segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Boas maneiras na escola: sugestões de leitura

Boa maneiras na escola com texto de Carrie Finn
e ilustrações de Chris Lensch. Editado pela Everest em 2007.

Factos curiosos que podes descobrir neste livro:

“No Haiti, as crianças só podem falar se os professores lhe fizerem uma pergunta.
No Japão, as crianças limpam a escola no final de cada dia de aulas.
Houve tempo em que os professores eram pagos com comida ou um sítio para viver. É por isso que os alunos ainda lhe oferecem maças.
Na Austrália, as aulas começam em Fevereiro e terminam em Dezembro.
Na Rússia, celebra-se o Dia do conhecimento no primeiro dia de aulas de cada ano.
Em França, a maioria das crianças começa a ir à escola aos três anos de idade".  
Fonte: interior do livro                                          

Começa assim:
Neste livro podes descobrir como é que as boas maneiras
 transformam a tua escola num local mais agradável.

Na rede de bibliotecas do concelho de Arganil podes requisitar mais livros da mesma coleção:
"Porque deves mastigar de boca fechada?
Descobre como é que as boas maneiras fazem com que a hora da refeição seja agradável para todos."

"O que deves dizer quando atendes o telefone? 
Descobre como é que as boas maneiras fazem com que o telefone
seja uma ferramenta muito útil para todos."
                              
"Porque deves esperar pela tua vez para andar de baloiço? 
Descobre como é que as boas maneiras fazem com que o parque
 seja um local seguro e divertido para todos."
                             
"Porque deves respeitar as filas? O que deves dizer a quem te serve a comida?
Descobre como se demonstram boas maneiras em público."

Fonte: contracapa do livro


Para descobrires na tua biblioteca!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Regresso às aulas: sugestões de leitura

Uma aventura na escola
Um livro de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada com ilustrações de Arlindo Fagundes.
Editado pela Caminho em 1985.

 “A escola foi assaltada logo no princípio do ano. Mas, para grande espanto de todos, os ladrões não levaram nada. Seria uma partida dos alunos? Seria obra de um maluquinho? Puseram-se muitas hipóteses, mas nada se descobriu. Os professores, os empregados até a polícia tentaram deslindar aquele mistério. Mas quanto mais tentavam, maior era a confusão...”




Capítulo 3 

Quem terá feito uma coisa destas?


