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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Alimentação


A Sala Infantil e juvenil convida todos os utilizadores a ler e requisitar livros sobre o tema da Alimentação. Histórias com cheiro, receitas de culinária, alimentação saudável e divertida para crianças, os produtos da terra, os legumes e a sopa... Descobre a constituição dos alimentos e outras curiosidades!

Entra nesta agradável viagem onde as aventuras e os alimentos são os protagonistas das nossas histórias! Apresentamos um poema escrito por José Jorge Letria presente na obra "O livro dos dias", ilustrado por Simona Traina e editado pela Ambar (5ª edição) em 2009 dedicado ao Dia da Alimentação.


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura

Obra disponível na rede de bibliotecas do concelho de Arganil

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Era uma vez um cravo de José Jorge Letria


Ilustrado por André Letria e editado pela Câmara Municipal de Lisboa em 1999

"Era uma vez um cravo
nascido no mês de Abril
para enfeitar a tarde
de uma festa infantil

Era vermelho e fresco
como um fruto da estação
e posto numa lapela
fazia um figurão

Tinha irmãos aos molhos
nascidos na mesma altura
e juntinhos dentro d'água
pareciam uma pintura

Uma pintura a aguarela 
feita por mão amadora
em dia de Primavera
sem perder pela demora

A florista do bairro
tinha os cravos guardados
para festas de noivado
e também para baptizados

E esse cravo de Abril
de um vermelho tão vivo
olhava o mundo em redor
com o seu olhar altivo

Mas era um cravo triste
porque triste era o país
e a sua tristeza ia
desde a caule à raiz

(...)

Mas nessa noite acordou
ao ouvir na telefonia
uma música bonita
que anunciava alegria

um cantor chamado Zeca
dizia no seu refrão
que era tempo de amizade
com um travo de emoção

E esse cravo de Abril
ouviu marchas militares
e viu sair os soldados
entre vivas e cantares

(...)

Tinha um filho na guerra,
outro em Paris exilado
e sonhava com o dia
de os ter de novo a seu lado

Esse dia estava perto
e ela bem o sabia
por isso limpou as lágrimas
e colou-se à telefonia

As noticias eram boas
e fresquinhas como cravos
e a alegria nas praças
custava poucos centavos

(...)






O soldado agradeceu
com o rosto iluminado
levantou bem alto o cravo
no seu tanque engalanado"

(...)


(...)

 

(...) 
Fonte: texto e ilustrações do interior do livro

Esta e outras obras acerca da temática do 25 de abril estão disponíveis na
Rede de Bibliotecas do concelho de Arganil

Boas Leituras!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O 25 de Abril contado às crianças... e aos outros de José Jorge Letria

  
 "Todos os anos têm um mês de Abril e todos os meses de Abril têm um dia 25. Porém, o dia 25 de Abril de 1974 foi um dia especial para os Portugueses. Porquê? Porque o País e os seus habitantes voltaram a viver em liberdade, depois de quase cinquenta anos de tristeza e de silêncio.
   Eu tenho a certeza que em casa ou na escola já te falaram do 25 de Abril, mas não sei o que te disseram sobre o seu significado e a sua importância para a vida de Portugal. É por isso que vou contar-te esta história. Uma história pessoal como todas as histórias, mas que envolve muito do que é a minha memória sobre esse dia e sobre tudo aquilo a que ele veio pôr fim.
   O dia 25 de Abril de 1974 vale por si mesmo, ou seja, por aquilo que aconteceu nessas vinte e quatro históricas. Mas vale, principalmente, por aquilo com que acabou e por aquilo a que deu início.
E assim também começa este livro, especialmente escrito a pensar nos pequenos e jovens leitores, nos seus pais, nos seus familiares e nos seus amigos"

Fonte: contracapa do livro

VII - Um dia que abalou a história

“Penso que neste momento já estás em condições de perceber que o 25 de Abril de 1974 não foi apenas uma data e um acontecimento. Foi uma viragem na nossa História do século XX, que explica muito daquilo que hoje somos e das condições em que vivemos.
Imagino que neste momento estejas a perguntar: mas o que foi afinal o 25 de Abril? Foi um golpe militar que a intervenção de pessoas de todas as idades, de todos os pontos do País e de várias origens sociais transformou numa revolução sem violência.”
Fonte: interior do livro


Texto de José Jorge Letria com ilustrações de João Abel Manta editado pela Terramar em 1999

