segunda-feira, 20 de março de 2017

Mariana e a missão Primavera, um livro de Sylvie Auzary-Luton

Mariana e a missão Primavera
Texto de Sylvie Auzary-Luton e ilustrações de Myriam Deru
Editado pela Minutos de Leitura em 2008

"A Primavera está quase a chegar e o Avô da Mariana decide fazer uma viagem. Ele confia à neta, a pequena Mariana, uma missão muito importante e especial: A Missão Primavera! Para cumprir a missão, ela terá de plantar umas sementes no seu jardim, seguindo as instruções que o avô lhe deixou. A Mariana fica muito contente e quer impressionar o seu avô com a flor mais linda do mundo!"

Fonte: Minutos de leitura


Começa assim:


Ilustrações de Myriam Deru


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para a Educação pré-escolar

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

sexta-feira, 17 de março de 2017

"Pê de pai", um livro de Isabel Martins

“Um
"Pê de pai"
Texto de Isabel Minhós Martins
Editado pelo Planeta Tangerina em 2009

"O pai é mesmo uma pessoa muito especial.
Capaz de se dobrar, desdobrar, encolher e esticar… um pai transforma-se, num passe de mágica, nos objetos mais incríveis.
Ou será que nunca repararam nos pais transformados que andam por aí?
Pais-cabides, pais-ambulâncias, pais-aviões, pais-sofás, pais-escadotes, pais-travões…
Basta abrir os olhos e observar. Um livro que olha de perto a relação de cumplicidade entre pai e filho. E que convida filhos e pais a descobrirem-se juntos ao virar de cada página.”

Fonte: contracapa do livro




Ilustrações de Bernardo Carvalho

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o Pré-Escolar
Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

quinta-feira, 16 de março de 2017

"Papá, por favor, apanha-me a Lua" de Eric Carle

Papá, por favor, apanha-me a Lua
Um livro de Eric Carle
Editado pela Kalandraka em 2010 (2ª ed.)

Começa assim:

"Antes de se deitar, a Mónica olhou pela janela e viu a Lua.
A Lua parecia estar muito perto.

“Queria tanto brincar com a Lua!”, pensou a Mónica. E tentou apanhá-la.

Porém, por mais que se esticasse, não conseguia tocar-lhe.

"Papá, por favor, apanha-me a Lua", disse a Mónica.



A Lua desempenha um papel muito importante na infância e é protagonista de muitas narrativas. Relaciona-se com os sonhos, com as aventuras e os desejos difíceis de concretizar. Eric Carle narra os tormentos por que um pai passa, para satisfazer o sonho da filha, e que o levam a escalar uma elevada montanha, entre outros esforços.




O principal atractivo deste livro reside no jogo de tamanhos e direcções que o autor propõe, e para o qual cria um original sistema de páginas que se desdobram em vários sentidos, segundo as exigências da cena: para os lados, para cima, para baixo, de dentro para fora e ao contrário; exigências essas que ultrapassam as dimensões do álbum, ao mesmo tempo que lhe imprimem movimento. Esta obra ajuda também os leitores a educar o olhar e a dirigi-lo na direcção ascendente, descendente, da direita para a esquerda, e vice-versa, adaptando-se ainda aos primeiros leitores sobretudo através da sua manipulação extremamente atractiva, que lhes facilita a abertura e o fecho das páginas.

Com o seu estilo inconfundível, baseado na técnica da colagem, Eric Carle escolhe uma proposta estética cheia de colorido.



O autor:

ERIC CARLE (Siracusa, Nova Iorque, 1929) Autor de mais de 70 álbuns, Eric Carle começou a ilustrar livros em 1967, depois de muitos anos a trabalhar como director de arte numa agência publicitária. 
Estudou na prestigiada escola de arte Akademie der Bildenden Künste, de Estugarda, na Alemanha, país para onde se mudou ainda em criança com os seus pais. Mas sempre quis voltar para a América do Norte, onde as melhores recordações da sua infância tinham ficado. Regressou em 1952, com um portfolio e 40 dólares no bolso, em busca de uma oportunidade que lhe chegou como designer gráfico para o “The New York Times”. 

O primeiro livro de sua completa autoria foi “1,2,3, to the Zoo” (1968), a que se seguiu “The Very Hungry Caterpillar”, publicado pela KALANDRAKA. Ao longo dos anos, foi galardoado com o Prémio da Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha (Itália), o da Associação de Livreiros Infantis e o da Associação Americana de Bibliotecas. 