"— Quem? Mas quem?
— É inacreditável! 
— Inconcebível! Sou professora há vinte anos e nunca vi nada parecido! 
— Palavra de honra, que não posso imaginar qual foi a ideia! 
— Uma coisa assim! 
— Quem é que pode ter feito uma coisa destas? Mas quem? 
Naquela manhã, parecia que um vento de loucura tinha varrido a escola. Os professores discutiam acaloradamente ao cimo da escada e em grupos, espalhados ao acaso. Os empregados andavam de um lado para o outro, a gesticular, a bramar, a barafustar. Pareciam furiosos e assustados também... Os alunos corriam todos na mesma direcção, chamando os colegas: 
— Anda ver! 
— Que barraca! 
— Quem terá sido? 
A balbúrdia era enorme! As gémeas pararam surpreendidas. Que seria aquilo? Já tinha tocado, mas ninguém parecia importar-se, o que lhes dava muito jeito, porque, nessa manhã, o despertador não tinha funcionado e elas vinham com medo de já ter falta. Mas, o que quer que estivesse a provocar aquelas reacções, devia ser bem grave! 
— O que é que terá acontecido, ó Luísa? 
— Sei lá! Coisa boa é que não foi... 
Tentaram perguntar a um colega, mas ele limitou-se a dizer: 
— Venham daí, venham... 
As gémeas encolheram os ombros e seguiram-no, escada abaixo, curiosas. — Parece que... A Teresa parou, estupefacta. Não era para admirar que a escola estivesse naquele desvario! 
A toda a volta de um dos pavilhões, alguém tinha escavado um fosso! Tinham mesmo furado o cimento que havia na frente e num dos lados, e, com ferramentas poderosas, tinham aberto uma espécie de vala durante a noite!
 — Isto é espantoso! — murmurou a Luísa, mal acreditando no que via. 
— Para quê? Mas para quê? — repetia uma professora ali ao lado. 
Realmente, não se entendia a finalidade daquela obra absurda. A escola em peso concentrava-se ali, sem saber o que pensar. Toda a gente discutia o assunto, toda a gente dava palpites, trazendo para a conversa ideias perfeitamente loucas! E os mais novos, divertiam-se, radiantes, a saltarem sobre o fosso, ora tomando balanço para atingir a porta do pavilhão ora saltitando a pés juntos, de dentro para fora e de fora para dentro. Como tinha chovido de madrugada, no fundo do fosso havia uma altura de água que tornava os saltos ainda mais excitantes. Quem caísse lá dentro, caía à água! Talvez por isso, um dos rapazes lembrou-se dos castelos rodeados de água por todos os lados, com uma ponte levadiça na porta principal... E, sem dizer nada a ninguém, correu em busca de uma tábua grossa e larga que pudesse servir de ponte! Como ali perto havia um prédio em obras, não lhe foi difícil encontrar o que queria. E, exultante com o seu achado, estendeu a tábua sobre o fosso, e gritou, correndo-lhe por cima: 
— Ao ataque! Ao ataque! Vou conquistar este castelo! 
O desafio não ficou sem resposta. Em poucos instantes, tinham-se formado vários grupos, uns da parte de dentro, a defender, outros da parte de fora, a atacar, agitando paus, usando mochilas a fazer de escudos, tudo na maior algazarra.
— Morte ao inimigo! 
— Ah, cães! Ah, cães! 
— O castelo é nosso! É nosso! 
A Teresa e a Luísa observavam aquilo tudo, deliciadas! Estava uma manhã linda, de Outono. Um ventinho fresco dispersara um pouco as nuvens, que se amontoavam no céu, tomando formas esquisitas e várias tonalidades, desde o branco muito branco até ao quase cinzento.O céu via-se às tiras, de um azul luminoso e brilhante. E o Sol derramava raios dourados sobre aquela cena louca, que os miúdos animavam com os seus gritos, simulando guerras. 
E a certeza de que a primeira aula já lá ía, pois faltavam poucos minutos para tocar, ajudava a tornar aquela manhã de escola numa manhã inesquecível. 
— Que paródia, Luísa! 
— Mas quem é que terá feito uma coisa destas? 
— Parece que isso é o que está toda a gente a perguntar!"

In "Uma aventura na escola pg 24-26"

 

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 5º ano de escolaridade

Livro disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Na pista do Marsupilami

Titulo: Marsupilami 1 - Na pista do Marsupilami
Desenho: Batem, Colman
Argumento: adaptação por Colman do argumento original de Alain Chabat e Jeremy Doner
Segundo a obra de André Franquin
ASA/PÚBLICO, 2013



Sinopse:

"Um jornalista especializado em temas sensacionalistas, acompanhado por um guia aldrabão, realiza uma reportagem rocambolesca na Palômbia sobre os índios paias e o seu destino cruza-se com o mais do que improvável - e para muitos mítico - marsupilami. este é o ponto de partida da história.
Alheio ao mundo e aos seus perigos, nas profundezas da floresta virgem, um invulgar animal aguarda no fundo de uma caverna o nascer do dia e o aparecimento do sol que o levará até uma orquídea raríssima. depois de a colher, oferece-a à fêmea que guarda os ovos do casal no ninho.
Praticamente ao mesmo tempo, a mais de nove mil quilómetros de distancia, o jornalista Dan Geraldo recebe um ultimato: viajar até à floresta da Palômbia, país onde a sua carreia espectacular começou, ou ser liminarmente despedido. Objectivo: uma reportagem sobre a tribo dos paias, cujos elementos têm uma longevidade espantosa, podendo viver até aos 300 ou 400 anos. 
Na  pista do Marsupilami é a adaptação à banda desenhada da longa-metragem com o mesmo nome que, por sua vez, se inspira directamente na famosa e fascinante personagem criada pela imaginação de Franquin."
Fonte: interior do livro


Argumentista e desenhador: Stéphane Colman

Fonte: badana do livro


O criador do Marsupilami: André Franquin

Fonte: badana do livro


Desenhador: Batem (Luc Collin)

Fonte: badana do livro


Uma surpresa na última página de Alain Chabat (traduzida em português)

"Criado por André Fraquin em 1952, o Marsupilami surgiu pela primeira vez em "Spirou e os Herdeiros", uma aventura inicialmente publicada na revista Spirou nº 720 de 31 de Janeiro desse mesmo ano. 