“Trata-se de uma obra que surgiu nas comemorações dos vinte e cinco anos da Revolução dos Cravos e que apresenta uma forte componente visual da responsabilidade do artista plástico João Abel Manta (1888-1982).
Composta por oito capítulos – intitulados
I – Para que não esqueças Abril,
II – Era uma vez uma guerra,
III - As palavras proibidas,
IV – O Sol para além das grades, 
V – Este parte, aquele parte,
VI – Lá vamos cantando e rindo,
VII – O poder e a forma como funcionava 
VIII – Um dia que abalou a história - e sendo dirigida, como sugere o título, quer a um destinatário infantil, quer a um outro público cujos conhecimentos acerca do 25 de Abril de 1974 são restritos, a esta história encontra-se subjacente, antes de tudo, um claro e, aliás, muito nobre objectivo formativo.”
Fonte: Fnac

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para os 3º, 4º, 5º e 6º Ano de escolaridade. Projectos relacionados com História de Portugal

Obra disponível na Rede de Bibliotecas do concelho de Arganil


terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia Mundial do Ambiente

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Ambiente e para celebrar esta data propomos a leitura do livro “João Ar-Puro no País do Fumo” escrito por José Jorge Letria. Um livro editado pela ASA em 1985 com ilustrações de Paula Oliveira.


Começa assim:

João Ar-Puro era o melhor amigo das águas, dos pássaros, dos peixes e das árvores de fruto. Era amigo dos camponeses e dos animais domésticos. Todos gostavam dele por ser alegre, trabalhador e saudável.
Tinha ombros largos, bochechas rosadas e mãos grandes, generosas, sempre prontas a ajudar quem estivesse triste, desamparado ou aflito.
João Ar-Puro era filho da Brisa do Mar e do Vento do Norte. Com eles aprendera a respirar fundo o ar fresco que vem dos campos, cheirando a hortelã e a rosmaninho, a encher o peito com a aragem fria do mar, que sabe a sal, a maresia e a sonhos de viagens.
Havia rapazes e raparigas da sua idade que, escondidos atrás das cortinas baças das janelas, se riam dele por andar sempre a correr e a saltar, por colher fruta nos pomares, por acompanhar com os olhos o voo livre dos pássaros, a rota das estrelas e dos cometas. Chamavam-lhe sonhador (…).
João Ar-Puro nascera no País da Primavera, na Aldeia das Águas Azuis. Às cavalitas do pai ou ao colo da mãe conheceu terras distantes, outros povos e continentes, aprendeu os nomes das flores, das montanhas, dos rios e das cidades. Em todos os lugares por onde passou deixou amigos, como se semeasse plantas que duram a vida inteira.
(...) João Ar-Puro sabia que a Natureza andava preocupada, inquieta, que acordava por vezes sobressaltada a meio da noite.”
Fonte: Interior do livro


Para reflectir e partilhar com a família e amigos!

Livro disponível na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sugestões de Leitura para este Natal!


 
Ana Saldanha
O Pai Natal Preguiçoso e a Rena Rodolfa é o título de um livro escrito por Ana Saldanha com ilustrações de Alain Corbel, editado pela Caminho em 2004. Pode ler-se na contracapa:

"É Dezembro. Na Lapónia, andam todos muito atarefados. O carteiro entrega as cartas, a secretária do Pai Natal, a rena Rodolfa, lê-as e procura as prendas pedidas nas prateleiras, as outras renas preparam-se para a grande corrida de Dezembro. Só o Pai Natal parece não ter pressas. Mas, quando estão já de partida, descobre-se que o provérbio de que o Pai Natal tanto gosta - "Devagar, que tenho pressa" -  está mesmo certo. Do que é que a Rena Rodolfa se foi esquecer?! "

Começa assim:

“Faltam vinte e quatro dias para o Natal.
O carteiro desce do seu trenó com tracção a quatro renas e arrasta pela neve um saco cheio de cartas até à porta do número 25, na Alameda das Prendinhas.
- Ora bem – resmunga o carteiro - , o melhor é tocar à campainha. Estas cartas todas não cabem na caixa do correio. Ufa! Durante o mês de Novembro andei numa roda-viva a entregar catálogos e promoções especiais. E agora são estas montanhas de cartas com as encomendas. Um destes dias recuso-me a trazer correspondência ao Pai Natal.
Olha para a placa dourada na porta, à direita da campainha: Pai Natal e C. ia Ilimitada. Presentes de Natal. Aceitam-se Encomendas. Entrega ao domicílio”.