Eric Carle disse: “Com muitos dos meus livros tento estender uma ponte entre o lar e a escola. A passagem de casa para o colégio é o segundo maior trauma da infância; o primeiro, certamente, é nascer. Em ambos os casos trocamos um lugar caloroso e protector por outro desconhecido. Acredito que as crianças são criativas por natureza e capazes de aprender. Nos meus livros tento conter esse receio, substituí-lo com uma mensagem positiva. Quero mostrar-lhes que aprender é realmente fascinante e divertido.”

Fonte: Kalandraka



Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o Pré-Escolar

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

terça-feira, 14 de março de 2017

"Pais à escolha num centro comercial perto de ti" de Maria Inês Almeida

"Pais à escolha num centro comercial perto de ti"
Texto de Maria Inês  Almeida e ilustrações de Júlio Vanzeler
Editado pelos Livros Horizonte em 2012

“Dois irmãos órfãos procuram o pai e a mãe ideais num centro comercial muito especial. Aqui, distribuídos por várias lojas em 100 pisos, há pais para todos os gostos. Magros, altos, ricos, carecas, descontraídos, inteligentes…
Uns ralham, outros deixam as crianças comer doces... Uns até frequentam as aulas de Como ser um Super Pai. Mas, quanto mais montras veem, mais confusos os irmãos ficam."
Fonte: Wook



"Existem pais que escolhem os filhos. E se fosse ao contrário:
haver crianças a poderem escolher os seus pais?
Há pais gordos, magros, bons, maus, trabalhadores, 
preguiçosos, espertos, menos espertos, assim-assim,
pais contentes, pais tristes, pais que so pensam em si mesmos.
Há pais que se riem, há pais que gritam. Há pais carecas, 
com caracóis, barba ou bigode. Loiros, morenos, pretos
ou brancos.
Mas encontrar o pai e a mãe que se idealiza não é tarefa fácil..."

Fonte: contracapa do livro

Interior do livro, pg. 5

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas leituras!

quinta-feira, 9 de março de 2017

"Maruxa", um livro de Eva Mejuto

Maruxa
Texto de Eva Mejuto e ilustrações de Mafalda Milhões
Editado pela OQO em 2014


Começa assim:

"Maruxa e Zézinho
viviam na aldeia.

Maruxa lavrara,
cosia e varria.
Zézinho folgava,
cantava e dormia.

Mas um belo dia..."

Fonte: interior do livro


“… Maruxa decide dar uma lição ao marido. Astuta e com grande habilidade no uso da ironia, consegue que Zezinho tome consciência de que o trabalho de casa está mal distribuído e, assim, mude de atitude. 

Este livro é baseado na canção popular polaca Maryna gotuj pierogi, uma das mais conhecidas do repertório folclórico do país. Existem diversas versões feitas por orquestras sinfónicas, solistas, grupos de jazz, rock... Este texto, em versos de seis sílabas, procura manter o ritmo da canção original. Tal como a canção tradicional, a autora apresenta a história em forma de diálogo, já que o conto se baseia principalmente na disputa que Maruxa e o marido, Zezinho, iniciam quando este lhe pede que lhe faça pão.




Na versão tradicional, Zezinho reclama uns pierogi, um dos pratos típicos da Polónia (uma espécie de raviólis recheados de carne, vegetais...) e a mulher nega-se repetidamente, alegando que lhe faltam, um a um, todos os ingredientes: farinha, água, sal e carne... Contudo, nesta versão optou-se por substituir os pierogi por pão, um alimento comum a todas as culturas e que permite universalizar a história.    

As diferenças mais significativas relativamente à canção não só se limitam ao alimento principal, mas também ao final da história. Assim, a reação violenta que Zezinho manifesta nalguma versão polaca — quando a mulher, afinal, decide não lhe preparar a comida — é substituída neste álbum por uma atitude compreensiva e de empatia face à esposa, mantendo assim o tom humorístico que carateriza todo o conto. Da versão inicial, a autora decidiu manter e realçar: a ideia original, o sentido de humor, a estrutura acumulativa, versificada e rimada, tão própria de contos e cantos da tradição oral. Este texto permite ser cantado a ritmo de três por quatro mantendo a música de origem.       