Depois da morte de franquin em 1997, batem foi o desenhador escolhido para trabalhar a série Marsupilami, ao lado de Fauche, Adam e actualmente Kaminka e Marais.

São desta "nova" geração de autores os álbuns agora inseridos na Bedeteca/ASA/PÚBLICO e que constituem a colecção  Marsupilami.
Esta colecção é composta por 14 títulos deste personagem, inéditos em Portugal."

Fonte: interior do livro


A borboleta exótica, nº 2

 Sarilhos na Palômbia, nº 3


Livros disponíveis na rede de bibliotecas do concelho de Arganil

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O Último Moicano de J. Fenimore Cooper

O Último Moicano
Autor: J. Fenimore Cooper
Tradução: Maria de Mendonça Soares
Edição: Público Comunicação SA, 2004

Começa assim...



   ”Cora e Alice são filhas do comandante do Forte William Henry, escoltadas numa expedição pelos territórios inimigos até reencontrarem o pai. Esta é a parte ficcional do romance "O Último Moicano", de James Fenimore Cooper. As desventuras das duas raparigas e da sua escolta - traída pelo índio Magua, Raposa Matreira, chefe dos Hurões, que tenta assim vingar-se do pai das jovens, a expedição é salva pelo batedor Olhos-de-Águia e os seus amigos índios, entre eles, Uncas, o último dos Moicanos, filho de Chingachgook.
   Durante a Guerra entre os Franceses e os Índios, o livro documenta o massacre do Forte William Henry pelos franceses, em 1757. Esta é a parte verídica do livro. Cooper conhecia alguns índios e delineou uma história de conflito entre duas tribos opostas: os Delawares (os Moicanos) e os "Mingos". Apesar das imprecisões históricas que alguns criticaram no escritor americano, as descrições das tribos permitiram a Cooper criar uma imagem que perdurou no imaginário e na consciência da América durante mais de dois séculos.
Os leitores ficaram tocados pela dualidade das versões: a visão romântica do destino cruel dos índios e a justificação histórica dos colonos para a exterminação dos mesmos. Foi Sir Walter Scott que inspirou Cooper a delinear estereótipos de luz e escuridão, bem e mal, e criar dicotomias, por exemplo, nas mulheres, da imaculada para a impura.
   No livro, os ingleses têm que se render e retirar do forte, perante a investida dos franceses, que sitiaram o local. Mas os Hurões atemorizam as mulheres e as crianças, matando-as ou raptando-as, como a Alice e Cora.
   Raposa Matreira já no princípio dissera a Cora que era ela que ele queria como vingança ao seu pai: "Quando as feridas arderem nas costas do Hurão, ele saberá onde encontrar uma mulher para lhe aliviar a dor. A filha de Munro [o comandante] irá buscar-lhe água, cavar o milho e cozinhar o que ele caçar. O corpo do homem branco dormiria entre os seus canhões, mas o seu coração ficaria ao alcance da faca de Raposa Matreira."
   O ataque ao forte de William Henry pelos franceses e os seus aliados, os Hurões, é um dos factos verídicos do livro. É o narrador que a isso se refere: "O espectáculo sangrento e desumano a que fizemos referência no capítulo anterior vem referido nas páginas da história colonial com o merecido título de 'O Massacre de William Henry'." E continua: "E é de longe muito maior esta mancha do que a que um anterior e muito semelhante acontecimento deixou na reputação do comandante francês e que não foi inteiramente apagada pela sua precoce e gloriosa morte. O tempo foi-a desvanecendo, e milhares de pessoas agora sabem que Montcalm morreu como um herói, nas planícies de Abraão, devem também ficar a saber quanto lhe faltava de coragem moral sem a qual nenhum homem pode ser verdadeiramente grande."
   "Moralismos" à parte, o resto do livro é sobre o salvamento das duas raparigas. Não se pode revelar se Uncas e os amigos conseguem ou não salvar Alice e Cora das mãos dos Hurões. Mas outro momento alto é a aceitação, pela tribo Delaware, de Uncas como chefe dos Moicanos. Uncas é um jovem destemido, forte e orgulhoso da sua tribo.          
   É ele que defende Olho-de-Águia - o branco "adoptado" pelos índios e que aprendeu a escutar os ruídos da floresta como um índio - quando a tribo quer expulsá-lo do grupo, por ser "rosto-pálido". "Demos-lhe o nome de Olho-de-Águia porque a sua vista nunca falha. Os Mingos conhecem-no melhor pela morte que ele espalha sobre os seus guerreiros. Para eles é Carabina Comprida", diz Uncas, calmo, mas firme."