  
Obra disponível na Biblioteca Municipal Miguel Torga e na Biblioteca escolar da EB1 de Arganil

José Jorge Letria

Bom Natal, Pai Natal!

Este livro foi escrito por José Jorge Letria e ilustrado por António Modesto, editado pela Edinter em 1996.
O autor nasceu em Cascais, a 8 de Junho de 1951. José Jorge Letria é jornalista, poeta, dramaturgo, ficcionista e autor de uma vasta obra para crianças e jovens. Jornalista desde 1970, começou por colaborar em suplementos juvenis no Diário de Lisboa e foi também redactor, editor de jornais e chefe de redacção.
Como escritor salienta-se na poesia, no conto, no teatro e, fundamentalmente, na literatura para a infância e juventude. Para além destas funções, político dedicado à cultura, professor e dirigente associativo, é conhecido como compositor e intérprete de canções que proclamavam os valores da liberdade e da democracia, música de intervenção na década de 70.
Foi autor de programas de rádio e de televisão, destacando-se na participação durante vários anos, na equipa da “Rua Sésamo” em Portugal. É actualmente presidente da Assembleia-geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 1992, recebeu a medalha da International des Arts et des Lettres, de Paris, juntamente com os escritores Natália Correia e David Mourão Ferreira. Em 1992 foi condecorado pelo Presidente da República com a Ordem da Liberdade.


      "Não é nada fácil a vida de um Pai Natal…” Este livro conta-nos a história de um carteiro que se tornou Pai Natal. Toda a gente conhecia esse homem e esse homem conhecia toda a gente. Na altura chamava-se Thor e vai-nos explicar como é que se chega a Pai Natal.
   Certo dia, Thor adoeceu e com menos vontade de distribuir correspondência de rua em rua, de casa em casa, pensava que a sua vida chegava ao fim. Até que apareceu, junto à cabeceira, uma rapariga de vestido branco e olhos verdes que parecia ter luz própria, como uma estrela ou uma fogueira nocturna. O que ela lá fazia?


Começa assim:
Ilustrações de António Modesto
"Não é nada fácil a vida de um Pai Natal. Se não acreditam, prestem atenção àquilo que vos vou contar. As peripécias são muitas e os azares ainda mais. É por isso que as minhas barbas estão cada vez mais brancas. Brancas da neve, que, em flocos, nelas vai pousando, mas também das preocupações que não me dão sossego.

Querem saber como é que se chega a Pai Natal? Então eu vou explicar-vos. Pode ser-se Pai Natal de muitas maneiras. Eu, por exemplo, não escolhi esta profissão. Foi ela que me escolheu, sim porque os ofícios também podem escolher as pessoas e não o contrário".


Obra disponível na Biblioteca Municipal Miguel Torga e na Biblioteca escolar da EB 2, 3 de Coja
  

Hoje é Natal!Um livro escrito por José Vaz e ilustrado por João Caetano, Editado pela Gailivro em 2001.

 “Na noite da consoada, o Mário tem a presença do avô Fernando, que lhe trouxe uma vela que contém o espírito do Natal. Ao jantar, acendem-na e a magia da chama vai permitir recordar as pessoas queridas e espalhar sentimentos de amizade e partilha. O relato de um Natal que o avô vivera em criança e em que a ceia tinha sido dividida com uma família muito pobre faz com que o Mário, ao olhar a chama, sinta o espírito do Natal de que falavam”. Rui Marques Veloso (Casa da Leitura).

Começa assim:
    "O avô Fernando chegou de longe com uma mala muito pesada. Ajudei-o a levá-la para o meu quarto e não o larguei mais, enquanto não a abriu.
    - O que traria ele dentro daquela mala tão grande? prendas de Natal? Surpresas? Brinquedos? Livros? - perguntava a mim próprio.
Mortinho de curiosidade, andei à sua volta como uma mosca, a zumbir perguntas.
    - Ó avô, o que é que trazes?
    - Tem calma, tem paciência que logo te mostro! - aconselhou, ainda com a voz ofegante por ter carregado comigo aquela mala.
    - Anda lá, diz-me só a mim que eu não digo a mais ninguém!
    - As prendas e as surpresas só se mostram logo, depois da ceia. Não sejas chato!
    - Diz-me, que eu prometo guardar segredo! - insisti."  

Obra disponível na Biblioteca Municipal Miguel Torga, Biblioteca Alberto Martins de Carvalho
e na Biblioteca escolar da EB1 de Arganil


Requisita estes livros numa biblioteca perto de ti!
Partilha os contos com a família
e não te esqueças,
 Ler é Saber!