De igual modo, o álbum ilustrado oferece o mesmo argumento que a canção: a protagonista alega não poder fazer o pão porque lhe faltam todos os ingredientes (farinha, água, levedura e sal). Então, decide pedir ao marido que os vá buscar. Só que, em jeito de reprimenda instrutiva, vai-lhos pedindo um a um, com o esforço que isto implica a Zezinho.
Um a um, ele vai fazendo todos os recados cada vez mais desmesurados como o de ir buscar sal ao mar, mas depara-se sempre com o facto de voltar a faltar algo e tem de empreender uma nova e esforçada aventura para o conseguir. Quando, por fim, Maruxa tem todos os elementos, diz, ironicamente, que está muito cansada e terá de ser também ele a amassar o pão. Portanto, através do engenho e do sentido de humor, consegue que Zezinho entenda, por experiência própria, a injustiça da situação que ela vivera até então, e compreenda que, tanto o trabalho como o lazer, devem ser coisa dos dois.

Este é a verdadeira base da história: a mudança de atitude de Zezinho em relação a Maruxa, que se evidencia e reforça através do trabalho da ilustradora portuguesa Mafalda Milhões. A artista portuguesa revela esta evolução da personagem nas folhas de guarda, capa, folha de rosto e folha da ficha técnica. Nelas, o leitor encontra uma contextualização prévia e posterior à ação do texto, que realmente se produz num só dia, tal como indicam as refeições (pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar), e a luz das imagens (que vão da claridade própria do amanhecer, até ao azul-escuro quase preto do céu ao fim do dia).         




Deste modo, nas folhas de guarda do início do álbum, pode ver-se uma Maruxa totalmente entregue às tarefas domésticas, enquanto que Benito, preguiçoso, não colabora em absoluto. Um comportamento que se transforma radicalmente nas folhas de guarda do final onde participa nos trabalhos de casa e ajuda a sua mulher. Na contracapa, os dois comem, felizes, o pão, que aparece pela primeira vez já feito.        

As ilustrações de Mafalda Milhões também nos fornecem informações-chave acerca dos protagonistas. Ao caraterizá-los com traços hiperbólicos, descobrimos com clareza quando estão aborrecidos, tristes, a tramar alguma… De igual modo, não faltam nas páginas deste álbum os pormenores, tão caraterísticos na artista portuguesa, que transportam o leitor para o universo da cozinha e da Polónia (moinhos, paisagens e bairros típicos polacos), tal como a presença constante do cãozinho que os acompanha e que, de certa forma, é cúmplice da situação.

Para além disto, a ilustradora, piscando o olho ao leitor, decide jogar com a descontextualização, tanto nos muitos objetos e eletrodomésticos que podemos descobrir na casa do casal (reprodução de um lar tradicional, mas em que há máquina da roupa, computador…), como na própria protagonista. Assim, Maruxa, apesar de cozinhar e limpar, não deixa de ser uma mulher atual e moderna, que usa as novas tecnologias e luta pelo reconhecimento dos seus direitos. Em todo o momento, tanto o texto como a imagem procuram transmitir uma mensagem onde o sentido de humor é protagonista, ao mesmo tempo que pretendem deixar um ensinamento para a reflexão dos pequenos leitores: sabermo-nos pôr na pele dos outros ajuda-nos a ver as coisas de outra perspetiva, criar empatia com eles e, consequentemente, sermos mais justos e mais solidários."

Fonte: OQO Editora

Livro disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!



quarta-feira, 8 de março de 2017

"Família C", um livro de Pep Bruno

A família C
Texto de Pep Bruno e ilustrações de Mariona Cabassa
Editado pela Kalandraka em 2010
 Começa assim:

“Todas as manhãs o meu pai faz o pequeno-almoço...

Enquanto a minha mãe lê o jornal.

E eu preparo a minha mochila.

Depois de tomarmos o pequeno-almoço saímos todos disparados.”
       

Fonte: interior do livro


“Entrem e venham ver, senhoras e senhores, meninas e meninos, o único, o inigualável, e até hoje nunca visto espectáculo da Família C, que, servindo-se apenas da sua grande imaginação, sem rede, sem truques, nem artifícios, consegue encher de cor até os dias mais cinzentos! 

