terça-feira, 25 de novembro de 2014

As origens de Portugal: história contada a uma criança de Rómulo de Carvalho

"As origens de Portugal: história contada a uma criança"
Autor e ilustrador: Rómulo de Carvalho
Prefácio:Frederico Gama Carvalho
Editado pela Fundação Calouste Gulbenkian em 2003 (3ª edição).

“Esta obra excepcional de Rómulo de Carvalho, que também fez as ilustrações, foi escrita na década de quarenta, em plena Guerra Mundial, tendo como destinatário o filho do autor, então uma criança de sete anos acabada de entrar na escola primária. A obra ficou incompleta, tendo o seu título sido dado pelo filho, Frederico Gama Carvalho, que assina o prefácio do livro, editado pelo Serviço de Educação da Fundação. Trata-se de uma viagem fascinante pelas terras onde nasceu Portugal, os povos e os homens que formaram a Nação Portuguesa, que são trazidos ao leitor pela mão e pelo olhar de um pedagogo, cientista, poeta e divulgador exemplar, numa linguagem simples e fascinante:
 "Sabes o que são poetas? São os homens que fazem versos. Quando os versos são bonitos e soam bem aos ouvidos, é muito agradável lê-los. Muitas pessoas aborrecidas ficam bem dispostas quando lêem versos. Por isso ser grande poeta é tão útil como ser grande médico ou ser grande engenheiro."
Interior do livro, página 5

«“O que de mais importante e original se me afigura nesta abordagem histórica é a preocupação da exactidão, da verdade, da imparcialidade. (…) incentiva o sentido crítico e nomeadamente ético, em relação a personagens e factos, o respeito pela liberdade de consciência de quem professa uma religião, seja ela qual for.

Interior do livro

"Não queiras acreditar nas fadas, nem nos papões, nem nos príncipes transformados em gatos e em cães, nem nos reis que passeiam de manto e de coroa na cabeça. Os reis são homens como quaisquer outros. Quando nascem vêm nus como tu quando nasceste. Comem como tu, mastigam com os dentes como tu, constipam-se como tu e, às tantas, morrem como tu.”

(…) Rómulo de Carvalho deteve-se na vida quotidiana dos povos que habitaram a Península, dando a conhecer usos e costumes:

"Pois fica sabendo que os celtiberos, em vez de atirarem as pedras à mão, usavam uma engenhoca para que as pedras fossem atiradas com muito mais força. Vou explicar-te como era essa engenhoca [a funda]. "

Interior do livro, página 18.

Descreveu pormenorizadamente um castelo. (...) Novidade para a época, introduziu o livro-brinquedo:
"Nas folhas que se seguem encontras desenhado um castelo para tu recortares, colares e armares […]. E quando fores grande não te esqueças de ir à cidade de Guimarães visitar o lindo castelo que lá está. Hás-de gostar muito.”»

Fonte: Luísa Ducla Soares 
In "A literatura infanto- juvenil de Rómulo de Carvalho





Interior do livro, páginas 96-99.

Um livro fascinante sobre as origens de Portugal!
Livro disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Hoje é o Dia Nacional da Cultura Científica: sugestões de leitura

De forma a divulgar o trabalho de Rómulo de Carvalho, a sala infantil e juvenil preparou uma exposição que reúne um conjunto de livros do autor e outros relacionados com o tema.


Livros de Rómulo de Carvalho

Apresentamos como sugestões de leitura Cadernos de Iniciação Científica que o autor publicou em Lisboa entre 1979 e 1985.

"A descoberta do mundo físico" de Rómulo de Carvalho.
Editado pela editora Sá da Costa em 1979.
Número 1 da coleção "Cadernos de Iniciação Científica"

Os Cadernos, ", (...) combinam no seu conteúdo um texto muito acessível e de fácil leitura, sem cair em simplificações que falseiem o entendimento da realidade, com uma apresentação atraente que recorre abundantemente à imagem não apenas para despertar o interesse do leitor mas também como veículo de informação, designadamente, situando os temas numa perspectiva histórica no longo e ininterrupto percurso cognitivo da Humanidade.”

