terça-feira, 5 de abril de 2016

Hans Christian Andersen: o contador de histórias

Está patente durante o mês de Abril na sala infantil e juvenil, a exposição sobre a vida e obra de Hans Christian Andersen. Constituída por seis cartazes, esta exposição descreve a vida e obra do autor e memórias do percurso da visita que fez a Portugal em 1866. Apresenta excertos das suas obras acompanhadas por magníficas ilustrações de ilustradores como Manuela Bacelar, Michael Fiodorov, Lisbeth Zwerger, entre outros.







Hans Christian Andersen


Andersen nasceu em Odense (Dinamarca) a 2 de Abril de 1805. Apesar das suas origens humildes, foram os pais, os primeiros, a incentivá-lo a escrever. Aprendeu desde muito cedo a ler e adorava ouvir as histórias que o seu pai lhe contava. 
Aos 14 anos de idade, viajou para Copenhaga. Ai trabalhou como actor e bailarino e escrevia peças de teatro. Em 1828 entrou na Universidade de Copenhaga e já publicava diversos livros. 
Durante o ano de 1866 visita Portugal e a Lisboa associa o interesse pela literatura e estuda a biografia de Luís de Camões. Descreve entusiasmadamente os encantos da natureza da cidade de Setúbal, de Brancanes, de Palmela e da Arrábida. Ainda visitou Aveiro, Coimbra e Sintra. Escreve: 

“Voará muitas vezes meu pensamento
Para o belo país que é Portugal”

Autor de vários contos infantis, poeta e escritor notabilizou-se pelos contos de fadas, pelos quais é internacionalmente conhecido. Autor de O Patinho FeioA Princesa e a ervilhaA roupa Nova do Rei entre tantos outros contos que deliciam os mais novos e encantam os mais velhos.

Alguns das suas obras disponíveis na rede de bibliotecas do concelho de Arganil:
















Boas leituras!

Livros da autoria de Milu Loureiro


O esquilo que amava as palavras 
"O esquilo que amava as palavras"
Editado pela Chiado Editora, 2010
“1. A mata ardeu e a solidão doeu ao coelhinho Marim. Trouxa às costas e cheio de esperança
decidiu partir à procura de amigos. Mas será que, neste mundo apressado, encontrou algum? 
2. O esquilo Quilas amava as palavras e a esquila Lila. Um dia, sem querer, foi parar a uma biblioteca repleta de livros. E, não resistindo ao feitiço que as palavras exerciam sobre ele e porque precisava delas, começou a roubá-las. Será que foi apanhado?! 
3. A Rosa Queixosa lamentava-se constantemente da sua imobilidade. Sonhava conhecer mundo. Nem os conselhos da Borboleta Curiosa a faziam pensar de outra maneira... Uma noite, teve a visita do Duende Pintor. Terá ela conseguido realizar o seu sonho e tornar-se menos azeda? “ 

"A mantinha de retalhos"
Editado pela Chiado Editora, 2013
A mantinha de Retalhos 
“A zebra Zezinha veio da savana africana para um parque natural, num inverno com cara de verão. A princípio foi difícil, mas, com o seu temperamento alegre e decidido, depressa fez amizades, principalmente com um belo cavalo lusitano. A amizade transforma-se em amor. Este par de apaixonados não escapa às críticas dos outros animais. Conseguirá o seu amor vencer?” 


El-Rei Comilão
"El-Rei Comilão"
Editado pela Palimage, 2013
“Era uma vez um rei gordo, gordo, gordo. Quanto mais comia, mais fome sentia. E comia, comia. A rainha, muito preocupada com a saúde do rei, mandou vir os melhores físicos do reino, mas nada conseguiram. O rei continuava a comer e a engordar, engordar. Problemas de toda a ordem vão surgindo a cada dia. Será que o rei conseguirá vencer o seu apetite devorador e a obesidade?” 



"A Manta que dava abraços"
Editado pela Chiado Editora, 2010


A Manta que dava abraços 
“A manta Marta deixou de caber no aquário onde vivia. Foi devolvida ao seu habitat natural. 
Aí se vai dedicar a ajudar os habitantes do mar em perigo, a distribuir abraços a quem precisa de conforto, a cuidar da saúde do próprio mar, ameaçado pelas manchas de plástico. 
Conseguirá ela atingir os seus objectivos?”

Fonte: contracapa dos livros


Milu Loureiro
Milu Loureiro a contar a história "A Manta que dava abraços"
Nasceu nos dias longos e quentes do verão numa vila da Beira Alta, Aguiar da Beira. No colégio da vila fez os seus estudos até ao atual nono ano. Após o secundário, no então Liceu Nacional de Lamego, ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Filologia Românica. A partir daí dedicou-se ao que sempre gostou de fazer: ensinar. Desempenhou, durante alguns anos, a função de professora bibliotecária. Foi no desempenho desta grata missão que redescobriu a paixão pelas histórias. Foi na Biblioteca Escolar, a contar histórias aos mais pequenos, que esta paixão se reacendeu. Depois, passar ao ato da escrita foi um passo. As histórias começaram a surgir, começaram a tomar forma. Uma, duas, três, quatro… e já lá vão mais de uma vintena, à espera… 

Entretanto deixou o ensino para se dedicar à escrita, ilustração, narração, confeção de tapetes narrativos e livros de pano.

Milu Loureiro  no dia 2 de Abril na Biblioteca Municipal de Arganil

Livros disponíveis na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

quinta-feira, 31 de março de 2016

Porquê? um livro de Tracey Corderoy

"Porquê?"
Um livro escrito por Tracey Corderoy e ilustrado por Tim Warnes.
Editado pela Minutos de Leitura em 2014

“O Rodrigo quer saber tudo…!  
"Porque é que a cola pega tanto?
Porque é que a loiça se parte quando cai?"…
Se ao menos descobrir as respostas causasse menos confusão!
Fonte: contracapa do livro

Começa assim:




Uma história hilariante para qualquer família
com crianças que passam o tempo todo a perguntar
PORQUÊ?


