sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Segredos de António Mota

Segredos um livro de António Mota com ilustrações de Teresa Lima.
Editado pela Desabrochar em 1996

“Dez histórias, dez segredos, dez textos breves de António Mota, que convidam a viajar ao lado do sonho e das coisas marcantes da vida que nos acontecem em secretos dias que nunca mais esquecemos.”
Fonte: Wook


Esta é a primeira história…

Aquela Folha…

“Devagarinho, muito devagarinho, a folha soltou-se do ramo da árvore.
Devagarinho, muito devagarinho, a folha voou sem saber muito bem o caminho que havia de seguir.
Devagarinho, muito devagarinho, a folha poisou no chão sem fazer barulho.
Devagarinho, muito devagarinho, aquela folha acastanhada chamou pelo vento.
Rápido, muito rápido, o vento apareceu e deu-lhe uma sopradela.
E a folha voltou a voar mais um bocadinho e depois caiu em cima da bota de um velho que estava sentado num banco de jardim.
O velho pegou na folha e pensou:
- Acabou o Verão! Ai, o tempo passa tão depressa!”
Fonte: interior do livro

Ilustrações de Teresa Lima

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para Educação Pré-Escolar,
destinado a leitura em voz alta

Se quiseres ler as outras histórias que o António Mota escreveu
podes requisitar o livro na rede de bibliotecas do concelho de Arganil.

Boas leituras!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Letras & Letrias de José Jorge Letria

"Letras & Letrias" com texto de José Jorge Letria
e ilustrações de André Letria. Ediatdo pela D. Quixote em 2005

"As palavras podem ser um divertimento fantástico, principalmente quando as usamos para tentar definir o que nunca ninguém antes conseguiu ver definido. As palavras tornam-se um jogo, um desafio, uma aventura e encontram imagens com que podem casar-se e viver felizes. Tudo se passa no domínio
 da mais pura imaginação verbal e visual, para dar alegria e causar surpresa aos leitores de todas as idades.
Letras & Letrias tenta dar o nome ao que não tem nome e sentido ao que conhecemos com outros sentidos. Por isso mesmo é um jogo em que todos podem entrar. As palavras e as imagens estão à espera de quem com elas queira brincar."

Fonte: contracapa do livro

Ilustração de André Letria

"Os autores sabem que não inventaram a pólvora. Antes deles, escritores como Rámon Gómez de la Serna e alguns surrealistas também quiseram jogar esse jogo da linguagem em estado de absoluta liberdade. De La Serna, amigo de Almada Negreiros, viveu em Portugal antes de se exilar de vez na América Latina.
Aos seus jogos de palavras e às suas surpreendentes metáforas deu o estranho e indefinível nome de "greguerìas". Os autores de Letras & Letrias não sentiram a necessidade de baptizar este género em que aqui se exercitam e deixaram-se ir, combinando palavras e imagens, até onde a imaginação os quis levar. E agora propõem aos leitores a partilha deste jogo onde não há vencedores nem vencidos, mas onde reina uma rainha poderosa e infinitamente livre: a imaginação."
Fonte: interior do livro

Começa assim:
"A alegria de um menino dá frutos do tamanho do seu
RISO"


"O silêncio é uma
 música
que emudeceu de espanto"


                                                     "A escuridão é o pijama da noite"


"Este livro, além de criativamente ilustrado, joga com as imagens da palavra. Metáforas, paradoxos e hipérboles fazem pensar e estimulam a imaginação.
Assim se descobrem novas visões do mundo."


in 
Os Meus Livros, Julho de 2005


"O inimigo é um amigo do avesso"

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 5º ano de escolaridade,
 destinado a leitura autónoma.

Se quiseres ler e folhear o livro visita o seguinte endereço:
http://cataflash.catalivros.org/m008/LM_0007_FOL_transicao_letras_e_letrias.html


Livro disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil

sábado, 23 de agosto de 2014

Que aguaceiro! um livro de Raquel Saiz

"Que aguaceiro!"
Texto de Raquel Saiz e ilustrações de Maja Celija
Tradução Dora Batalim Sottomayor

“O senhor Manuel levantou-se, como todos os dias; lavou a cara, vestiu-se… e ao sair à rua… caiu-lhe uma princesa na cabeça! É que há dias em que as leis da natureza não funcionam: há dias em que o amor cai do céu.