... Porque o circo é muito mais do que uma barraca cheia de artistas insólitos e de animais habilidosos; porque o circo é um espaço onde se cruzam realidade e irrealidade, um lugar neste mundo que pertence a outro mundo: o da ficção e da magia. "A Família C" (C de circo?) é uma família que adora o ambiente circense e o quanto ele simboliza de possível-impossível. E esse amor pela fantasia, esse jogo de realidade-irreal, é que lhe permite que a rotina cinzenta dos seus dias se encha de ilusão e fantasia. A Família C leva uma vida normal, mas impregnada de cor e de possibilidades, graças a esse caudal de engenho que lhe permite viver assim o sonho dos dias gloriosos, em que fazer o pequeno-almoço ou sair para o trabalho pode culminar numa aventura.

As ilustrações, em técnica mista, destacam-se pelo seu colorido e pela sua força expressiva. No conjunto, trata-se de uma obra que o júri do III Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados definiu como "imaginativa, original e moderna".

Fonte: Wook


“Obra vencedora do III Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, A Família C narra, numa voz manifestamente infantil, e numa intersemiose de linguagens, a rotina diária de uma família aparentemente tradicional, mas cuja descrição icónica revela a sua mais excêntrica faceta. Atraídos pelo universo circense, os três elementos que compõem este núcleo deixam-se levar pelo poder da imaginação para fantasiar e assemelhar o seu dia-a-dia a um autêntico espectáculo. À corrida frenética do quotidiano aliam-se os malabarismos, o equilibrismo, as acrobacias, o ilusionismo, o contorcionismo e as mais divertidas palhaçadas na projecção de uma vida alegre, positiva e saudável. Com recurso a uma técnica mista e uma forte e expressiva paleta cromática, as ilustrações, dispostas em páginas duplas, ultrapassam a mera repetição do texto, ampliando os seus sentidos e iluminando, com as cores da imaginação, a vida de uma família tão peculiar.” 

In www.casadaleitura.org por Carina Rodrigues

Contracapa do livro

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o Pré-Escolar

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de ArganilBoas Leituras!

terça-feira, 7 de março de 2017

"Herberto", um livro de Lara Hawthorne


Herberto 
Texto e lustrações de Lara Hawthorne
Editado pela Bruaá em 2014

Herberto é uma lesma e para ele a vida não podia correr melhor. A sua ocupação diária: comer montanhas de alface com os seus amigos até a sua barriga ficar cheia e ser hora de dormir. No entanto, um dia, um dia mais em busca da alface mais saborosa que possa encontrar, Herberto cruza-se com alguns animais muito ocupados nas suas criações que demonstram capacidades extraordinárias. Admirado com o que fazem, Herberto elogia estes verdadeiros artesãos, enquanto secretamente deseja criar como eles. Mas não consegue. Pelo menos assim o pensa. As boas notícias serão dadas por uma mariposa.

Este é o primeiro Livro de Lara Hawthorne, uma talentosa nova artista que certamente deixará um rastro na nossa memória com esta história sobre a necessidade de criar que todos nós levamos dentro. Afinal, todos nós nascemos artistas. Não é verdade, senhor Picasso?”

Fonte: Bruaá

Começa assim:

"No canto de um jardim, debaixo de 
troncos húmidos e folhas caídas, vivia
uma lesma chamada Herberto.



Um dia, depois de terem comido toda a alface
que havia por ali perto, o Herberto e os seus
amigos decidiram que só havia uma coisa a fazer:
partir em busca de mais alface.

(...)"
Fonte: interior do livro 
“História que deixa um rasto de baba brilhante e prateada, “Herberto” fala aos mais pequenos sobre umas das mais básicas necessidades humanas, que tem o poder de transformar a alma humana: o acto de criar. Ou, se quisermos seguir outra interpretação, a descoberta da individualidade e da singularidade. As ilustrações, embebidas num espírito naturalista, ficariam muito bem numa edição ilustrada de “Walden” habitada por pequenas criaturas.” 
Fonte: Por Pedro Miguel Silva

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quinta-feira, 2 de março de 2017

"Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noites de Luar" de José Jorge Letria

"Versos para os pais lerem aos Filhos em noites de Luar"
Texto de José Jorge Letria e ilustrações de André Letria
Editado pela Ambar em 2005 (3ª ed.)
Um livro de versos carregados de ternura e imaginação que pretende fazer a ponte entre pais e filhos, entre avós e netos, num tempo cada vez mais vazio de sonho e de afecto. Um livro que os mais crescidos vão gostar de ler aos mais pequenos para que eles nunca esqueçam a paixão da leitura e o amor de quem lha transmitiu.
Um livro de todas as idades e para todas as idades que guarda em si, intacto, o tesouro da infância. Versos onde se cruza a lembrança de passado com o sabor do futuro.
Um livro em que a poesia é vivida como um acto de amor entre quem lê e quem ouve. Para ler e recordar sempre.