James Fenimore Cooper
(1789-1851)

"A origem dos nomes
   Como Sir Walter Scott e outros escritores seus contemporâneos, Cooper criou uma enorme galeria de personagens - cerca de 40 por livro, a que "O Último Moicano" não é excepção. Quase todas têm uma "alcunha" e muitas ficarão conhecidas na história da literatura, sobretudo pelo nome que Cooper lhe deu.
   A "James Fenimore Cooper Society", na internet, mostra que são especialmente os índios que têm vários nomes, alguns no original, outros que se foram deturpando com as traduções para outras línguas. Assim, 1286 personagens de todos os romances de Cooper dão um total de 1536 nomes. Isto porque, como é o caso de "O Último Moicano", cada índio tem o seu nome próprio, o seu nome de guerra e o nome que as tribos inimigas lhe deram. O que confere ao romance de Cooper uma riqueza de descrição de caracteres impressionante e, acima de tudo, um jogo aliciante sobre quem é esse tal "Carabina Comprida", "Veado Ligeiro" ou "Serpente Grande", ou seja, Olho-de-Águia, Uncas ou Chingachgook, respectivamente.”

Por Raquel Ribeiro


Ilustração de Isabel Alves

   " - Falou como um homem. mantenha a cabeça curvada e encolha as pernas, pois o seu tamanho podia denunciá-lo cedo demais. Conserve-se calado, o mais que puder; e quando se vir obrigado a falar, solte um daqueles seus berros, que servirão para lembrar aos índios que o senhor não é tão responsável quanto deveria ser. Se mesmo assim lhe arrancarem o escalpe, o que eu não acredito que aconteça, Uncas e eu nunca esqueceremos a sua morte e vingá-lo-emos como verdadeiros amigos."

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A máquina do tempo de H. G. Wells

A Máquina do Tempo
Autor: Herbert George Wells
Tradução: Alexandre Emílio
Edição: Público Comunicação Social SA, 2004

"Voltei a levantar a vista até à figura branca agachada e, de repente, realizei toda a temeridade da minha viagem. O que iria surgir depois dessa cortina de névoa se dissipar completamente? o que não teria acontecido ao Homem e se a crueldade se tivesse tornado uma paixão comum? E se, entretanto, a espécie tivesse perdido a humanidade e se houvesse transformado em algo inumano, sem sentimentos e esmagadoramente poderoso? eu poderia parecer-lhes um animal selvagem do velho mundo, assustador e repelente, devido aos nossos traços em comum - uma asquerosa criatura a eliminar de imediato".
Fonte: contracapa do livro

Ilustração de Isabel Alves

"À data da sua publicação, A Máquina do Tempo (1895) foi um êxito imediato. Nela, Wells parodiava com a estrutura de classes na Inglaterra e a sociedade capitalista da época para mostrar, numa comunidade futura imaginária, os horrores de um progresso descontrolado e pouco social. O seu protagonista realiza uma viagem no tempo em direcção ao futuro, utilizando para tal uma máquina construída por ele mesmo, que o transporta através da quarta dimensão, à cidade de Londres, no ano de 802701. Ali, o nosso viajante procura compreender uma estranha civilização formada por duas raças muito diferentes: os morlocks e os eloi, para poder perceber as razões que levaram a humanidade a evoluir dessa forma. Depois de estudar no terreno os habitantes da cidade do futuro, descobre que os morlocks, que vivem debaixo da terra e realizam todo o trabalho, se alimentam dos eloi; e que os eloi, infantis, irresponsáveis e incapazes de aprender, vivem ociosos, mas com um medo constante da escuridão, bem como dos seus predadores, os morlocks. Por fim, o viajante chega à conclusão de que as desigualdades sociais da sua época, ao serem potenciadas ao longo da História, resultam da separação do ser humano em duas raças: os morlock, descendentes dos embrutecidos trabalhadores; e os eloi, herdeiros da inoperante aristocracia.
O livro, apoiando-se no socialismo utópico, nas últimas teorias científicas e na sua deslumbrante imaginação, descreve o pessimismo de Wells relativamente ao destino a que estaria voltada a humanidade caso não se pusesse termo às atrozes desigualdades sociais da época."