"A experiência científica" de Rómulo de Carvalho.
Editado pela editora Sá da Costa em 1979.
Número 2 da coleção "Cadernos de Iniciação Científica"

 “Uma obra ímpar de divulgação científica, que apresenta alguns dos conceitos fundamentais das ciências físicas, de um modo acessível e acompanhado de ilustrações. Um patamar para a aquisição «consciente de conhecimentos de nível mais elevado», nas palavras do autor.”
Fonte. FNAC


"De onde vem a água da chuva? Por onde é que anda o sol durante a noite? O que são os relâmpagos? E os trovões? "Há pessoas" explica Rómulo de Carvalho numa linguagem fácil (por vezes, poética) que nada tem de facilitista, "que fazem perguntas destas sem se importarem muito com as respostas, mas há outras que não sossegam enquanto não arranjarem respostas que as satisfaçam."
in Visão, 13 Janeiro 2005



Visita a exposição e requisita livros para leres em casa com os pais.

Boas leituras!

sábado, 22 de novembro de 2014

Dia Nacional da Cultura Científica

Dia 24 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Cultura Científica, criado em 1997, para celebrar o nascimento de Rómulo de Carvalho.

Nasceu a 24 de novembro de 1906 e faleceu a 19 de fevereiro de 1997

Professor, pedagogo e autor de manuais escolares, investigador, historiador da ciência e da educação, divulgador científico e escritor.


Pretende-se com este dia, divulgar o trabalho de Rómulo de Carvalho na promoção da cultura científica e no ensino da ciência.

“A divulgação, conforme eu gosto, é aquela que dá aos jovens as respostas que eles nunca chegaram a fazer. ‘Largo um corpo, porque é que ele cai?’ é uma coisa que pode interessar a toda a gente e trata-se de explicar isso em termos agradáveis. Para que possam ler e levá-los a pensar com mais pormenor nesse assunto e noutros.”
Fonte: Entrevista, Público, 24-11-1996.

“Procurei responder às suas prováveis interrogações, 
sempre do modo mais simples
 Rómulo de Carvalho

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Se eu fosse muito forte de António Mota

"Se eu fosse muito forte"
Texto de António Mota com ilustrações de Rui Castro.
Editado pela Gailivro em 2006.
"Se eu fosse muito forte
podia levar a minha casa
para o sitio mais alto de 
uma montanha coberta de neve

e convidar os meus amigos
para virem brincar comigo
aos esquimós.

(...)

Podia s o p r a r,
com muita força,
contra as nuvens
negras do Inverno


Podia pegar ao colo
um elefante velho, p e r d i d o, 
e triste
e levá-lo para junto da manada.

(...)

Podia nadar horas e horas no alto mar 
e ajudar a salvar 
as baleias bebés 
feridas pelos homens.


"Se eu fosse muito forte convida o leitor a entrar num mundo de fantasia, onde as situações hilariantes apresentadas potenciam o estímulo para a sua própria imaginação. Do ponto de vista literário, o autor apresenta-nos um texto poético onde cada frase parte de uma hipótese, levando-a até aos limites da realidade, levando o pequeno leitor a concluir que a imaginação é tão ilimitada como o sonho...

(…) livros que promovem, a brincar, ideias sérias como a aceitação das diferenças e o respeito pela individualidade de cada um. 

(…) livros plenos de sensibilidade, com ideias divertidas e simultaneamente profundas sobre a tolerância e a convivência entre as pessoas. 

As ilustrações de Rui Castro, audazes e cheias de ternura, ajudam à compreensão da mensagem - cada um de nós é um ser único e a diferença deve ser celebrada. Para crianças que um dia serão adultos excepcionais.”
Fonte: Wook

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 1º ano de escolaridade destinado a leitura autónoma e/ou leitura com apoio do professor ou dos pais.

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A escola dos Piratas: o Rochedo das Medusas de Sir Steve Stevenson: sugestão de leitura

O Rochedo das Medusas
Escrito por Sir Steve Stevenson e ilustrado por Stefano Turconi
Editado pela Educação Nacional em 2012

Cinco como os dedos de uma mão, os Lobinhos do Mar frequentam o primeiro ano da Escola dos Piratas e sonham vir a ser piratas 
experientes.



“Os Lobinhos do Mar chegaram finalmente ao Rochedo das Medusas, onde se situa a Escola dos Piratas. À espera deles já têm a primeira prova: Capitão Rede abandona-os numa praia isolada com um baú repleto de objetos estranhos. Os jovens aprendizes têm de encontrar a sede da escola antes do pôr do sol, ou a inscrição deles não será aceite..."
Fonte: contracapa do livro
Os Mestres Piratas têm o título de capitão
e cada um ensina uma disciplina de pirataria diferente.

