa memória...






Workshop de Teatro de Sombras

A Companhia Marimbondo desenvolveu um workshop de Teatro de Sombras. Os participantes ouviram uma história e construíram marionetes, que deram vida a uma história inventada pelos meninos. No final, apresentaram o espectáculo.





Férias divertidas...
recheadas de aventura, novos amigos e  muitas descobertas!

Boas leituras!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Regresso às aulas: sugestões de leitura

“A Rapariga rebelde brilha na escola”
Texto de Enid Blyton
Editado pela Oficina do Livro em 2011.

"Elizabeth fica encantada quando é escolhida para ser monitora. Mas em breve descobre a responsabilidade que lhe é pedida. E quanto mais se esforça, pior se comporta… Será que a rapariga rebelde vai conseguir porta-se bem?"
Fonte: contracapa do livro
Editado pela Oficina do Livro em 2011

“Bernardo & Filipa na escola”

"Bem-vindo ao mundo giro de Bernardo e Filipa! Enquanto a criança descobre a vida lúdica destes dois personagens encantadores, aprende palavras novas sobre a escola e o mundo que a rodeia. Os separadores coloridos tornam mais fácil encontrar os seus capítulos favoritos. Um mundo para visitar muitas vezes."
Fonte: contracapa do livro

Um livro editado pela Yoyo Books em 2014

Livros disponíveis na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

“Uma aventura na escola”, um livro de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

"Uma aventura na escola"
Texto de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Editado pela Caminho em 1984

«— Quem? Mas quem? 
— É inacreditável! 
— Inconcebível! Sou professora há vinte anos e nunca vi nada parecido! 
— Palavra de honra, que não posso imaginar qual foi a ideia! 
— Uma coisa assim! 
— Quem é que pode ter feito uma coisa destas? Mas quem? 
Naquela manhã, parecia que um vento de loucura tinha varrido a escola. Os professores discutiam acaloradamente ao cimo da escada e em grupos, espalhados ao acaso. Os empregados andavam de um lado para o outro, a gesticular, a bramar, a barafustar. Pareciam furiosos e assustados também... Os alunos corriam todos na mesma direcção, chamando os colegas: 
— Anda ver! 
— Que barraca! 
— Quem terá sido? 
A balbúrdia era enorme! As gémeas pararam surpreendidas. Que seria aquilo? Já tinha tocado, mas ninguém parecia importar-se, o que lhes dava muito jeito, porque, nessa manhã, o despertador não tinha funcionado e elas vinham com medo de já ter falta. Mas, o que quer que estivesse a provocar aquelas reacções, devia ser bem grave! 
— O que é que terá acontecido, ó Luísa? 
— Sei lá! Coisa boa é que não foi... 
Tentaram perguntar a um colega, mas ele limitou-se a dizer: 
— Venham daí, venham... 
As gémeas encolheram os ombros e seguiram-no, escada abaixo, curiosas. 
— Parece que... 
A Teresa parou, estupefacta. Não era para admirar que a escola estivesse naquele desvario! 
A toda a volta de um dos pavilhões, alguém tinha escavado um fosso! Tinham mesmo furado o cimento que havia na frente e num dos lados, e, com ferramentas poderosas, tinham aberto uma espécie de vala durante a noite! 
— Isto é espantoso! — murmurou a Luísa, mal acreditando no que via. 
— Para quê? Mas para quê? — repetia uma professora ali ao lado. 
Realmente, não se entendia a finalidade daquela obra absurda. A escola em peso concentrava-se ali, sem saber o que pensar. Toda a gente discutia o assunto, toda a gente dava palpites, trazendo para a conversa ideias perfeitamente loucas! E os mais novos, divertiam-se, radiantes, a saltarem sobre o fosso, ora tomando balanço para atingir a porta do pavilhão ora saltitando a pés juntos, de dentro para fora e de fora para dentro. Como tinha chovido de madrugada, no fundo do fosso havia uma altura de água que tornava os saltos ainda mais excitantes. Quem caísse lá dentro, caía à água! Talvez por isso, um dos rapazes lembrou-se dos castelos rodeados de água por todos os lados, com uma ponte levadiça na porta principal... E, sem dizer nada a ninguém, correu em busca de uma tábua grossa e larga que pudesse servir de ponte! Como ali perto havia um prédio em obras, não lhe foi difícil encontrar o que queria. E, exultante com o seu achado, estendeu a tábua sobre o fosso, e gritou, correndo-lhe por cima: 
— Ao ataque! Ao ataque! Vou conquistar este castelo! 
O desafio não ficou sem resposta. Em poucos instantes, tinham-se formado vários grupos, uns da parte de dentro, a defender, outros da parte de fora, a atacar, agitando paus, usando mochilas a fazer de escudos, tudo na maior algazarra. 
— Morte ao inimigo! 
— Ah, cães! Ah, cães! 
— O castelo é nosso! É nosso! A Teresa e a Luísa observavam aquilo tudo, deliciadas! Estava uma manhã linda, de Outono. Um ventinho fresco dispersara um pouco as nuvens, que se amontoavam no céu, tomando formas esquisitas e várias tonalidades, desde o branco muito branco até ao quase cinzento. O céu via-se às tiras, de um azul luminoso e brilhante. E o Sol derramava raios dourados sobre aquela cena louca, que os miúdos animavam com os seus gritos, simulando guerras. 
E a certeza de que a primeira aula já lá ía, pois faltavam poucos minutos para tocar, ajudava a tornar aquela manhã de escola numa manhã inesquecível. — Que paródia, Luísa! — Mas quem é que terá feito uma coisa destas? 
— Parece que isso é o que está toda a gente a perguntar!»

In Uma Aventura na Escola, pp. 24-25

Livro Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para 5º Ano de Escolaridade 

Ilustrações de Arlindo Fagundes

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!