Livro recomendado pelo Plano Nacional de leitura
Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil

Boas leituras!

quinta-feira, 24 de março de 2016

"Uma rosa na tromba de um elefante" de António José Forte

"Uma rosa na tromba de um elefante"
Autor: António José Forte
Capa e desenhos: Aldina
Editado pela Parceria A. M. Pereira, 2001
Uma Rosa

Um dia nasceu uma rosa
na tromba de um elefante

mesmo no nariz de um gigante
uma rosa é sempre elegante

porém o que é que acontecia?
como a rosa era branca
e o elefante branco era
ninguém sabia
que havia
uma rosa elegante
na tromba do elefante

quando o elefante contente
erguia a tromba a baixava
parecia mesmo
que aquela rosa voava

mas um dia
o elefante adoeceu
ficou de tromba caída
e a tal rosa
que parecia que voava
desfolhou-se
desapareceu.



A torre de Pisa

A torre de Pisa
em Itália
como qualquer torre
não fala

Inclina-se
para a frente
e cumprimenta
a gente

Não é como
a torre de Belém
que não cumprimenta
ninguém."
Ilustrações de Aldina
Fonte: interior do livro

“Quando se junta o génio poético de António José Forte a ilustrações muito conseguidas da sua mulher Aldina, o resultado é “Uma Rosa na Tromba de Um Elefante”. É  este  o  título  dum  magnífico  livro  de  poemas  para  crianças e jovens que foi editado pela Parceria em 2001 e há longos anos esgotado. É  com  o  maior  prazer  que  informamos  o  lançamento desta magnífica obra, numa edição limitada a 500 exemplares de capa dura.
Um  livro único,  com  tiragem  limitada... um livro que se valorizará e deixará uma marca indelével em quem o ler.”
Fonte: Fnac


Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

quarta-feira, 23 de março de 2016

O Melhor do Mundo são as crianças de Fernando Pessoa

"O Melhor do Mundo são as crianças"
Antologia de Poemas e textos de Fernando Pessoa para a infância.
Manuela Nogueira. editado pela Assírio & Alvim em 1998

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...



Poema Pial

Toda a gente que tem as mãos frias
Deve metê-las dentro das pias.

Pia número UM,
Para quem mexe as orelhas em jejum.

Pia número DOIS,
Para quem bebe bifes de bois.

Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.

Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.

Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.

Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis.

Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.

Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.

Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.

Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.

E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!


Fonte: interior do livro


Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras e Boas férias!

terça-feira, 22 de março de 2016

Poesia de Luís de Camões para Todos

Poesia de Luís de Camões para Todos
Selecção e organização de José António Gomes
Ilustrações de Ana Biscaia
Editado pela Porto Editora em 2009
Soneto
“Amor é um fogo que arde sem se ver;
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente;
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se e contente;
é um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor? “ 

Luís Vaz de Camões, in "Soneto", pág. 26 

“Poemas sobre o amor e a vida, alguns contando pequenas histórias, outros de um humor irresistível…
Que este seja, para muitas crianças e jovens, o seu primeiro livro de Luís de Camões, pois nele se reúnem poemas líricos de leitura mais acessível, a par de outros que, de tão conhecidos, ficaram guardados na memória de muitos portugueses desde a juventude.”
Fonte: contracapa do livro
 

“Parece que Luís de Camões era brincalhão, muito namoradeiro e adorava festas. Diz-se também que desde novo estudou literatura e história. Esses dois ingredientes, somados a um talento imenso, deram origem a um dos maiores poetas portugueses e do mundo ocidental. A sua epopeia Os Lusíadas e restante poesia são tão importantes e tão boas que ainda hoje, mais de quatrocentos anos depois de ter morrido, muita gente em todo o mundo as lê com avidez. Se te queres iniciar na sua leitura, este livro dar-te-á a conhecer algumas das suas cantigas, trovas e sonetos, onde relata grandes paixões, algumas desilusões e oferece uma forma bem-humorada de ver o mundo".
Fonte: www.catalivros.org


"A colecção Oficina dos Sonhos. Clássicos são livros para crianças e adolescentes. Obras que permitem aos mais jovens ler melhor, alimentar o seu imaginário e franquear as portas do sonho, sem deixarem de ter um pé assente na realidade. Livros que pais e educadores também quererão ler. Livros divertidos, livros com valores."
Fonte: www.portoeditora.pt

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.


Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Hoje é o Dia Mundial da Poesia

Herbário
Poemas de Jorge Sousa Braga
Com desenhos de Cristina Valadas
Editado pela Assírio & Alvim em 1999

 As árvores e os livros
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras."


Raízes
Quem me dera ter raízes,
que me prendessem ao chão.
Que não me deixassem

Que me deixassem crescer

silencioso e erecto,
como um pinheiro de riga,
uma faia e um abeto.

Quem me dera ter raízes,
raízes em vez de pés.
Como o lódão, o aloendro,
o ácer e o aloés.

Sentir a copa vergar,
quando passasse um tufão.
E ficar bem agarrado,
pelas raízes, ao chão.


A Abecedária
E eu que pensava que era,
não uma planta de interior,
que só muito raramente,
se digna a dar flor,
mas uma coisa bem pior - mais vogais e consoantes,
para eu saber de cor.

Fonte: interior do livro


Um magnífico Herbário, onde através da poesia ficamos a conhecer algumas plantas e flores, de uma forma que só a poesia consegue transmitir.


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 5.º ano - leitura orientada.
Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!