Fonte: Badana do livro


"A Máquina do Tempo" foi a primeira obra de ficção publicada por Wells e traduziu-se num sucesso imediato. De um dia para o outro o pobre e anónimo professor de ciências Herbert George Wells transformou-se no celebérrimo autor de ficção científica H. G. Wells, cuja fama e influência nunca mais desapareceriam até ao fim dos seus dias - e mesmo para além deles.
Nascido em 1866 em Bromley, no Kent, numa família de modestíssimos recursos, Wells teve de começar a trabalhar aos 14 anos de idade, tendo sido sucessivamente aprendiz de fanqueiro, de droguista e contínuo numa escola. A primeira grande viragem da sua vida acontece aos 18 anos quando conquista uma bolsa para estudar biologia na Normal School of Science, em Londres, que leva a cabo então uma revolucionária experiência pedagógica de ensino livre. É aí onde encontra professores de excepcional gabarito como o famoso biólogo darwinista e agnosticista militante T.H. Huxley (avô do escritor Aldous), que o marcarão para sempre. Em 1888 obtém o seu diploma pela Universidade de Londres e torna-se o professor de ciências que, em 1895, a fama literária de "A Máquina do Tempo" virá arrancar para sempre do anonimato.
H. G. Wells
(1866-1946)
Escrito como um relato oral - o Viajante no Tempo conta a sua história a uma roda de amigos, em torno da lareira - "A Máquina do Tempo" não só conquistou os leitores britânicos com a sua excitante narrativa como se tornaria no livro fundador da moderna ficção científica. Nos anos seguintes, Wells traria à luz outras obras de referência da ficção científica, como "A Ilha do Dr. Moreau" (1896), "O Homem invisível" (1897) e "A Guerra dos mundos" (1898), aos quais se seguiriam muitas obras de outros géneros, da ficção humorística ao ensaio histórico e ao manifesto político.
Homem dotado de uma profunda consciência social, activista socialista, militante pela paz mundial e pela igualdade, defensor dos direitos das mulheres e da liberalização dos costumes, crente no papel emancipador da educação, polemista e panfletário, Wells manifestou durante quase toda a sua vida uma profunda fé no progresso humano e na capacidade libertadora da ciência. "A Máquina do Tempo", porém, exibe um pessimismo sobre o futuro da humanidade que o autor voltaria a adoptar, anos mais tarde, primeiro após a experiência da Primeira Grande Guerra, e definitivamente após a Segunda Guerra Mundial - que o fez perder a esperança em qualquer progresso social.
Wells escreveu e reescreveu "A Máquina do Tempo" cuidadosamente, ao longo de sete anos, segundo mostram as suas notas e rascunhos. O resultado é um pequeno grande livro, que se lê de um fôlego, inesquecível não só pelas suas peripécias mas pelas profundas questões que coloca sobre o homem, a sociedade e o futuro, e que nos deixa, no meio da imagem de um mundo impiedoso e idiotizado, apenas o reflexo de uma ténue esperança.” 