Fonte: contracapa do livro


Começa assim:

Com versos da cor da lua
és tão grande e pequenino
como esta página branca
em que leio o teu destino.
Dorme agora sossegado
como as nuvens à noitinha
que eu fico aqui a teu lado
com a tua mão na minha.


Com versos da cor da luz
é que eu embalo o teu sono
nessa cadência suave
das cantigas no Outono.
E vêm bruxas e fadas,
duendes e feiticeiras
com mantos feitos de bruma
para saltar as fogueiras.

(…)


Com versos feitos de sonho
é que eu te faço sonhar
que és golfinho e rouxinol
ou peixe de prata a brilhar.
E cada linha que tu lês
é perfeita como o traço
de um pintor que te envolve
com as cores de um abraço.

Cada palavra que leres
há-de alargar o teu mundo
acrescentando sentido
ao que sabes lá no fundo,
e aquilo que tu nomeias
passa a ter nome e lugar,
tesouro de sons soletrado
quando te pões a falar.

(…)

Cada palavra que aprendes
tem o gosto da aventura
e a magia secreta
que há no acto da leitura.
Cada palavra que escreves
é um fruto já maduro
que cai da árvore dos sons
e tem sabor de futuro.
(…)

Cada palavra aprendida
sabe a estrelas e a ilhas
e vai pela mão de Alice
ao País das Maravilhas.
Cada palavra já lida
ao mapa há-de acrescentar
mais uma rota esquecida
que os livros hão-de lembrar.

(…)

Cada palavra que nasce
mesmo no centro da fala
é como um tesouro oculto
no recanto de uma sala,
e pode ser um unicórnio,
dragão ou mesmo arlequim,
transformando-se em pomba
quando a história chegar ao fim.

(...)"
Fonte: interior do livro 

Ilustrações de André Letria
Nesta colectânea, a poesia e a ilustração servem como pretexto para celebrar uma intimidade ou uma familiaridade protegida pela noite, a caminho do sono e do sonho, um espaço partilhado por pais e filhos – como o título, aliás, anuncia. Mas estes versos, evidenciando marcas típicas das canções de berço ou de embalar, como a brevidade, as repetições, o ritmo cadenciado ou o tom apelativo, entre outras, não representam simplesmente uma forma de adormecer os mais novos. Na verdade, servem ainda, em perfeita harmonia com expressivos e extensos elementos pictóricos, como um passaporte para a interminável viagem do despertar para os encantos das palavras e da leitura e da escrita.


Fonte: Por Sara Reis da Silva in www.casadaleitura.org


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 1º ano de escolaridade. 

Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Fiz das pernas coração - contos tradicionais portugueses

Fiz das pernas coração
Selecção, introdução e notas de José António Gomes com ilustrações de Danuta Wojciechowska
Editado pela Caminho em 2000

«Os catorze contos reunidos neste livro provêm da tradição oral portuguesa, muito embora, em outras versões, alguns possam pertencer também à literatura popular de outros países e culturas, como é comum acontecer.     
Na selecção dos textos, procurei contemplar diferentes tipos de narrativas, nomeadamente os contos de encantamento, as histórias de animais, as lendas e as facécias. Sendo esta última uma categoria em que a nossa tradição oral é, a meu ver, particularmente rica, optei por lhe dar algum relevo, na convicção também de que o carácter jocoso e burlesco de tais contos poderia conferir à colectânea uma tonalidade mais humorística do que é habitual em obras deste tipo. [...]»

José António Gomes
Fonte: interior do livro

(...)

Fonte: interior do livro

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 4º ano de escolaridade,
destinado a leitura autónoma.


Obra disponível na rede de Bibliotecas do concelho de Arganil
Boas Leituras!