Se queres saber como decorreu esta aventura requisita o livro
 na Rede de Bibliotecas do concelho de Arganil.

Boas Leituras!!!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Alimentação: sugestão de leitura

"A aventura dos Alimentos" um livro de Anna Russelmann
com ilustrações da autora e de Stefan Schulz.
Editado pela Desabrochar em 1996

Não comas tão depressa!» Quantas vezes os pais se vêem obrigados a repetir este conselho aos filhos - sem grande resultado!...
Anna Russelmann prefere contar-lhes a vida dos enzibares que trabalham no fundo da Estação do Estômago. Ao vê-los curvados sob o peço dos grandes pedaços de comida que a Júlia devora, todos perceberemos como a vida destes pequenos ferroviários da barriga seria muito mais bela se mastigássemos mais...

"A Aventura dos Alimentos" convida-os hoje com humor a criar bons hábitos."
Fonte: contracapa do livro

Começa assim:


"... na sua barriga!

Mas não são rãs, são os enzibares
que moram ali, na Estação do Estômago.
Estes pequenos ferroviários da barriga preparam
e transportam todos os nossos alimentos.
Por enquanto, não tendo nada que fazer, descansam 
e fazem a sesta. Os comboios estão parados, 
está tudo calminho na Estação do Estômago.

De repente, o coaxar esquisito ressoa de novo
na barriga da Júlia, como há pouco.
Foi um dos enzibares que adormeceu! O preguiçoso
ronca como um trovão! É a razão de tal barulheira!


"Entretanto, a Júlia já chegou a casa
onde uma boa refeição a espera. Senta-se
à mesa e começa a comer sofregamente.

Logo caem as primeiras
mercadorias no canal do
esófago chegando depois
à Estação do Estômago.




Mas o que vem a ser isto?"
Fonte: interior do livro


Para descobrires como decorre esta aventura
requisita o livro na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil!


Boas leituras 
e não te esqueças que é muito importante teres uma alimentação variada e saudável!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Música

O que é o som?
Todos os sons começam quando alguma coisa se agita muito depressa. Estas pequenas agitações rápidas chamam-se vibrações. Quando um objecto vibrante agita o ar, este desloca-se em ondas.
Quando as ondas chegam aos nossos ouvidos, escutamo-las sob a forma de som. Os instrumentos musicais emitem sons quando os arranhamos, dedilhamos, ou percutimos ou sopramos para dentro deles.

Um som faz vibrar o ar à sua volta.
As ondas sonoras propagam-se em todas as direcções.

Não podemos ver os sons enquanto se propagam pelo ar. Se o pudéssemos fazer, as ondas sonoras teriam o aspecto de ondulações num lago, provocadas pelo arremesso de uma pedra.


Sons baixos e altos:

Quando um som é muito baixo, os picos das ondas sonoras são baixos.

Os picos das ondas sonoras tornam-se mais altos à medida
que o som se torna mais intenso.

Sons agudos e graves: 

Quando as ondas sonoras estão próximas e há uma distância pequena entre os picos,
ouvimos um som agudo.

Quando a distancia entre as ondas sonoras é maior e os picos estão mais afastados,
ouvimos um som grave.

Timbre: podemos tocar a mesma nota num violino e num piano mas elas soam de maneira diferente. A qualidade de um som chama-se timbre.”


Todos os sons começam quando um objecto vibra e, por sua vez, faz vibrar o ar à sua volta. Os seres humanos conseguem ouvir sons que vibram com frequências de 20 a 20000 vezes por segundo. Os instrumentos musicais enquadram-se bem neste âmbito. Embora instrumentos diferentes possam tocar a mesma música, não soam da mesma maneira. Para além da altura, variam noutros aspectos. A nota aguda de uma flauta é diferente da nota mais grave de um contrabaixo. A qualidade tonal dos instrumentos também é única. É por isso que é fácil distinguir a mesma nota tocada numa guitarra ou num piano."

Fonte: “Artes e música”. Tradução de Cristina Soeiro
Editado pela Marus Editores em 1997
Estas e outras curiosidades podem ser lidas e requisitadas
na rede de Biblioteca do concelho de Arganil.

Boas leituras!