Obra disponível na rede de bibliotecas  do concelho de Arganil

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Coração de Edmundo de Amicis

Coração: diário de um estudante
Autor: Edmundo de Amicis
Tradução: Ricardo Alberty
Edição: Publico Comunicação SA, 2005

"Edmundo de Amicis tornou-se célebre em todo o mundo devido à publicação de Coração, em 1886. Traduzido em mais de trinta línguas, o romance constitui o diário escrito por um menino ao longo de um ano escolar. Henrique, o protagonista, vive em Turim, onde frequenta um colégio. No seu diário apresenta-nos os seus pais, professores e colegas de classe. Descreve com detalhe os acontecimentos mais importantes da sua vida quotidiana e intercala-os com cartas dos pais e vários contos, entre os quais se acham: O Vigia Lombardo; Dos Apepinos aos Andes; O Tamborzinho Sardo e O Escrevente Florentino. Estes relatos chegaram a ser mais famosos do que o próprio romance, e deram lugar a adaptações para a televisão e o cinema. No livro também é significativo o marcado carácter nacionalista, que é patente através das numerosas referencias a personagens históricas como o rei Victor Manuel II, o conde de Cavour e Giuseppe Garibaldi, todos eles figuras de relevo que contribuíram para manter a unidade da nação italiana. Emotivo e sensível, Coração pretende transmitir valores morais ao público mais jovem, formando-o assim para uma vida em sociedade."

Fonte: Badana do livro


"O escritor e jornalista, Edmundo de Amicis (1846-1908), nasceu em Oneglia, na Itália. A sua obra, composta por romances, estudos e livros de viagens, caracteriza-se pelo tom sentimental e moralista que inunda todas as suas páginas. Apaixonado pela vida militar, cedo se inscreveu na Escola Militar de Moderna. Em 1866 participou na batalha de Custozza e, um ano depois, passou a dirigir o diário 
L´Itália Militare. A partir de então iniciou-se na literatura, ainda que tenha permanecido no exército até 1870, ano em que se retirou para se dedicar totalmente à escrita. Mudou-se para Turim, onde fixou residência, e a partir dali realizou diversas viagens, frutos das quais escreveu livros de referência para turistas, como: A Espanha; Recordações de Londres e Recordações de Paris. Durante a década de noventa nota-se a crescente importância que as preocupações sociais têm na sua obra. Filiou-se no Partido Socialista e publicou amplamente esta mesma ideologia nos seus livros. O resultado é uma mistura de realismo e romantismo onde predomina a intenção moralizante na qual o autor procura levar o leitor sempre pelo «bom caminho», bem como as personagens dos seus romances. Acima de todas as suas obras destaca-se Coração, que obteve um enorme sucesso junto do público, tanto dentro como fora do país.
Morreu em Bordighera, na Liguria, aos sessenta e dois anos de idade."

Fonte: Badana do livro

Edmundo de Amicis


"E eu dizia para comigo: «E isto é só o primeiro dia. Ainda faltam nove meses para as próximas férias grandes. Que trabalheira!» Mas fiquei muito contente por encontrar a minha mãe à saída, e beijei-lhe a mão.
- Não te preocupes, Henrique, eu ajudo-te a estudar - disse-me ela.
E voltei para casa mais satisfeito."

Fonte: contracapa do livro


Ilustrações de Isabel Alves

Livro disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Ivanhoé de Walter Scott

Ivanhoé
Autor: Walter Scott
Versão portuguesa de Maria Mendonça Soares
Editorial Verbo, 1985

"Caminhando a passo num esplêndido cavalo negro, o Desdichado atravessou o recinto fechado e bateu com o ferro da lança no escudo de Bois-Guilbert. Pedia um combate de morte..."

É assim que Ivanhoé, o cavaleiro deserdado, parte à conquista de um amor impossível e à defesa da sua raça, oprimida pelo traiçoeiro João-Sem-Terra. No seu caminho vão atravessar-se os exércitos do rei maldito e os seus maiores lutadores.

Após inúmeras peripécias, Ivanhoé encontra-se ferido e abandonado. É capturado pelos seus adversários e encerrado num castelo inexpugnável, cujas masmorras detêm também seu pai, a orgulhosa Rowena e a bela judia Rebeca. Preparam-se então em defesa do jovem os arcos dos outlaws das florestas, capitaneados pelo notável Robin Hood. mas um novo personagem intervém: é o misterioso Cavaleiro Negro, de rosto sempre coberto pelo elmo, que ergue o seu braço hercúleo... em favor de quem?

Fonte: contracapa do livro

Ilustrações de Augusto Tiago

Começa assim:

"Assim era o estado das coisas na época em que se situa esta narrativa. (...)"

Fonte: interior do livro

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!