Ilustrações de Maja Celija



Lirismo, ironia e normalidade absoluta, para marcar com grande sentido de humor a revisão do tema «princesa» dos contos tradicionais (aquela que conhece o príncipe e por ele se apaixona para toda a vida).
A autora aproveita um lugar-comum para nos fazer reflectir acerca dos valores e dos sentimentos humanos, e sublinhar a importância da convivência entre diferentes – que são ao mesmo tempo iguais.
A ilustradora croata Maja Celija, que se apresenta pela primeira vez ao público português, oferece-nos um estilo expressionista e contundente, com evidente sentido de humor. As suas imagens têm grande força comunicativa, reflectindo e enriquecendo o carácter irónico e humorístico do texto de Raquel Saiz.”

Fonte: OQO editora


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 3º ano de escolaridade,
destinado a leitura autónoma.

Obra disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O boneco de M. Alzéal

"O Boneco" da autoria de M. Alzéal
Editado pela Kalandraka em 2008

“A passagem inexorável do tempo condenou ao esquecimento muitos brinquedos de pano, cartão ou madeira, concebidos há anos atrás por mãos artesãs. As crianças de hoje em dia sucumbem perante as luzes, os sons e movimentos de artifícios fabricados à base de sofisticados sistemas tecnológicos. Mas nenhum deles com o encanto e a bondade de companheiros de brincadeiras como o boneco desta comovente história…Este álbum sem palavras convida a reflectir sobre as relações intergeracionais: avós, filhos e netos cresceram em ‘mundos’ diferentes e sob circunstâncias de mudança. Os jogos de outrora, mais participativos, afectuosos e humildes, converteram-se em elementos que fomentam o individualismo, a competitividade e a violência. Quando a sua precária saúde leva o ancião desta narrativa a afastar-se da família, ele quer legar ao seu neto a recordação mais terna da sua infância. Mas a marioneta que desde criança o acompanhara e que ao longo de toda uma vida fora testemunha de excepção dos seus momentos mais felizes, agora - e nas mãos do seu neto - está relegada num canto esquecido.”

Ilustração do interior do livro

MICHEL ALZÉAL: o autor
Desenhador de formação autodidacta; desde o início dos anos 90 que se dedica profissionalmente ao desenho e à ilustração de banda desenhada para editoras como Le Cycliste ou Panini. Para além de historietas sem texto, também desenvolveu géneros como a novela gráfica e breves tiras cómicas para fanzines como Bas Art. O seu estilo caracteriza-se pelo uso de técnicas alheias à evolução informática. Entre os seus projectos mais recentes figura a saga “O animal de seis patas”, publicada em França.”


Ilustração do interior do livro

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"Ax’isto Muito Estranho” pelo grupo Gorgulhos/Teatro na Serra

Foi no passado dia 13 de agosto que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal de Arganil a apresentação da peça de teatro “Ax’isto Muito Estranho” pelo grupo Gorgulhos/Teatro na SerraUma peça divertida com uma mensagem ecológica, acerca da importância da natureza e preservação do meio ambiente. Dinamizada pelos atores Fernanda Santana (encenação e direção de atores) e Silvino Lopes (texto, música e letras) com o apoio do Diogo Ribeiro (operação de som), esta apresentação reuniu muitas crianças e pais que assistiram e participaram também numa conversa sobre a Arte do teatro. 







No dia 14 de agosto, o teatro esteve na Casa do Povo de Coja. Com a presença de crianças, jovens e adultos foi mais uma tarde divertida com esta magnifica atuação.







Para quem não teve a oportunidade de assistir ao espetáculo tem ainda a possibilidade de o fazer no próximo dia 21 de agosto, às 14.30h no auditório da Biblioteca Municipal de Arganil.

Aqui fica a sinopse:

“Um extraterrestre em viagem pela galáxia, tem uma avaria na sua nave, quando passava pelo planeta Terra, e vem cair ao rio Alva.
Ainda meio atordoado com o trambolhão, começa a perceber que está rodeado de árvores estranhas na forma (para ele) e verdes – ao contrário das do seu planeta, que eram de todas as cores do arco-íris, menos o verde.
Andando perdido pelo arvoredo, encontra um terrestre (Maria) muito diferente dele e fica muito curioso. Por fim estabelece contacto e, após alguns sobressaltos e desconfianças, tornam-se amigos e o ET conta a história do seu planeta, onde já não há árvores nem flores, nem pássaros, nem por do sol e que, como poeta, se sente muito triste por não poder fazer versos, tendo partido pela galáxia em busca de inspiração.
Então, Maria, vendo a tristeza do seu mais recente amigo, propõe-lhe que ele leve para o seu planeta, algumas árvores e plantas da Terra, numa tentativa de O repovoar com nova vegetação e, com isso, ele poder regressar e ser feliz. O ET acha a ideia estupenda e, juntos, partem para a árdua tarefa de recolher espécimes para levarem para a nave.
Passam por algumas crianças e pedem-lhes ajuda.
Depois de encherem o porão da nave com árvores e flores, ficam muito contentes e fazem uma festa, onde cantam e dançam.
Só que no meio da festa, o ET lembra-se que a sua nave está avariada e fica muito preocupado, porque não tem peça para substituir a que se partiu e que é feita de um material muito raro em toda a galáxia… xisto.
Maria desata a rir e a dançar, o que intriga e aborrece o ET, pois o seu problema é grave e não poderá nunca mais regressar ao seu planeta.
Com a ajuda das crianças, Maria, explica-lhe então que o local onde ele veio cair é uma “Aldeia de Xisto” e, por isso, não será difícil encontrar o material de que precisa para a sua nave e, com isso regressar.
Ficam todos muito felizes, mas também tristes porque os amigos vão-se separar e as saudades irão surgir. Mas o ET, para que ninguém fique triste, canta uma canção de despedida… e parte, acompanhado pela Maria que quer conhecer o universo.”
Gorgulhos/Teatro na Serra

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Máquina Infernal de Alain Corbel

A Máquina Infernal
Texto e ilustrações de Alain Corbel
Editado pela Caminho em 2005
“As palavras nem sempre são meninas bem comportadas; às vezes escapam-nos e provocam situações imprevisíveis. Quando o Tim transformou a grande caixa de cartão que lhe tinham dado, certamente não previa as dramáticas consequências do seu gesto.     
Mas se por meio de uma palavra uma coisa pode tornar-se infernal, quer dizer que ela também pode ser outra coisa muito diferente. Para o saber, basta entrar com o Tim para dentro da Máquina Infernal e acompanhá-lo na sua viagem.”
                                           Fonte: contracapa do livro

Alain Corbel venceu com A Máquina Infernal o Prémio para o Melhor Álbum de Ilustração Infantil em 2006
atribuído pelo 17.º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.

“Em A Máquina Infernal, a mensagem verbal e a pictórica conjugam-se para contar uma história aparentemente muito simples e linear, mas que, de forma espontânea e sem recurso a “moralismos”, apela à valorização de uma cultura da Paz e da Vida em detrimento da morte e da destruição. Assim, o texto de Alain Corbel situa-se na esteira de uma vasta produção literária destinada à infância, que aborda a temática da guerra, sobretudo do ponto de vista das suas consequências mais visíveis – a destruição, a morte e o caos – insistindo na possibilidade de as crianças mudarem o mundo. “

Fonte: Ana Margarida Ramos (in www.casadaleitura.org)



Livro disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O Rapaz do Caixote de Madeira: sugestão de leitura

Uma extraordinária lição sobre os mais nobres valores humanos.
Um livro de Leon Leyson com Marilyn J. Harran e Elizabeth B. Leyson.
Editado pela Presença em 2014.

“Leon Leyson tinha apenas dez anos quando os nazis invadiram a Polónia em 1939 e a sua família foi forçada a viver no gueto de Cracóvia. Neste seu livro de memórias, Leon começa por nos descrever uma infância feliz, onde havia espaço para a amizade e as brincadeiras que partilhava com os amigos. Felizmente para a família, o seu caminho cruzar-se-ia com o de Oskar Schindler que os incluiu na célebre lista dos trabalhadores da sua fábrica. Na altura com apenas 13 anos, Leon era o mais novo da lista e tão pequeno que tinha de subir para cima de um caixote de madeira para chegar aos comandos das máquinas. Ao longo desta história, que reproduz com autenticidade o ponto de vista de uma criança, Leon Leyson deixa-nos entrever, no meio do horror e da brutalidade que todos os dias enfrentavam, a coragem, a astúcia e o amor que foram necessários para poderem sobreviver.”
Fonte: badana do livro



"O Rapaz do Caixote de Madeira é um livro importante, que vai ajudar os leitores, sobretudo os mais novos, a compreenderem o Holocausto através da história de um jovem que lhe sobreviveu."
Amazon.com

"Leon Leyson foi um homem verdadeiramente excecional e um professor dotado. ficarei para sempre grato a Leon por ter transmitido o seu testemunho à USC Shoa Foundation, um testemunho que perpetuaremos para que as gerações vindouras possam inspirar-se na sua vida notável.
O mundo não será o mesmo sem ele, mas temos a sorte
de poder ler este relato que complementa o seu testemunho oral."

STEVEN SPIELBERG
vencedor do Prémio da Academia pelo filme
A Lista de Schindler"
Fonte: contracapa do livro



Obra disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!